maio de 2026 - segunda edição
segunda-feira, 25 de maio de 2026
CULTURARTE 310 - maio de 2026 - segunda edição
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domingo, 24 de maio de 2026
24 DE MAIO, DIA DE SANTA SARA KALI
Santa Sara Kali carrega em sua história a força da fé que resiste até mesmo às maiores tempestades. Reverenciada como a santa protetora do povo cigano, ela representa acolhimento, coragem, liberdade espiritual, intuição e proteção divina para todos aqueles que clamam por auxílio nos momentos mais difíceis da vida.
Seu nome atravessou gerações envolto em mistério, devoção e milagres. Segundo a tradição, Sara acompanhava as Santas Marias quando enfrentaram uma travessia perigosa pelo mar. Diante das águas agitadas e do medo da morte, ela ergueu um lenço aos céus e fez uma promessa de fé. As águas se acalmaram. A embarcação chegou em segurança. E aquele instante transformou Sara Kali em símbolo de esperança para os aflitos e de fé para os desesperados.
Desde então, milhares de pessoas recorrem à sua energia para pedir proteção espiritual, abertura de caminhos, prosperidade, libertação de tristezas, fortalecimento emocional e auxílio nas causas consideradas impossíveis. Sua presença é associada à força feminina, à sabedoria ancestral, ao poder da intuição e à capacidade de renascer mesmo depois das maiores dores.
Santa Sara nos lembra que a fé verdadeira não nasce da ausência de problemas, mas da coragem de continuar acreditando mesmo quando tudo parece perdido. Ela ensina que existe proteção para quem caminha com verdade no coração e que nenhuma noite é eterna para aqueles que mantêm sua chama espiritual acesa.
Que Santa Sara Kali visite seu caminho neste momento. Que leve embora toda tristeza, inveja, medo e sofrimento. Que abra portas de prosperidade, amor, paz e proteção espiritual. E que nunca falte força para seguir em frente, mesmo diante das tempestades da vida.
Salve Santa Sara Kali. Salve o povo cigano.
Optchá
sexta-feira, 22 de maio de 2026
22/5, Dia de SANTA RITA DE CÁSSIA, a Santa das causas impossíveis
22 de maio é o dia de uma das santas mais amadas e milagrosas da humanidade: Santa Rita de Cássia. Conhecida como a Santa das Causas Impossíveis, ela representa a fé que permanece mesmo quando tudo parece perdido. Sua história é marcada por dor, entrega, perdão e profunda conexão com o Divino.
Rita nasceu na Itália no século XIV e desde criança desejava viver uma vida espiritual. Mas, seguindo os costumes da época, foi obrigada a se casar. Seu marido era agressivo e violento, porém Rita escolheu o caminho da paciência, da oração e da transmutação interior. Com o tempo, conseguiu transformar o coração dele.
Após perder o marido e os filhos, Rita ingressou em um convento, onde viveu experiências místicas profundas. Durante anos, recebeu visões, curas espirituais e fenômenos considerados milagrosos. Um dos mais conhecidos foi a chaga em sua testa, semelhante à coroa de espinhos de Cristo, que ela carregou como símbolo de união com o sofrimento e a consciência de Jesus.
Muitos relatos contam que, próximo à sua morte, uma rosa floresceu em pleno inverno após ela pedir esse sinal a uma parente. Por isso, as rosas se tornaram um dos maiores símbolos de Santa Rita. Elas representam esperança, milagres e a manifestação da graça divina quando ninguém mais acredita ser possível.
Na visão espiritualista, Santa Rita carrega uma vibração muito ligada ao Raio Rosa e ao Raio Violeta da Fraternidade Branca: amor, perdão, misericórdia, transmutação e cura emocional. Sua energia lembra os ensinamentos de Mestres que trabalham a compaixão e a alquimia espiritual através do coração.
Em algumas linhas espiritualistas e na Umbanda, sua força também é associada às vibrações de fé, resignação e cura das dores emocionais profundas. Muitos médiuns e sensitivos relatam sentir uma presença acolhedora e maternal ao orar para ela, principalmente em momentos de desespero, perdas, conflitos familiares e situações consideradas impossíveis.
Santa Rita nos ensina algo poderoso: o milagre nem sempre acontece fora primeiro. Muitas vezes ele começa dentro. Ela é a prova viva de que a oração sincera transforma destinos, dissolve karmas e abre caminhos invisíveis aos olhos humanos.
Se estiver passando por uma situação difícil, acenda uma vela branca ou rosa, ofereça uma rosa com amor e peça:
“Santa Rita de Cássia, interceda por mim diante da Luz Divina. Ajude-me a transformar dor em sabedoria, medo em fé e impossibilidades em milagres.”
Porque onde o ser humano enxerga o fim, o Divino ainda vê possibilidades.
Santa Rita de Cássia, rogai por nós!”
quarta-feira, 20 de maio de 2026
Assentamento milenar do Vaso das Espadas
Ter um único vaso com a Espada de São Jorge e a Espada de Santa Bárbara é criar um ponto vivo de proteção e alinhamento espiritual dentro do lar. É ancoragem consciente de forças que trabalham juntas.
A Espada de São Jorge sustenta a energia do corte, da firmeza e da direção. Atua como escudo espiritual, bloqueando inveja, ataques sutis, pensamentos densos e desordem energética. Sua vibração se conecta a São Jorge, a Ogum, ao Raio Azul da Vontade Divina e à consciência de El Morya, trazendo coragem, disciplina e proteção ativa.
