março de 2026 (segunda edição)
BEZERRA DE MENEZES - O apóstolo Brasileiro
quarta-feira, 25 de março de 2026
CULTURARTE 306 - março de 2026 (segunda edição)
março de 2026 (segunda edição)
domingo, 22 de março de 2026
ESSA É A UMBANDA QUE EU ACREDITO!!!
A UMBANDA QUE EU ACREDITO,
Não traz o "amor" em 7 dias nem tampouco em 24 horas.
A Umbanda que eu acredito, respeita o livre arbítrio.
A Umbanda que eu acredito, não faz "amarração" para isso; ou para aquilo...
A Umbanda que eu acredito, é a Umbanda do pé no chão.
A Umbanda que eu acredito, é a do passe gratuito e não das "consultas particulares".
A Umbanda que eu acredito, é a da gira dentro da corrente mediúnica, e não a da gira on line.
A Umbanda que eu acredito, não faz "trabalho" para destruir a vida dos outros;
A Umbanda que eu acredito, zela pela a integridade da vida (em todos os sentidos...)
A Umbanda que eu acredito, é a Umbanda da paz, do amor e da caridade.
Essa é a Umbanda que eu acredito!
Paz, luz e leveza no nosso caminhar...
Saravá Umbanda!
quinta-feira, 19 de março de 2026
SALVE SÃO JOSÉ, SALVE XANGÔ, SALVE TODOS OS ARTESÃOS
19 de março é um dia mais que especial, afinal, são dois bons motivos para se comemorar: O dia do Artesão que devemos comemorar muito, afinal ter o dom de criar e produzir cada peça, é mais que dom é dadiva de Deus.
E o dia do maior artesão de todos São José, o primeiro que temos relato, na Bíblia. Independente da minha ou da sua religião, a importância histórica do trabalho com as mãos fez com que a Organização das Nações Unidas (ONU) estabelecesse este dia como o Dia do Artesão, mesmo antes da atividade ser reconhecida como profissão formal no Brasil. A data escolhida foi o dia 19 de março, em que comemora-se o Dia do Artesão em homenagem à São José, o santo cristão que era carpinteiro e pai de Jesus, que herdou o seu ofício.
Sendo assim dia de festejar muito, de produzir novas peças e em cada uma deixar todo nosso carinho.
O que é ser Artesão?
Ser artesão é ter o dom do criar e recriar; de fazer cada peça com carinho e nunca uma peça fica igual a outra, sempre tem alguma diferença; tem um toque especial, das mãos de quem criou.
Resumindo comprar um trabalho manual é como levar um pedacinho de quem fez, um toque especial que só aquele profissional tem.
A história das políticas públicas no Brasil voltadas ao artesanato começa, efetivamente, com a antropóloga e então primeira-dama Ruth Cardoso ao criar o Programa do Artesanato Brasileiro (PAB) na década de 1990, durante o governo de Fernando Henrique Cardoso. Desde então, iniciativas para o desenvolvimento e sustentabilidade da atividade artesanal foram estabelecidas no país e reverberam até hoje.
No entanto, foi somente em 2015 que o projeto de Lei nº 13.180, sancionado pela ex-presidente Dilma Rousseff, regulamentou a profissão de quase 10 milhões de brasileiros que criam e produzem com suas mãos, levando sustento às suas famílias. A lei assinada em 22 de outubro de 2015 apresenta o artesão como "o indivíduo que exerce uma atividade predominantemente manual, que pode contar com o uso de ferramentas e outros equipamentos, com produção feita de forma individual, coletiva, associada ou cooperativada".
Segundo dados do IBGE, o setor do artesanato fatura mais de R$ 50 bilhões por ano, o equivalente a 3% do PIB do país. O artesão, além de propagar a cultura, move a economia local, sendo sua atividade de extrema importância para uma grande parcela da população impactada direta e indiretamente: desde fornecedores de matérias-primas passando por filhos e familiares até lojistas e distribuidores.
Dia de São José
Na data de hoje comemoramos o dia de São José, o maior de todos os artesãos.
Esta é uma data religiosa que celebra a figura do "pai terreno" de Jesus Cristo e esposo de Maria, mãe de Cristo. É um dos santos mais venerados pela Igreja Católica em todo o mundo.
São José é conhecido também como José de Nazaré, José, o Carpinteiro e São José Operário, por causa da sua profissão, informação que podemos obter na Bíblia. Por esse motivo, no feriado do Dia do Trabalho - 1º de maio, é celebrado o Dia de São José Operário.
São José é considerado o padroeiro dos trabalhadores e das famílias, além de Patrono Universal da Igreja Católica. Em Portugal, o Dia dos Pais é celebrado no dia de São José.
História de São José
De acordo com a Bíblia, José era noivo de Maria e, por ser um homem justo, foi escolhido para ser o pai terreno de Jesus.
