Deus, nosso Pai, CAMINHE pela minha casa e leve embora todas as minhas preocupações e doenças, e POR FAVOR, vigia e cura a minha família em nome de Jesus ... AMÉM

domingo, 16 de agosto de 2026

Obaluaê ou Omulú: conheça a história do Orixá celebrado em 16 de agosto (Dia de São Roque)

 Ligado à cura, à terra e aos ciclos da vida, Obaluaê ou Omulú é um dos Orixás mais reverenciados nas religiões de matriz africana


"Atotô Obaluaê". A saudação, de origem iorubá, pode ser algo como "silêncio para o grande Rei da Terra" e ajuda a revelar a importância de um dos Orixás mais reverenciados nas tradições de matriz africana. Ligado à terra, à saúde, às doenças, à cura e também à morte e à transformação, Obaluaê celebra-se em 16 de agosto.

Também chamado de Omolu, Omulú ou Xapanã, dependendo da tradição, o Orixá carrega uma simbologia marcada pelos ciclos da existência. Vida e morte, saúde e doença, começo e fim aparecem como partes de um mesmo movimento de transformação.

É importante destacar, porém, que não existe uma única maneira de compreender ou cultuar os Orixás. Religiões afro-brasileiras possuem diferentes vertentes, casas e tradições, e características, histórias, cores e rituais podem variar de acordo com cada uma delas.

Obaluaê e Omolu são o mesmo Orixá?

A resposta depende da tradição religiosa. Em algumas vertentes, Obaluaê e Omolu são manifestações da mesma divindade em diferentes momentos da vida. Obaluaê estaria relacionado à figura mais jovem, enquanto Omolu representaria sua manifestação mais velha.

Há também tradições que estabelecem diferenças entre os dois. Nesse entendimento, Obaluaê aparece relacionado principalmente à transformação e à evolução, enquanto Omolu está mais associado à morte e ao encerramento dos ciclos. Essa diversidade ajuda a compreender por que é possível encontrar diferentes histórias e características atribuídas a eles.

Em algumas formas de sincretismo religioso, Obaluaê relaciona-se a São Roque, enquanto Omolu aparece associado a São Lázaro. Essas correspondências, novamente, podem mudar conforme a tradição.

A história de Obaluaê

Os relatos sobre Obaluaê têm origem nas tradições africanas e transmitiram-se por diferentes gerações. Na cosmologia iorubá, sua figura está relacionada à terra, à cura e à proteção diante das enfermidades. Seu próprio nome ajuda a compreender essa ligação: Oláwàiye, em iorubá, carrega o sentido de "o rei que é senhor da terra".

Segundo uma das narrativas tradicionais, Omolu seria filho de Nanã e Oxalá e irmão de Oxumaré. Ele teria nascido com feridas e sido abandonado próximo ao mar. Posteriormente, teria sido acolhido por Iemanjá, que cuidou dele e lhe ensinou conhecimentos relacionados à cura e à superação das adversidades.

As marcas deixadas pelas feridas também aparecem como explicação para uma das imagens mais conhecidas do Orixá: o corpo coberto por palhas. A palha da costa, que forma uma espécie de manto sobre seu corpo, tornou-se um de seus principais símbolos. Outro elemento associado a Obaluaê é o Xaxará, objeto confeccionado com palha trançada.

Da África ao Brasil

A presença de Obaluaê nas religiões afro-brasileiras está diretamente relacionada à diáspora africana. Durante o período da escravidão, milhões de africanos foram trazidos à força para o Brasil e, com eles, chegaram diferentes culturas, saberes, línguas e crenças religiosas.

Diante da repressão às suas práticas espirituais, comunidades africanas buscaram maneiras de preservar suas tradições. Uma dessas estratégias foi o sincretismo religioso, processo pelo qual divindades africanas passaram a ser associadas a santos do catolicismo.

Foi nesse contexto que Obaluaê passou a ser relacionado, em determinadas tradições, a São Lázaro e São Roque (imagem abaixo), figuras católicas também ligadas ao sofrimento, às doenças e à proteção dos enfermos.

Ao longo do tempo, as religiões afro-brasileiras mantiveram e ressignificaram diferentes elementos dessas tradições, fazendo com que a devoção aos Orixás permanecesse viva no país.

Por que Obaluaê está relacionado à cura e às doenças?

Uma das principais características atribuídas a Obaluaê é justamente a relação com a saúde. Ele associa-se tanto às enfermidades quanto à capacidade de cura e de transformação. Essa aparente contradição faz parte de sua simbologia. O Orixá representa forças que lembram que saúde e doença, assim como vida e morte, fazem parte dos ciclos da existência.