A Espada de Santa Bárbara complementa esse campo com movimento e limpeza emocional. Dissolve conflitos, tensões, mágoas e tudo o que fica estagnado no ambiente. Sua força se alinha a Santa Bárbara, a Iansã e aos ventos da transmutação, que varrem o que não serve mais.
Juntas no mesmo vaso, essas espadas não competem. Elas se equilibram. Uma sustenta, a outra renova. Uma guarda, a outra purifica. Criam um guardião energético contínuo do lar.
O ideal é plantar em vaso de barro ou cerâmica, com intenção clara, e posicionar próximo à porta de entrada ou em área de convivência, onde atuam como filtro espiritual do que entra e do que permanece.
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Oração de Assentamento:
“Em nome da Divina Presença Eu Sou, consagro este vaso como ponto de proteção, ordem e equilíbrio em meu lar.
Peço a bênção de São Jorge e de Ogum,
a proteção de Arcanjo Miguel,
a força dos ventos de Santa Bárbara e de Iansã,
e a firmeza do Raio Azul de El Morya.
Que toda energia contrária à luz seja cortada,
que todo peso seja limpo e transmutado,
e que este lar permaneça guardado na paz.
Que assim seja. Amém.”
quarta-feira, 13 de maio de 2026
Saiba mais sobre os Pretos-Velhos e peça proteção a essas lindas entidades
Sim, os Pretos-Velhos são espíritos do bem, seriamente comprometidos com a caridade, o amor e a humildade. E quem já sentiu o abraço, quem já ouviu suas palavras sabe que seus conselhos são pautados pela ética, a justiça e o perdão.
O que pouca gente sabe é que muitos desses guias não foram necessariamente negros e muitos não morreram idosos - e aqui valem algumas explicações.
Os espíritos evoluídos, quando desencarnam, podem assumir a forma que desejarem. Muitos optam por trabalhar nos centros na forma de ex-escravos para valorizar a herança que os africanos deixaram para o Brasil e mostrar que a vaidade nem de longe é característica do bom médium.
Apesar disso, muitos sensitivos e canalizadores adoram anunciar que incorporam ou recebem mensagens de pessoas famosas, como escritores, pintores e médicos, como se o título e um nome famoso fosse garantia de evolução espiritual.
Porém, poucos são os que reconhecem, atrás de um pai João e uma vó Benedita, a grandeza dos mestres espirituais.
Quem disse que nomes importantes da ciência e da medicina, justamente para não chamar atenção, não resolveram adotar a forma simples e humilde dos pretos velhos para trabalhar em um centro, focando na essência da atividade e não na forma como se apresentam?
O jeito simples de passar as mensagens permitiu que pudessem falar também com uma camada da população brasileira que não se via representada por espíritos de médicos alemães e tampouco entendiam as palavras difíceis de escritores e filósofos.
Os Pretos-Velhos são muito conhecidos por ajudar em questões de saúde, seja física ou emocional, assim como para encontrar emprego e unir família. Suas magias, chamadas de "mirongas", são poderosíssimas e repletas de mistérios milenares.
Nas consultas, utilizam técnicas de benzimento e sugerem banhos com ervas. Conhecem, assim como os Caboclos, os segredos de uma infinidade de plantas. No entanto, as ervas que mais utilizam são o manjericão, para melhorar o padrão dos pensamentos; o alecrim, para ajudar em curas físicas diversas; a espada de São Jorge, para proteção espiritual; a arruda, para descarrego; e a guiné, para trabalhar com a prosperidade.
Com seus cachimbos ou cigarros de palha, defumam as pessoas que com eles tomam passes. A ação do fogo e do fumo "queima" as energias pesadas - se engana quem pensa que eles precisam do "pito" para alimentar vícios.
Já o café, servido sempre frio e sem açúcar, nos trabalhos, ajuda a dar movimento à vida das pessoas. Quanta gente já encontrou trabalho oferecendo um pouquinho da água preta para São Benedito em uma segunda-feira?
No passe, ao estalar os dedos, também acionam energias que se encontram paradas no campo vibratório dos assistidos.
Os Pretos-Velhos conhecem com profundidade a força de cada Orixá, embora sejam mais relacionados a Obaluaê e Nanã - divindades mais velhas nas religiões de matriz africana. Sabem que são forças da Natureza que, quando se encontram desequilibradas, causam problemas físicos e emocionais nos indivíduos. E movimentam com respeito as energias dessas expressões divinas, sem deixar de lado as rezas e ladainhas católicas e o poderoso rosário que protege os filhos de fé.
Não são raros os médiuns que presenciaram uma batida no chão com a bengala espantar exércitos de espíritos perdidos que vinham atrapalhar um ritual.
No plano espiritual, cuidam das crianças que desencarnaram antes de seus pais, e dos animais domésticos.
Os Pretos-Velhos podem ser agrupados naqueles de Angola, Luanda, Guiné, Congo ou Aruanda. Não se trata de segmentação geográfica, mas fundamentos nos campos de atuação. Geralmente, se apresentam como pais ou mães velhos, mas podem ser chamados de vovôs, quando optam por formas anciãs, ou ainda de tios, quando escolhem vir em formas mais jovens.
Suas cores são o preto e branco e o dia consagrado a eles é a segunda-feira. No dia 13 de maio, as casas de Umbanda celebram esta linha, sem esquecer do dia 26 de julho.
Embora sejam doces, não aceitam indisciplina, tampouco falta de palavra. Mas o perdão é grande característica, mostrando que mesmo vivendo o drama do cativeiro, ajudaram inclusive a seus algozes.