Para tanto, um anjo apareceu em sonhos para que ele não rejeitasse Maria, uma vez que ela apareceria grávida apesar de não ter tido relações com José. O filho de Maria era Jesus, o Filho de Deus.
Quando Jesus estava perto de nascer, José e Maria tiveram que viajar para Belém a fim de fazerem o recenseamento, conforme tinha sido obrigado pelo governo romano.
Os locais para dormir estavam cheios e José teve que passar a noite numa gruta com Maria, onde nasceu Jesus.
Ainda de acordo com a Bíblia, José esteve presente na criação de Jesus e sustentou sua família com o seu trabalho de carpinteiro.
Oração de São José
A vós, São José, recorremos na nossa tribulação, cheios de confiança solicitamos a vossa proteção no dia de hoje para todos os pais de família.
Vós fostes o pai adotivo de Jesus, soubestes amá-Lo, respeitá-Lo e educá-Lo com amor e dedicação, como vosso próprio filho.
Olhai todos os pais do mundo e especialmente os da nossa comunidade, para que, com amor e dedicação, eduquem os seus filhos na fé cristã e para a vida.
Protegei todos os pais doentes que sofrem por não poderem dar saúde, educação e casa decente para seus filhos.
Protegei todos os pais que trabalham arduamente no dia a dia para não faltar nada aos seus filhos.
Protegei todos os pais que se dedicam de corpo e alma à sua família.
Iluminai todos os pais que não querem assumir sua paternidade.
Iluminai todos os pais que desprezam seus filhos e esposas.
Enfim, olhai por todos os pais, para que assumam e vivam com alegria sua vocação paterna. Amém.
Qual o orixá de São José?
No Candomblé, São José é sincretizado com Aganju, ou Xangô Aganju, sendo tratado como uma entidade primordial, associada à terra (em oposição à água) e às montanhas e vulcões.
Quem é Xangô no espiritismo?
Xangô é um orixá bastante cultuado pelas religiões afro-brasileiras, considerado deus da justiça, dos raios, dos trovões e do fogo, além de ser conhecido como protetor dos intelectuais.
O que é Xangô na umbanda?
Xangô é o orixá dos raios, trovões, grandes cargas elétricas e do fogo. É viril e atrevido, violento e justiceiro; castiga os mentirosos, os ladrões e os malfeitores. Por esse motivo, a morte pelo raio é considerada infamante.
São José e Xangô?
No sincretismo religioso, alguns o relacionam a Xangô, São José, o amado esposo da Virgem Maria e tutor amoroso do Mestre Jesus, foi um carpinteiro descendente de Davi. Ele também é chamado de São José "o Operário", protetor de todos os trabalhadores braçais.
terça-feira, 10 de março de 2026
Qual é a diferença da Umbanda para o Candomblé?
A discussão sobre a diferença entre Umbanda e Candomblé costuma surgir em rodas de conversa, reportagens e debates acadêmicos. Embora muitas pessoas coloquem ambas no mesmo grupo de religiões de matriz africana, cada uma possui história própria, formas diferentes de culto e maneiras distintas de se relacionar com o sagrado. Entender essas particularidades reduz estereótipos e amplia a compreensão sobre a diversidade religiosa no Brasil.
Tanto a Umbanda quanto o Candomblé integram a formação cultural brasileira e reúnem referências africanas, indígenas e europeias. No entanto, elas surgem em contextos históricos separados, dialogam com públicos diversos e se estruturam com regras específicas. A palavra-chave nesse debate é identidade. Ao analisar essas religiões, observamos como o país construiu maneiras singulares de lidar com a espiritualidade e com a herança africana.
Como surgiu o Candomblé no Brasil?
O Candomblé é uma religião de matriz africana que se consolidou no Brasil entre os séculos XVIII e XIX. Esse processo ocorreu principalmente nas regiões com forte presença de pessoas escravizadas, como Bahia, Rio de Janeiro e Pernambuco. Ele nasce da reunião de diferentes povos africanos, em especial de origem iorubá, jeje e bantu, que trouxeram seus cultos aos orixás, voduns e inquices. Nos terreiros, lideranças religiosas e comunidades preservaram, adaptaram e reorganizaram essas tradições. Desse modo, surgiram diferentes nações de Candomblé, como Ketu, Angola e Jeje.
Durante muito tempo, autoridades policiais perseguiram o Candomblé e setores da sociedade trataram a religião com preconceito. Muitas pessoas passaram a associá-lo, de forma pejorativa, à feitiçaria. Mesmo sob repressão, comunidades continuaram a realizar os rituais em espaços coletivos, geralmente afastados dos centros urbanos. Essa resistência preservou línguas, cantos, ritmos e mitos africanos, que hoje muitas pessoas reconhecem como patrimônio cultural e religioso do país.