De acordo com os itans - narrativas tradicionais africanas sobre os Orixás -, Omolu teria adquirido conhecimentos sobre os mistérios da vida e da morte. Por isso, sua presença também está associada ao respeito e ao silêncio. Sua saudação, "Atotô Obaluaê", expressa justamente essa reverência.

Por que a pipoca é associada a Obaluaê?

Entre os elementos mais conhecidos relacionados ao Orixá está a pipoca, presente em oferendas e rituais de determinadas tradições. Sua simbologia pode ser compreendida a partir da própria transformação do alimento. O milho, inicialmente duro, passa pelo calor e se modifica completamente até se tornar pipoca.

Por isso, ela aparece associada à ideia de transmutação e renovação. A imagem representa a capacidade de atravessar situações difíceis e sair delas transformado. Em algumas práticas religiosas, existe ainda o chamado banho de pipoca, ritual relacionado à limpeza, à cura e à renovação espiritual.

Quais são as cores e símbolos de Obaluaê?

As características atribuídas ao Orixá podem variar conforme cada casa e tradição religiosa. De maneira geral, aparecem entre suas cores o preto, o branco e o vermelho. A segunda-feira também costuma ser apontada como seu dia da semana, enquanto sua celebração acontece em 16 de agosto.

Entre as ervas relacionadas a Obaluaê estão pariparoba, mamona, cambará e canela-de-cachorro. Já a pipoca é um dos elementos mais conhecidos entre as oferendas associadas a ele. Nas representações, além das vestimentas de palha, o Xaxará é outro símbolo recorrente.

Obaluaê e os ciclos da vida

Talvez um dos aspectos mais marcantes da simbologia de Obaluaê esteja justamente na relação entre fim e recomeço. Sob essa perspectiva, vida e morte não aparecem simplesmente como forças contrárias. Elas integram um mesmo ciclo. Ao longo da existência, diferentes etapas chegam ao fim para que outras possam começar.

Essa ideia também está presente na transformação representada pela pipoca: algo precisa mudar sua forma para que outra possa surgir. É por isso que Obaluaê e Omolu aparecem relacionados não somente ao encerramento, mas também à renovação. Seus significados atravessam questões de saúde, espiritualidade, ancestralidade e transformação, lembrando que a existência é construída por ciclos - e que cada final também pode abrir espaço para um novo começo.





sexta-feira, 14 de agosto de 2026

CULTURARTE 315 - agosto de 2026

CULTURARTE 315 - agosto de 2026



- 15 de agosto, dia da padroeira de Maricá, Nossa Senhora do Amparo. Conheça um pouco da história da construção da Matriz que completa 224 anos.
- Jacintho Caetano: os 126 anos do maior progressista de Maricá. O homem que mudou a história da cidade, trazendo progresso como até hoje nenhum outro fez!
- O nascimento da 'Jumentinha JUJU', uma criação de Mariangela Giuliane.

Tudo isso na edição de agosto do Informativo CULTURARTE, já circulando nas versões on line e revista eletrônica.










quarta-feira, 29 de julho de 2026

SANTOS MARTA, LÁZARO e MARIA.


A casa de Betânia, Jesus encontrou repouso, amizade e amor. Ali viviam Marta, Lázaro e Maria — irmãos unidos pelo sangue e, sobretudo, pela fé.
Marta, sempre atenta ao serviço, nos ensina o valor do cuidado com o próximo.
Lázaro, ressuscitado por Jesus, é testemunha viva do poder da vida nova em Deus.
Maria, sentada aos pés do Mestre, nos recorda a importância de escutar e contemplar.
Cada um, com seu jeito, acolheu Jesus de coração aberto. E juntos, formaram um lar onde Ele era amado e honrado.
Que a amizade e a fé desses irmãos inspirem nossas famílias e comunidades a viverem em união e santidade.
Santos Marta, Lázaro e Maria, rogai por nós! 
Na Umbanda, São Lázaro é sincretizado com o Orixá Omolu (também associado a Obaluaiê), o senhor da cura, das doenças, da transformação e da morte. Ele é visto como o "médico dos pobres" e o guardião das almas.
O sincretismo ocorre porque a história de sofrimento, chagas e ressurreição de São Lázaro se assemelha aos mitos africanos de Omolu, que carrega marcas no corpo e detém o segredo da cura das enfermidades. 
O Papel de Omolu/São Lázaro na Umbanda
Senhor da Cura e da Saúde: Controla as epidemias e cura doenças físicas e espirituais.