A grande lição de um Preto-Velho, aliás, está na verdadeira liberdade. Todos eles vêm, nos dias de hoje, mostrar o quanto somos prisioneiros de nossas ilusões - muito mais perigosas que as correntes que os mantinham na escravidão.
Adorei as almas! Bença, vovôs!
Ritual para pedir proteção aos Pretos-Velhos
Em uma segunda-feira, acenda uma vela palito, metade branca e metade preta. Faça a oração abaixo por nove dias, acendendo as velas diariamente.
"Glorioso São Benedito, grande Confessor da fé, com toda confiança venho implorar a vossa valiosa proteção. Vós, a quem Deus enriqueceu com os dons celestes, impetrai-me as graças que ardentemente desejo, para maior glória de Deus. Confortai o meu coração nos desalentos! Fortificai minha vontade para cumprir bem os meus deveres! Sede o meu companheiro nas horas de solidão e desconforto! Assisti-me e guiai-me na vida e na hora da minha morte, para que eu possa bendizer a Deus nesse mundo e gozá-lo na eternidade. Com Jesus Cristo, a quem tanto amastes. Assim seja."

segunda-feira, 11 de maio de 2026
A MUDANÇA DE FASE PROMETIDA PELO 11 DE MAIO
O dia 11 de maio é tratado, nas leituras simbólicas de ciclos espirituais, como uma data de corte kármico, porque reúne dois marcadores fortes: o número 11, ligado à revelação, à cobrança da consciência e à abertura de portas ocultas, e maio, mês associado à colheita das escolhas amadurecidas no silêncio. Dentro dessa tradição, o 11 representa chamado, resposta e acerto de rota.
A profecia atribuída a essa data afirma que um ciclo iniciado há 11 anos recebe agora seu ponto de virada. Dívidas emocionais, pactos antigos, promessas esquecidas, vínculos que pesaram no espírito e situações repetidas começam a perder força quando a pessoa reconhece o próprio aprendizado e declara, com fé, que aceita a bênção preparada por Deus para esta nova fase.
O aviso mais comentado entre os antigos leitores desse calendário é direto: no 11 de maio, a palavra lançada ao alto tem peso de decreto. Reclamar da própria vida, duvidar da resposta divina ou tratar a bênção como acaso enfraquece o campo espiritual. A tradição ensina que este dia pede postura de quem já entendeu a lição e se coloca diante do céu com reverência, coragem e merecimento.
A fase pós-kármica anunciada para este 11 de maio favorece destravamento financeiro, reconciliações improváveis, notícias esperadas, proteção contra perdas, abertura de trabalho, resposta afetiva e mudança de direção. O sinal pode chegar por uma mensagem, um convite, uma lembrança insistente, um encontro inesperado ou uma sensação firme de que determinada porta terminou sua função.
O rito é simples e intenso: coloque a mão no coração, respire com atenção e diga três vezes: “Deus, eu recebo a libertação do ciclo que se encerra e aceito a bênção que começa neste 11 de maio.” Depois, mantenha silêncio por alguns segundos e observe os sinais até o anoitecer.
domingo, 10 de maio de 2026
Alguns nascem depois do tempo… e isso muda tudo
Alguns nascem depois do tempo… mas será que existe mesmo um tempo certo para nascer?
Em 1943, um Espírito chamado Segismundo foi preparado no mundo espiritual para retornar à Terra. Havia cometido um grave erro em uma encarnação anterior: havia tirado a vida de Adelino, movido por uma paixão desequilibrada por Raquel, a esposa do amigo. A dor desse triângulo, onde todos saíram feridos, atravessou os planos da existência. Segismundo desencarnou com culpa. Adelino, com ódio. Raquel, com um vazio imenso.
Anos depois, no plano superior, os três se reencontraram. Havia arrependimento, dor e um profundo desejo de reparar. Decidiram, então, reencarnar juntos. Segismundo seria o filho do casal que um dia havia destruído. Mas o tempo espiritual não é o nosso tempo.
Na Terra, tudo parecia pronto para o nascimento. Mas algo invisível ainda impedia a chegada. Adelino, apesar da decisão consciente, ainda carregava em seu inconsciente o ressentimento, a memória oculta do crime que sofreu. E isso travava, energeticamente, a ligação entre alma e corpo.
No plano invisível, Espíritos amigos trabalhavam intensamente. Alexandre e Herculano, mentores dedicados, promoviam encontros entre os três durante o sono físico. Ali, onde o ego adormece e o Espírito desperta, Segismundo pedia perdão de joelhos. Chorava. Se humilhava. Até que Adelino, tocado na alma, perdoou de verdade.
Foi só então que o nascimento aconteceu. Não antes. Porque o nascimento não é só um evento biológico. É uma fusão energética. Um encontro de histórias. É a materialização de um acordo sagrado, onde amor, perdão e evolução se entrelaçam.
Muitas mulheres choram por não engravidarem no tempo esperado. Muitos pais se frustram com partos que não ocorrem na data marcada. Mas será que esses atrasos não são, na verdade, necessários? Será que não estão sendo escritos por mãos invisíveis que sabem mais do que nós?
A ciência pode explicar gestações prolongadas como variações naturais ou resultado de cálculos imprecisos. A psicologia aponta que o estado emocional da mãe influencia o parto. Mas o Espírito? Onde entra nessa equação?
A Doutrina Espírita nos ensina que cada nascimento é precedido por um planejamento cuidadoso. Às vezes, esse planejamento precisa ser ajustado. Porque nem sempre os corações estão prontos. Nem sempre os laços estão maduros. E então, o nascimento é adiado. Não como punição. Mas como um gesto de amor e sabedoria.