Qual a diferença da Umbanda para o Candomblé em sua origem?
A principal diferença da Umbanda para o Candomblé na origem está no contexto de surgimento. Enquanto o Candomblé resulta diretamente da diáspora africana escravizada, a Umbanda nasce oficialmente no início do século XX, em 1908. Esse nascimento ocorre no Rio de Janeiro, em um ambiente urbano e já republicano. Ela surge como uma religião brasileira e sincrética. Assim, combina influências do espiritismo kardecista, de tradições africanas, do catolicismo popular e de práticas indígenas.
Na Umbanda, o culto não se organiza em nações. Em vez disso, as casas se estruturam em tendas ou terreiros de Umbanda, que podem seguir diferentes linhas. Alguns exemplos incluem Umbanda branca, Umbanda omolocô e Umbanda esotérica, entre outras vertentes. Essa flexibilidade produz grande diversidade interna na religião. Dessa forma, a prática de culto varia conforme a casa, a liderança religiosa e a região do país. Em comum, porém, permanece a valorização da mediunidade, da caridade espiritual e do atendimento gratuito à comunidade.
Quais entidades e orixás são cultuados em cada religião?
No Candomblé, o foco central recai sobre o culto aos orixás (ou voduns e inquices, a depender da nação). Cada orixá representa forças da natureza e aspectos da vida humana. Por exemplo, Xangô se liga à justiça, Oxum se associa às águas doces e Ogum se relaciona à guerra e aos caminhos. Em geral, os fiéis passam por iniciações e se vinculam a um orixá de cabeça. Assim, constroem um laço pessoal e profundo com essa divindade. Nas cerimônias, as entidades que se manifestam em transe correspondem ao próprio orixá incorporado, e não a espíritos de pessoas desencarnadas.
Na Umbanda, além dos orixás, os terreiros cultuam principalmente linhas de entidades espirituais. Entre elas, aparecem pretos-velhos, caboclos, crianças (erês), baianos, boiadeiros, marujos e exus. As casas apresentam essas entidades como espíritos que já viveram na Terra, com experiências diversas. Eles retornam para orientar, aconselhar e ajudar nas dificuldades do cotidiano. Os terreiros também reconhecem os orixás na Umbanda, mas, com frequência, compreendem-nos como forças que regem cada linha ou vibração espiritual.
Rituais, cerimônias e símbolos: o que muda na prática?
Na comparação entre Umbanda e Candomblé, os rituais evidenciam diferenças marcantes. No Candomblé, as cerimônias se estruturam em toques de atabaque, danças específicas para cada orixá e cantos em línguas africanas, como o iorubá. Em muitos casos, os rituais também incluem sacrifícios de animais. Esses sacrifícios integram o sistema de oferendas e de alimentação sagrada das divindades. Além disso, o espaço do terreiro apresenta organização rígida, com hierarquia bem definida. As iniciações costumam durar bastante tempo e exigem obrigações rituais que se estendem por anos.
Na Umbanda, os rituais geralmente se organizam em giras. Nelas, médiuns incorporam entidades espirituais ao som de pontos cantados e toques de atabaque. As músicas costumam aparecer em português, com refrões simples e fáceis de memorizar. O atendimento ao público acontece durante essas giras. Nesse momento, as entidades orientam, benzem e indicam banhos, rezas e firmezas. Os terreiros costumam utilizar velas, flores, ervas e elementos do cotidiano com bastante frequência. Muitos espaços não realizam sacrifício animal, sobretudo nas linhas mais próximas do espiritismo kardecista.
Em ambos os casos, os praticantes usam roupas específicas, colares, contas e objetos sagrados. No entanto, o significado e a forma de uso variam de acordo com a tradição de cada casa. A presença de toques de tambor, cânticos coletivos e danças em roda reforça a dimensão comunitária do culto, tanto na Umbanda quanto no Candomblé. Além disso, essas práticas fortalecem vínculos de solidariedade, pertencimento e identidade entre os participantes.
Influências culturais e papel na identidade brasileira
A influência do Candomblé e da Umbanda ultrapassa os limites dos terreiros e alcança a música, a literatura, o cinema e as festas populares. Ritmos como o samba, o afoxé e parte do axé music possuem raízes em cânticos e toques de Candomblé. Festas de largo, como a de Iemanjá e a lavagem do Bonfim, reúnem elementos religiosos e culturais e se transformam em símbolos de cidades inteiras, especialmente em Salvador e no Rio de Janeiro.
No caso da Umbanda, muitas práticas se disseminaram em rezas de família, em velas acesas em encruzilhadas e em promessas feitas a santos católicos. Além disso, diversas pessoas dirigem pedidos de proteção a caboclos e pretos-velhos. Esse conjunto de gestos favoreceu a expansão da religião pelo país e alcançou diferentes classes sociais. A presença das duas religiões na mídia, em produções audiovisuais e na internet, também constrói novas narrativas sobre a ancestralidade africana e indígena no Brasil. Dessa forma, Umbanda e Candomblé contribuem para valorização da cultura negra e para o combate ao racismo religioso.