Guardião do Cemitério: Rege o "Campo Santo" (cemitério ou calunga menor), o portal entre o mundo dos vivos e dos mortos.

Transformação: Ele limpa as energias densas e promove a renovação dos espíritos. 
Características e Culto

Saudação: "Atotô!" (significa silêncio e respeito).

Elementos: Palha da costa (usada para cobrir suas chagas e segredos) e a pipoca (conhecida como Deburu, usada para descarrego e cura).



sábado, 25 de julho de 2026

SÃO CRISTÓVÃO, PROTETOR DOS MOTORISTAS E DA VISTA (AQUELE QUE CARREGOU CRISTO)

 Protetor dos viajantes (25 de julho)


A figura mais frequente de São Cristóvão é representada por um gigante barbudo, que carrega o Menino Jesus nos ombros, ajudando-o a atravessar um rio; o Menino segura o mundo nas pontas dos dedos, como se brincasse com uma bola. Esta imagem remonta a uma das lendas hagiográficas mais famosas sobre a vida do Santo, martirizado em 25 de julho em Anatólia, na Lícia. Segundo esta tradição, seu verdadeiro nome era Reprobus, um gigante que queria prestar serviço ao rei mais poderoso do mundo.

Ao chegar à Corte de um rei, que achava ser invencível, pôs-se ao seu serviço. Mas, certo dia, percebeu que o rei, ao escutar o canto de um trovador que falava do diabo, fez o Sinal da Cruz. Então, perguntou-lhe porquê. E o rei lhe respondeu que tinha medo do diabo e que todas as vezes que o ouvia falar em seu nome, fazia o Sinal da Cruz para buscar proteção.

O gigante então partiu em busca do diabo, que ele julgava ser mais poderoso que seu rei. Não demorou muito e o encontrou; assim, pôs-se a servi-lo e a segui-lo. Porém, um dia, passando por uma rua onde havia uma cruz, o diabo desviou seu caminho. Então, Reprobus perguntou-lhe porquê havia agido desta maneira. E o diabo foi obrigado a admitir que Cristo tinha morrido na Cruz; por isso, diante da Cruz, tinha que fugir de medo.

Por fim, Reprobus deixou o diabo de lado e pôs-se à busca de Cristo. Certo dia, encontrou um eremita que lhe sugeriu construir uma cabana às margens de um rio, cujas águas eram perigosas, e colocar-se à disposição das pessoas a atravessá-lo, uma vez que tinha uma estatura gigantesca.

Um belo dia, o bom gigante ouviu uma voz de criança, que lhe pedia ajuda: era um menino que queria atravessar o rio. Então, o gigante o colocou sobre os ombros e o carregou para o outro lado daquele rio perigoso. Enquanto fazia a travessia, o peso daquela criança aumentava cada vez mais, tanto que, com muito custo, conseguiu chegar à outra margem. Lá, o menino revelou sua identidade: era Jesus e o peso, que havia carregado, era o do mundo inteiro, salvado pelo sangue de Cristo.

Esta lenda, além de inspirar a iconografia ocidental, fez com São Cristóvão fosse invocado como Padroeiro dos barqueiros, peregrinos, viajantes e motoristas.

Um Santo cinocéfalo

No Oriente, São Cristóvão é, geralmente, representado com a cabeça de cão, como testemunham muitos ícones existentes em São Petersburgo e Sofia. A iconografia do santo cinocéfalo, segundo alguns, demonstra que se trata de um culto surgido em âmbito helênico-egípcio, com clara referência ao culto a deus Anúbis. Outra hipótese seria ainda bem mais plausível e complexa: Reprobus se teria alistado no exército romano e se teria convertido ao cristianismo com o nome de Cristóvão. Ao ser denunciado pelo seu apostolado entre os pelotões, foi conduzido diante de um juiz que fez todas as tentativas para que renunciasse a Cristo; tendo resistido, foi, por fim, decapitado. Logo, Cristóvão “carregou Cristo” em seu coração até ao martírio, como o jumento carregou Cristo a Jerusalém, no dia de Ramos.

Por este motivo, ter-se-ia difundido no Oriente, inicialmente, o costume de representar Cristóvão com a cabeça de jumento, que, depois, teria mudado para uma cabeça de cão. Trata-se, porém, de uma iconografia existente no âmbito cristão, sem nenhuma relação com cultos pagãos.