Aquele que chega depois do tempo, não chega tarde. Chega quando tudo está pronto no invisível. Chega quando o perdão foi dado, quando o corpo se alinhou com o Espírito, quando as almas envolvidas disseram sim de verdade. Chega quando o amor venceu a resistência.
Quantas crianças nasceram depois de longas esperas e transformaram a vida de seus pais? Quantas mães, antes de conceber, precisaram conceber dentro de si o perdão, a aceitação, o desapego? Quantos pais precisaram abrir mão do controle e se render ao mistério?
O nascimento, como tudo na vida, obedece a um tempo maior. Um tempo que não se mede em semanas, mas em vibrações. Um tempo que espera o milagre do reencontro, da cura e da reconciliação.
Se você está esperando alguém que ainda não chegou, não desespere. Talvez, antes que ele venha ao mundo, alguém precise nascer dentro de você.
CULTURARTE 309 - maio de 2026
CULTURARTE 309 - maio de 2026
MÃES ANCESTRAIS: Quem são as Iyami Oxorongá (ou Ìyàmi Òṣòròngà)? O verdadeiro 'poder feminino primordial!
As Iyami Oxorongá (ou Ìyàmi Òṣòròngà) são as grandes mães ancestrais na tradição Iorubá e religiões afro-brasileiras, representando o poder feminino primordial, a fertilidade e a ancestralidade. Conhecidas como "feiticeiras" ou donas do pássaro da noite (Oxorongá), elas simbolizam a criação, a vida e a morte, sendo cultuadas para buscar proteção e evitar sua ira.
Principais Características e Fundamentos:
Poder Feminino: Representam a força feminina mais antiga, ligada à criação, equilíbrio do mundo e justiça espiritual.
"Minha Mãe": Iyami significa "minha mãe", um termo de reverência e temor.
Associação com Pássaros: São Eleyés ("proprietárias dos pássaros"), especialmente o pássaro Oxorongá, símbolo de sua conexão com a noite e o poder de transmutação.
Ajé (Feitiçaria): São consideradas as senhoras da magia e da feitiçaria, possuindo profundo conhecimento para o bem ou para o mal.
Culto: Não são orixás de iniciação (não se "raspa" cabeça para elas), sendo assentadas coletivamente para a comunidade. O culto envolve alta reverência, oferendas e respeito absoluto, especialmente em relação ao sagrado feminino.
Reverência e Mistério:
Diz a tradição que seu nome não deve ser pronunciado em vão, pois invoca sua presença, muitas vezes associada à meia-noite. Elas não são vistas como o "mal" absoluto, mas como forças que exigem respeito e punem o desrespeito, a injustiça e a arrogância.
OXUM - A líder das Ìyámi
Aqui no Brasil, Oxum é vista como a orixá do ouro, da beleza e das plumas e paetês, mas Oxum está muito longe dessas futilidades de passar 1kg de maquiagem no rosto e suas filhas e filhos dizerem:
"Sou de Oxum porque sou uma pessoa muito linda e vaidosa." Ok, legal, agora vamos a OXUM!
OXUM é a líder das Ìyámi. É ela a senhora do bronze, regente do ventre materno, de cada óvulo feminino, do sangue menstrual, dos seios, a grande feiticeira e estrategista que nunca se contentou com pouco, nunca quis ficar de fora dos segredos dos outros orixás: "por que só Exu pode saber a arte dos búzios, meu pai? Eu também posso e quero aliás, vou aprender" e ela aprendeu.
Oxum é assim, persistente, idealista e independente. Ela carrega em uma de suas mãos não um espelho, mas sim um leque feito das penas do pássaro chamado ÌKÓÒDÍDÉ, penas vermelhas que todo o abian, iniciado, carregada na testa (chakra do terceiro olho) para mostrar o poder feminino, a veneração pela mulher, a admiração por Oxum ser uma das mais poderosas feiticeiras já que com ela estão Nàná e Iemonjá.
Não se deve esquecer que os mortos do sexo feminino recebem o nome de Ìyámi Agbá (minha mãe anciã), mas não são cultuados individualmente. Sua energia como ancestral é aglutinada de forma coletiva e representada por Ìyámi Oxorongá chamada também de Ìyá NIa, a grande mãe.
Esta imensa massa energética que representa o poder da ancestralidade coletiva feminina é cultuada pelas "Sociedades Gëlèdé", compostas exclusivamente por mulheres, e somente elas detêm e manipulam este perigoso poder.
O medo da ira de Ìyámi nas comunidades é tão grande que, nos festivais anuais na Nigéria em louvor ao poder feminino ancestral, os homens se vestem de mulher e usam máscaras com características femininas, dançam para acalmar a ira e manter, entre outras coisas, a harmonia entre o poder masculino e o feminino.
Muitos dos grandes sacerdotes são filhos ou filhas de Oxum. Ela trás o poder do sacerdócio, da adivinhação, da clarividência e da feitiçaria além de qualquer tipo de oráculo africano. Ela juntamente com Exu fala nos búzios.
Exu sabe o quão sábia é Oxum, mas também o quão perigosa ela pode ser, pois Oxum não grita e nem se estressa por qualquer coisa nem mesmo pela pior situação. Ela é elegante no andar, majestosa nas atitudes, cruel nos sentimentos contra seus inimigos e mortal em seu silêncio.
Por isso, não vejam OXUM como bobinha porque ela não é. Um exemplo disso é o caso de um determinado tempo passado em que um chamado pai de santo humilhou essa orixá, mas no final quem saiu vitoriosa? OXUM! A prova disso foi no carnaval em que a Viradouro levou o título com ela como destaque, coincidência? Não mesmo!
