A palavra, oriunda do grego euangelion, significa exatamente isso: boa mensagem, boas notícias.
Mas que notícia seria essa capaz de transformar destinos, consolar dores profundas e renovar consciências? A resposta ressoa nas páginas luminosas da Codificação Espírita.
Em O Evangelho segundo o Espiritismo, Allan Kardec nos apresenta o ensino moral do Cristo como roteiro seguro para a regeneração da humanidade. Ali, o Evangelho não é apenas um conjunto de narrativas históricas: é código de conduta, é lei de amor, é manual de iluminação interior. Kardec demonstra que a essência da mensagem de Jesus é universal, atemporal e profundamente racional — capaz de dialogar com a fé e com a razão.
Já em O Livro dos Espíritos, encontramos os fundamentos filosóficos que sustentam essa Boa-Nova: a imortalidade da alma, a justiça divina, a reencarnação e o progresso espiritual. O Evangelho, à luz do Espiritismo, deixa de ser promessa distante e torna-se explicação lógica da vida. Sofrimento passa a ser aprendizado.
Perda transforma-se em reencontro futuro. A morte converte-se em passagem.
E quando avançamos para as obras psicografadas por Chico Xavier, percebemos o Evangelho pulsando como alimento diário da alma. Na coleção Fonte Viva de Emmanuel, psicografado por Chico Xavier comenta-se versículo por versículo, trazendo o ensinamento de Jesus para as lutas cotidianas — no lar, no trabalho, nas dores íntimas e nos desafios morais.
O Evangelho deixa de ser leitura distante e passa a ser vivência prática.
Em Boa Nova, o próprio título ecoa o significado original da palavra: a Boa-Nova do Reino de Deus. Ali, vemos episódios da vida do Cristo e de seus seguidores retratados com sensibilidade espiritual, revelando que o Evangelho não é apenas história — é convite permanente à transformação.
A importância do Evangelho do Cristo não está apenas no consolo que oferece, mas na responsabilidade que desperta. Ele nos chama à caridade quando preferiríamos a indiferença. Convida-nos ao perdão quando o orgulho insiste na mágoa. Ensina-nos a amar quando o mundo ainda aprende a competir.
O Espiritismo não cria um novo Evangelho — ele ilumina o já existente, retirando-lhe o véu do literalismo e revelando sua profundidade espiritual. Mostra que a Boa-Nova é a certeza de que ninguém está perdido, de que todo sofrimento tem propósito e de que o amor é a lei maior do universo.
O Evangelho é a notícia mais sublime que a Terra já recebeu:
Deus é Pai.
A vida continua.
O amor vence.
E cada vez que abrimos suas páginas com sinceridade, a Boa-Nova renasce dentro de nós!