Protetor da vista

Segundo a Lenda Dourada, o martírio de Cristóvão aconteceu em Anatólia, na Lícia. O Santo resistiu às torturas com hastes de ferro e metal incandescentes. Até as flechas que lhe atiraram, ficaram suspensas no ar; uma delas, voltou e transpassou o olho do soberano, que lhe havia ordenado o suplício. Assim, o rei mandou decapitar Cristóvão. Mas, antes de morrer, disse-lhe: “Banhe os olhos com o meu sangue e ficará curado”. O rei recuperou a visão e se converteu. Desde então, São Cristóvão foi invocado contra as doenças da vista.



CULTURARTE 314 - julho de 2026 (segunda edição)

CULTURARTE 314
julho de 2026 (segunda edição)



- Você conhece AUTUMM IVY, a criadora e profetiza do caos e do BIMBO STOICISM?
- Rebeca Andrade confirma namoro com empresária
- "Violência física, humilhações, manipulação psicológica, e controle extremo. O inferno em minha vida", o triste e absurdo relato da mulher trans Luara Perdonatti
- Vem ai a Expo Maricá 2026, dias 6, 7 e 8 de agosto na Arena da Barra de Maricá e a artesã Pricilla Darmont estará presente com suas esculturas e aromatizadores terapêuticos e ambientais
- Vem ai a terceira edição da VIRTUOSA - FEIRA DE ARTESANATO, domingo dia 02 de agosto

Tudo isso na segunda edição do Informativo CULTURARTE do mês de julho, já circulando nas versões on line e revista eletrônica.











quarta-feira, 15 de julho de 2026

A NOBRE MISSÃO DE SÃO BENTO - OBALUAYÊ (OMULU) - MESTRE EL MORYA

 Poucos santos atravessaram tantos séculos com a mesma missão: nos proteger contra as trevas. São Bento conquistou o mundo pela força da sua presença, da oração e da disciplina espiritual (a importância de se abençoar o que come!)


Nasceu na Itália, por volta do ano 480 e deixou uma vida de conforto para buscar Deus no silêncio. Viveu anos em uma gruta, onde, segundo a tradição, venceu intensas tentações e compreendeu que a maior batalha acontece dentro de cada um de nós.

Entre os casos mais conhecidos está a tentativa de envenená-lo. Antes de beber, fez o sinal da cruz sobre o cálice, que se partiu. Em outra ocasião, um corvo levou embora um pão envenenado antes que ele o comesse. E uma das mais chocantes: ao receber seu alimento envenenado dos colegas frades, ele abençoa a comida e come normalmente sem sentir mal algum, para surpresa e delírio dos demais (daí a importância de se abençoar o que come). Esses episódios fizeram de São Bento um dos maiores símbolos de proteção espiritual da história.

Sua famosa medalha permanece, até hoje, como um poderoso símbolo de fé, libertação e fortalecimento espiritual. Mais do que um amuleto, ela nos recorda que nenhuma sombra permanece onde existe uma consciência alinhada com a Luz.

Na Umbanda, São Bento é Obaluayê (Omulu), pela força da cura, da purificação e da transformação das dores em sabedoria. Embora existam diferenças regionais no sincretismo, essa é uma das associações mais conhecidas.

Na Fraternidade, sua vibração se aproxima da energia do Mestre El Morya, Chohan do Primeiro Raio, que representa a Vontade Divina, a coragem, a disciplina e a firmeza diante dos desafios. Ambos nos ensinam que a verdadeira proteção nasce da conexão com o Divino e da retidão do espírito.

Que São Bento fortaleça sua fé, proteja nossos caminhos e lembre que nenhuma força é maior do que a Luz que habita em cada um de nós. 

Viva São Bento!

Atotô, Obaluayê!

Em nome do amado Mestre El Morya, que a Vontade Divina se cumpra em nossas vidas.

—-

Acesse o livro da Fraternidade com decretos poderosos para transformar sua vida: https://linktr.ee/grandefraternidadebranca 

domingo, 12 de julho de 2026

CULTURARTE 313 - julho de 2026

CULTURARTE 313 - julho de 2026




- CÉLIA TAVARES: a vida começa quando a gente quer!
- ARTE PURA: conheça Hayanne Dantas, a jovem promessa no mundo das artes plásticas
- CARTA ABERTA por Adriana Rodrigues Monteiro
- 02/7, DIA DA INDEPENDÊNCIA DA BAHIA ou a verdadeira Independência do Brasil
- Você já ouviu falar na SEXALESCÊNCIA?
- ELA FOI PRESA POR USAR CALÇA COMPRIDA: a história de Helen Hulick. Seu ato libertou as mulheres! 
- O que é ser uma mulher forte, com Monique Cones

Tudo isso na edição de julho do Informativo CULTURARTE, já circulando nas versões on line e revista eletrônica.