Pensem bem antes de subestimar essa Yá, Oxum é a arte, mas ela é a arte da guerra.
ORA IÊ IÊ Ô, OXUM!
AXÉ
(Texto de Thau Ãn)
O verdadeiro 'poder feminino primordial!'
Quando se pronuncia o nome de Iyami Oxorongá quem estiver sentado deve se levantar, quem estiver de pé fará uma reverência pois esse é um temível Orixá, a quem se deve respeito.
Ìyàámi Òṣòròngà, energia ancestral feminina, cultuada por uma sociedade de mulheres. A sociedade de mães ou Ìyàámi, é o conselho de mulheres idosas da aldeia, que é composto por iniciadas de Òşún, Yemọjá e Oya, tendo Òşún normalmente como a líder. Os conselhos de anciãs adoram o espírito do ar, que é uma força masculina expansiva e que tem como seu mensageiro: o pássaro.
Toda mulher é uma Àjé, Ìyàámi representa os poderes místicos da mulher no seu aspecto mais perigoso. São as mães em cólera, que sem a sua boa vontade, a vida na terra não teria continuidade.
Ìyàámi simboliza o princípio feminino, sendo responsável por todo o poder das mulheres, são as grandes mães ancestrais, que tudo criaram, transformaram e transmutaram desde o princípio da formação do Universo.
Sem o poder feminino, sem o princípio de criação, não brotam plantas, os animais não se reproduzem, a humanidade não tem continuidade. Assim, a mulher é o princípio da criação e preservação do mundo. Sem a mulher não existe vida, e por esse motivo deve ser reverenciada e respeitada. A mulher está diretamente ligada ao divino, serve como passagem e receptáculo do sagrado no mundo dos vivos, por gerar vida. A mulher é vista como o útero fecundado, a cabaça que contém a vida, a responsável pela continuidade da espécie e pela sobrevivência da comunidade.
A mulher tem o poder da vida, pois todos são gerados no ventre feminino, todos nasceram de uma mulher, sendo fundamentalmente importante se curvar ante à poderosa mãe. Todas as mulheres e todas as Divindades femininas, principalmente Òsún, Yemọjá, Ợya e Nàná, possuem uma grande ligação com Ìyàámi.
O culto à Ìyàámi sempre existiu, no entanto, o respeito que existe em relação a essa Divindade fez e faz com que o seu culto seja restrito. Ìyàámi é tida como a perigosa feiticeira, por isso recebe o nome de Àjé (feiticeira). O medo e o respeito acerca dessa divindade são tão significativos que, o seu principal nome, Òṣòròngà, quase nunca é pronunciado.
O poder de Ìyàámi é intangível e desmedido, ela é sem dúvida, uma das Divindades mais poderosas e, essa é uma das razões para que as pessoas tenham tanto receio e medo em relação a elas. Ìyàámi é louvada por meio de cânticos específicos que enaltecem as suas características e por meio de oferendas que apaziguam a sua cólera, fazendo com que exista o equilíbrio necessário. Em momento algum podemos deixar de lado o perigo existente acerca de Ìyàámi, no entanto, não podemos deixar de recordar que Ìyàámi, é também, o princípio gerador feminino, a representação máxima da ancestralidade feminina.
Muito embora, grande parte do culto de Ìyàámi seja destinado às mulheres, existem os Oṣò, que são homens feiticeiros, mas infinitamente menos violentos e cruéis que as Àjé. Eles participam do culto, onde, em forma de submissão total as mulheres e ao seu poder, prestam reverência e homenagens à Ìyàámi.
Trazidas ao mundo pelo Odù Osá Méjì, as Ajé, juntamente com o Odù Òyèkú Méjì, formam o grande perigo da noite.
O objetivo da sociedade, que antes era exacerbar a maldade existente no poder feiticeiro de Ìyàámi, modificou-se e as danças, os cânticos e as oferendas feitas em sua homenagem, visam, a aplacar a sua cólera ao em vez de incentivá-la.
No país Yorùbá, as atividades das feiticeiras – Àjé – estão ligadas às das divindades, Òrìşà, e aos mitos da criação. As Àjé são um dos pilares essenciais da sociedade, porém evita-se maldizê-las abertamente, pois se acredita que possuam uma força agressiva e perigosa.
Elas escolhem entre si, uma Ìyálóde (Erelú/Ògbóni), a mulher que dirige as mulheres em uma aldeia Yorùbá. A Ìyálóde coloca o pássaro dentro da cabaça, a cobre e a entrega a mulher que quer obter o poder de Àjé. Este pássaro é enviado em missão, cada vez que a Àjé quiser combater alguém.
Elas estão diretamente ligadas a Sociedade Ògbóni. Ògbóni foi fundada para estabelecer a ordem e a paz em território Yorùbá, com isso, o papel das Ìyàámi, é justamente fazer esse controle entre os seres humanos. Aquele que não estiver cumprindo o juramento feito, de lealdade, fraternidade, caráter reto, é com Ìyàámi que deverá prestar contas, ela faz esse controle e cobra os tributos.
Texto adaptado por: Fátima Gilvaz -Erelú Iyá Òsún Funké, Iyanifá Fun Mi Lolá .Pesquisa: Odé Oláigbo.
A sociedade Òṣòròngà
A sociedade Òṣòròngà congrega as Àjé – feiticeiras. Alguns itan de Ifá, ilustram que Ìyàámi tem o poder de se transformar em pássaros – Èhurù, Eluùlú, Àtíòro, Àgbìgbò e Òṣòròngà, este último refere-se ao próprio nome da Sociedade. Eles empoleiram-se em algumas árvores como o Iroko. Esse, por sinal, é um dos motivos para que as pessoas não fiquem debaixo da copa de Iroko (*) durante a noite, pois acreditamos que ela se esconde em seus grandes galhos.