Por que o respeito à diversidade religiosa é fundamental?
Umbanda e Candomblé ainda enfrentam episódios de intolerância religiosa, preconceito e violência. Muitas dessas agressões se apoiam em desinformação e em discursos de ódio. Ataques a terreiros, agressões verbais e falas que demonizam essas práticas revelam a necessidade de políticas públicas, educação e informação qualificada sobre as religiões de matriz africana. O reconhecimento legal e social desses cultos como parte da história nacional representa um passo importante para reduzir conflitos e garantir direitos.
O respeito à diversidade religiosa exige a compreensão de que a Umbanda e o Candomblé contribuem para a construção da identidade brasileira. Essas tradições preservam memórias de povos que sofreram escravização e processos de invisibilização ao longo dos séculos. Ao conhecer as diferenças entre Umbanda e Candomblé suas origens, entidades, rituais e valores , as pessoas compreendem com mais clareza que se tratam de tradições organizadas, com ética própria e papel social relevante.
Em um país marcado pela pluralidade de crenças, o diálogo entre religiões, a proteção dos terreiros e a valorização da herança africana e indígena fortalecem a democracia e a convivência pacífica. Reconhecer a importância da Umbanda e do Candomblé também significa reconhecer a contribuição de milhões de brasileiros e brasileiras. Muitas dessas pessoas encontram nessas práticas um caminho de espiritualidade, memória e pertencimento, tanto individual quanto coletivo.
CULTURARTE 305 - março de 2026
CULTURARTE 305 - março de 2026
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026
CULTURARTE 304 - fevereiro de 2026 (segunda edição)
fevereiro de 2026 (segunda edição)
sábado, 21 de fevereiro de 2026
O Evangelho… a Boa-Nova. A notícia divina que atravessou séculos para alcançar o coração humano
A palavra, oriunda do grego euangelion, significa exatamente isso: boa mensagem, boas notícias.
Mas que notícia seria essa capaz de transformar destinos, consolar dores profundas e renovar consciências? A resposta ressoa nas páginas luminosas da Codificação Espírita.
Em O Evangelho segundo o Espiritismo, Allan Kardec nos apresenta o ensino moral do Cristo como roteiro seguro para a regeneração da humanidade. Ali, o Evangelho não é apenas um conjunto de narrativas históricas: é código de conduta, é lei de amor, é manual de iluminação interior. Kardec demonstra que a essência da mensagem de Jesus é universal, atemporal e profundamente racional — capaz de dialogar com a fé e com a razão.
Já em O Livro dos Espíritos, encontramos os fundamentos filosóficos que sustentam essa Boa-Nova: a imortalidade da alma, a justiça divina, a reencarnação e o progresso espiritual. O Evangelho, à luz do Espiritismo, deixa de ser promessa distante e torna-se explicação lógica da vida. Sofrimento passa a ser aprendizado.
Perda transforma-se em reencontro futuro. A morte converte-se em passagem.
E quando avançamos para as obras psicografadas por Chico Xavier, percebemos o Evangelho pulsando como alimento diário da alma. Na coleção Fonte Viva de Emmanuel, psicografado por Chico Xavier comenta-se versículo por versículo, trazendo o ensinamento de Jesus para as lutas cotidianas — no lar, no trabalho, nas dores íntimas e nos desafios morais.
O Evangelho deixa de ser leitura distante e passa a ser vivência prática.
Em Boa Nova, o próprio título ecoa o significado original da palavra: a Boa-Nova do Reino de Deus. Ali, vemos episódios da vida do Cristo e de seus seguidores retratados com sensibilidade espiritual, revelando que o Evangelho não é apenas história — é convite permanente à transformação.
A importância do Evangelho do Cristo não está apenas no consolo que oferece, mas na responsabilidade que desperta. Ele nos chama à caridade quando preferiríamos a indiferença. Convida-nos ao perdão quando o orgulho insiste na mágoa. Ensina-nos a amar quando o mundo ainda aprende a competir.
O Espiritismo não cria um novo Evangelho — ele ilumina o já existente, retirando-lhe o véu do literalismo e revelando sua profundidade espiritual. Mostra que a Boa-Nova é a certeza de que ninguém está perdido, de que todo sofrimento tem propósito e de que o amor é a lei maior do universo.
O Evangelho é a notícia mais sublime que a Terra já recebeu:
Deus é Pai.
A vida continua.
O amor vence.
E cada vez que abrimos suas páginas com sinceridade, a Boa-Nova renasce dentro de nós!















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