São detentoras de grande poder, consideradas as donas da barriga. Ninguém pode com seus Ebó, são propiciadoras da alteração do destino de uma pessoa. Seus poderes são tamanhos que só se consegue, no máximo, apaziguá-las, vence-las jamais.
Quando se pronuncia o nome de Ìyàámi Òṣòròngà quem estiver sentado deve se levantar, quem estiver de pé fará uma reverência, pois esse é um temível Òrìşà, a quem se deve respeito completo.
Saiba mais sobre a Iroko, - a árvore dos orixás, acessando https://bezerraomedicodospobres.blogspot.com/2026/04/iroko-arvore-orixa-e-orixa-da-arvore.html
Àwọn Ìyámi Àjẹ́
Uma das mais importantes e perigosas Divindades do Candomblé, a grande mãe ancestral Ìyàmì. Essas grandes senhoras são, sem dúvidas, o maior símbolo do poder feminino da cultura yorùbá.
Antes de tudo, é importante recordarmos que o culto às Mães Ancestrais, chegou ao Brasil, ainda à época da escravidão, sobretudo por meio de Maria Júlia Figueiredo, do Terreiro da Casa Branca do Engenho Velho, que possuía dois dos mais importantes títulos nas sociedades femininas yorùbá, o de Ìyálode (chefe entre as mulheres) e Erelu (supremo título feminino na sociedade Ogboni). É muito importante salientar o papel de Maria Júlia Figueiredo (Ìyá Omoniké), para a formação desse culto no Brasil, bem como os seus títulos honoríficos, trazidos da África, pois há quem erroneamente acredite que o conhecimento litúrgico acerca das Ìyàmì seja algo recente no Brasil.
Fato é que nas mais antigas e tradicionais comunidades de Candomblé da Bahia, o culto à Ìyàmì sempre existiu, no entanto, o respeito que existe em relação a essa Divindade fez e faz com que o seu culto seja restrito e não participado à maioria. A evocação dessa importante Divindade em rituais como o Ipade, bem como, os assentos mais que centenários existentes nos tradicionais terreiros, corroboram a constatação desse culto ter sido introduzido no Brasil, juntamente com o surgimento do Candomblé na Bahia.
O primeiro nome Ìyàmì, que significa “Minha Mãe”, antecede os diversos “apelidos” que são utilizados para mencionar a grande mãe ancestral, tais como o mencionado “Ìyàmì Osoronga” (que não deve ser pronunciado em momentos indevidos), “Ìyàmì Eleye”, “Ìyàmì Ajé”, “Ìyàmì Agba” dentre muitos nomes.
O poder de Ìyàmì é intangível e desmedido, ela é sem dúvida alguma, uma das Divindades mais poderosas do Candomblé e, essa é uma das razões para que as pessoas tenham tanto receio e medo em relação a Ìyàmì. No Ipade, Ìyàmì é louvada por meio de cânticos específicos que enaltecem as suas características e por meio de oferendas que apaziguam a sua cólera, fazendo com que exista o equilíbrio necessário para a realização das festividades.
Em momento algum podemos deixar de lado o perigo existente acerca de Ìyàmì, no entanto, não podemos igualmente deixar de recordar que Ìyàmì, é também, o próprio princípio genitor feminino, a representação máxima da ancestralidade feminina. Muitos dizem, de forma indevida, que Ìyàmì é uma divindade do mal. A verdade é que Ìyàmì jamais pode ser deixada de lado, isso sim desperta a sua cólera e seus aspectos mais perigosos.
Ìyàmì é o maior símbolo da ancestralidade feminina e a maior representação feminina é o ventre, simbolizado na cultura yorùbá pela cabaça (igba) e pelo ovo (eyin adiye). Ìyàmì é a grande dona do ventre, razão pela qual, muitas mulheres com dificuldade de engravidar recorrem a ela, para conseguir realizar o sonho da maternidade. Ìyàmì tem grande poder sobre toda a parte genitora, uma das reverências que as mulheres realizam para Ìyàmì, é justamente tocar a árvore sagrada dessa Divindade com a barriga, em sinal de respeito e clamando por proteção e filhos.
Os terreiros de Candomblé que colocam em suas portas ou assentos de Ìyámì, um pequeno alguidar com ovos e azeite de dendê, estão apaziguando a grande mãe e pedindo para que as intrigas, confusões e discórdias não adentrem ao terreiro. Como já mencionado, o ovo representa o ventre e, por consequência Ìyàmì, o azeite de dendê, diferente do que muitos acreditam, por sua vez, tem o poder de apaziguar, de trazer a calma (eró).
Outro símbolo dessa poderosa Divindade é o pássaro, por isso, ela também é chamada de Ìyàmì Eleye (a mãe dona do pássaro, em especial, a coruja). Em Salvador, é comum se ouvir das antigas egbon do Candomblé que, quando uma coruja (owiwi) canta, Ìyàmì está anunciando a sua chegada o que pode em muitos casos, ser um mau presságio. Quando isso acontece, elas imediatamente cruzam a barriga e a nuca.
Muitas histórias discorrem sobre a ligação das Ìyàmì com os pássaros, com as penas das aves (Mãe poderosamente emplumada). Em uma antiga foto constante no terreiro da casa branca, Ìyá Júlia (Ìyá Lode, Erelu) aparece com uma pena de um pássaro na cabeça, mostrando novamente a sua ligação com o culto dessa Divindade. Ainda hoje, é comum vermos antigas egbon do Candomblé, carregando entre os cabelos, uma pena de pássaro.
Algumas historias de Ifá, ilustram que Ìyàmì tem o poder de se transformar em pássaro, empoleirando-se em algumas árvores como Iroko e Ajanrere. Esse, por sinal, é um dos motivos para que as pessoas não fiquem debaixo da copa de Iroko durante a noite, pois acreditamos que ela se esconde em seus grandes galhos.
Muito embora, grande parte do culto de Ìyàmì é destinada às mulheres, existe a dança de Gèlèdè, realizada por homens. Nessas danças, os homens prestam homenagem à Ìyàmì, com máscaras que simbolizam a própria imagem da Grande Mãe Ancestral. A dança realizada por homens, mostra de forma contundente que a mulher tem o poder da vida, pois todos são gerados no ventre feminino, todos nasceram de uma mulher, sendo fundamentalmente importante se curvar ante à poderosa mãe. No Brasil, a dança de Gèlèdè não perdurou, talvez pelo fato da supremacia da mulher nos terreiros e, ainda talvez, pelo forte culto à Egúngún, os grandes ancestrais masculinos, que diferente do culto à ÌYámì, tem quase que sua totalidade de rituais, liderados por homens.
Todas as mulheres e todas as Divindades femininas – principalmente Òsun, Oba, Yewa, Oya, Nana e Yemoja, possuem uma grande ligação com Ìyàmì. Cada uma dessas Divindades possui uma justificativa que ilustra sua ligação com Ìyàmì, mas o fato de todas serem mães e poderosas em suas sociedades, reflete de forma abrangente esses laços.
No Asè Òsùmàrè, à época das festividades de Òsun, existe um ritual carregado de simbolismo, na qual as mulheres do Terreiro carregam as águas para a árvore consagrada à grande e poderosa mãe. As mulheres do Terreiro, principalmente as Agba, dançam e cantam em homenagem àquela que representa o maior poder da mulher na sociedade Nàgó.
Embora seja um ritual interno, realizado diante somente dos filhos da casa, é uma cerimônia muito importante para todos, pois revitaliza a importância da mulher e do poder feminino, remetendo-nos à mais pura essência da nossa cultura ancestral. É fundamental, ainda, pois apazigua os poderes dessas grandes mães, transformando sua energia num poderoso agente de proteção, seja para casa, seja para os filhos do egbe.
Obviamente, esse culto é cercado de segredos que não podem ser revelados aos não iniciados e, em momento algum, podemos esquecer que estamos escrevendo num ambiente que é aberto a todos. No entanto, mesmo com o cuidado de não participar o Awo (mistério) desse culto, nós do Terreiro de Òsùmàrè, esperamos ter contribuído para o esclarecimento sobre essa importante Divindade do Candomblé, Ìyàmì Agba.
Pesquisa inicial: Fernando D’Osogiyan.
Pesquisa final e diagramação: Pery Salgado (jornalista)
Imagens: arquivo CULTURARTE
Realização: PR PRODUÇÕES
sábado, 2 de maio de 2026
O PROCESSO NÃO DESTRÓI, APENAS TRANSFORMA
A farinha não nasce sem atrito, o vinho não amadurece sem entrega, o azeite não se revela sem pressão. A matéria simples, quando passa pela força que a modifica, deixa de ser apenas grão, fruto ou semente, e se torna alimento, consolo, remédio, oferta.
Com a alma humana, Deus trabalha de modo semelhante, embora com ternura infinitamente maior. Certas fases nos comprimem por dentro, arrancam ilusões, reduzem vaidades, fazem cair planos que pareciam seguros. Na hora da prova, quase ninguém compreende o bem oculto. O coração sente apenas o peso, a demora, a pergunta sem resposta.
Ainda assim, a dor permitida por Deus nunca chega para inutilizar a criatura. Ela toca onde a consciência adormeceu, ilumina escolhas esquecidas, amadurece forças que a vida confortável jamais despertaria. O trigo poderia reclamar da pedra, a uva poderia lamentar o lagar, a azeitona poderia temer a prensa, mas cada uma guarda, dentro de si, algo mais precioso do que sua forma inicial.
Muita gente chama de perda aquilo que, mais tarde, reconhecerá como livramento. Muita gente chama de fim aquilo que o céu usou como passagem. O sofrimento não deve ser romantizado, porque Deus não se alegra com a lágrima de seus filhos. Quando a lágrima chega, a misericórdia divina sabe recolhê-la e convertê-la em lucidez, humildade e fé.
A prova não é castigo para quem deseja melhorar. Pode ser escola, reajuste, convite ao retorno interior. Pode ser a mão invisível impedindo quedas maiores. Pode ser a poda severa que salva a árvore do apodrecimento silencioso.
Romanos 8:28 recorda que “tudo coopera para o bem” daqueles que amam a Deus. Isso não significa facilidade, nem explicação imediata para cada ferida. Significa que nenhuma experiência sincera, entregue ao bem, fica perdida diante do Pai.
Talvez a pressão de hoje esteja revelando em você uma força antiga, guardada para este instante.
O grão não entende a farinha.
A uva não entende o vinho.
A alma, um dia, entende Deus.
domingo, 26 de abril de 2026
A VIDA TRABALHA PARA EDUCAR. Cada um recebe a lição exata do que plantou.
Ninguém fere apenas o outro quando escolhe a mentira como ferramenta. Alguma coisa se rompe primeiro dentro de quem engana. A consciência perde claridade, o coração se afasta da paz, a alma começa a carregar um peso que o mundo talvez não veja, mas que a vida registra com exatidão. Pode tardar o eco, pode vir em outra forma, pode atravessar o tempo em silêncio, porém nada do que sai de nós se perde no vazio.
A lei divina não se move por capricho, nem por vingança. Justiça espiritual não grita, não humilha, não faz espetáculo. Age com firmeza serena, recolhendo cada intenção e devolvendo a cada espírito a verdade de seus próprios atos. Bondade oferecida encontra caminho de volta. Maldade semeada também. Nisso não há ameaça, há ensino. Nisso não há crueldade, há misericórdia profunda, porque somente a verdade devolvida pode despertar o ser para sua própria renovação.
Muita gente teme o retorno como se Deus estivesse à espera do erro para punir. Mas a vida não trabalha para destruir ninguém. A vida trabalha para educar. Cada decepção vivida depois de uma falsidade cometida, cada abandono sentido depois de uma lealdade traída, cada dor que parece visitar o peito sem aviso pode ser também um chamado da consciência pedindo reparação, humildade e recomeço.
Por isso, pureza de intenção vale tanto. Palavra limpa vale tanto. Retidão quando ninguém está olhando vale tanto. O bem talvez não renda aplauso imediato, mas deixa a alma leve. E leveza íntima já é uma forma de bênção. Entre ganhar o mundo e perder a paz, o espírito que amadurece escolhe permanecer fiel ao que é justo, mesmo em dias escuros.
Toda semeadura pede colheita. Toda escolha pede consequência. Toda criatura, cedo ou tarde, encontra diante de si a própria obra. Felizes os que compreendem isso enquanto ainda podem trocar o orgulho pelo arrependimento, a dureza pela compaixão e a falsidade pela coragem de viver em verdade.
Nessa conta do céu, ninguém é perseguido. Cada um recebe a lição exata do que plantou.
sábado, 25 de abril de 2026
CULTURARTE 308 - abril de 2026 (segunda edição)
abril de 2026 (segunda edição)
quinta-feira, 23 de abril de 2026
SALVE SÃO JORGE, SALVE OGUM! SALVE, SALVE!!!
Dia 23 de Abril é celebrado o Dia de São Jorge, o mais "carioca" de todos os santos!
Selecionamos uma mensagem especial para a data, além de oração e curiosidades.
Quem foi São Jorge?
São Jorge, também conhecido como Jorge da Capadócia e Jorge de Lida foi, conforme a tradição, um soldado romano no exército do imperador Diocleciano, venerado como mártir cristão. Na hagiografia, São Jorge é um dos santos mais venerados no Catolicismo, na Igreja Ortodoxa, bem como na Comunhão Anglicana. É imortalizado na lenda em que mata o dragão. É também um dos Catorze santos auxiliares. No cânon do Papa Gelásio (+496), São Jorge é mencionando entre aqueles que “foram justamente reverenciados pelos homens e cujos atos são conhecidos somente por Deus”.
Considerado como um dos mais proeminentes santos militares, a memória de São Jorge é celebrada nos dias 23 de abril e 3 de novembro. Nestas datas, por toda a parte, comemora-se a reconstrução da igreja que lhe é dedicada, em Lida (Israel), na qual se encontram suas relíquias. A igreja foi erguida a mando do imperador romano Constantino.
São Jorge é o santo padroeiro em diversas partes do mundo tais como: (países) Inglaterra, Portugal (orago menor), Geórgia, Lituânia, Sérvia, Montenegro, Etiópia, e (cidades) Londres, Barcelona, Génova, Régio da Calábria, Ferrara, Friburgo em Brisgóvia, Moscovo e Beirute. No Oriente, ele é conhecido como “megalomártir”, ou seja, “grande mártir”. Ele também é reconhecido como modelo de virgem masculino, ao lado de São João Evangelista e o próprio Jesus Cristo.
Há uma tradição que aponta o ano 303 como ano da sua morte. Apesar de sua história se basear em documentos lendários e apócrifos (decreto gelasiano do século VI), a devoção a São Jorge se espalhou por todo o mundo.
"A principal mensagem para o dia 23 de Abril é a de ter fé, não desacreditar dos nossos sonhos e seguir de cabeça erguida em cada batalha."
Acompanhe a seguir a oração de São Jorge pedindo mais Amor.
Oração para São Jorge
“Ó meu São Jorge, meu Santo Guerreiro e protetor, Invencível na fé em Deus, que por ele sacrificou-se, Traga em vosso rosto a esperança e abre os meus caminhos. Com sua couraça, sua espada e seu escudo, Que representam a fé, a esperança e a caridade, Eu andarei vestido, para que meus inimigos Tendo pés não me alcancem, Tendo mãos não me peguem, Tendo olhos não me enxerguem E nem pensamentos possam ter, para me fazerem mal (...) Ó Glorioso nobre cavaleiro da cruz vermelha, Vós que com a sua lança em punho derrotaste o dragão do mal, Derrote também todos os problemas que por ora estou passando (...) Ó Glorioso São Jorge, Dai-me coragem e esperança, Fortalecei minha fé, meu ânimo de vida e auxiliai-me em meu pedido. Ó Glorioso São Jorge, Traga a paz, amor e a harmonia ao meu coração, Ao meu lar e a todos que estão em minha volta. Ó Glorioso São Jorge, Pela fé que em vós deposito: Guiai-me, defendei-me e protegei-me de todo o mal. Amém.”

























































