Deus, nosso Pai, CAMINHE pela minha casa e leve embora todas as minhas preocupações e doenças, e POR FAVOR, vigia e cura a minha família em nome de Jesus ... AMÉM

quinta-feira, 19 de março de 2026

SALVE SÃO JOSÉ, SALVE XANGÔ, SALVE TODOS OS ARTESÃOS


19 de março é um dia mais que especial, afinal, são dois bons motivos para se comemorar: O dia do Artesão que devemos comemorar muito, afinal ter o dom de criar e produzir cada peça, é mais que dom é dadiva de Deus.

E o dia do maior artesão de todos São José, o primeiro que temos relato, na Bíblia. Independente da minha ou da sua religião, a importância histórica do trabalho com as mãos fez com que a Organização das Nações Unidas (ONU) estabelecesse este dia como o Dia do Artesão, mesmo antes da atividade ser reconhecida como profissão formal no Brasil. A data escolhida foi o dia 19 de março, em que comemora-se o Dia do Artesão em homenagem à São José, o santo cristão que era carpinteiro e pai de Jesus, que herdou o seu ofício.

Sendo assim dia de festejar muito, de produzir novas peças e em cada uma deixar todo nosso carinho.

O que é ser Artesão?

Ser artesão é ter o dom do criar e recriar; de fazer cada peça com carinho e nunca uma peça fica igual a outra, sempre tem alguma diferença; tem um toque especial, das mãos de quem criou.

Resumindo comprar um trabalho manual é como levar um pedacinho de quem fez, um toque especial que só aquele profissional tem.

A história das políticas públicas no Brasil voltadas ao artesanato começa, efetivamente, com a antropóloga e então primeira-dama Ruth Cardoso ao criar o Programa do Artesanato Brasileiro (PAB) na década de 1990, durante o governo de Fernando Henrique Cardoso. Desde então, iniciativas para o desenvolvimento e sustentabilidade da atividade artesanal foram estabelecidas no país e reverberam até hoje.

No entanto, foi somente em 2015 que o projeto de Lei nº 13.180, sancionado pela ex-presidente Dilma Rousseff, regulamentou a profissão de quase 10 milhões de brasileiros que criam e produzem com suas mãos, levando sustento às suas famílias. A lei assinada em 22 de outubro de 2015 apresenta o artesão como "o indivíduo que exerce uma atividade predominantemente manual, que pode contar com o uso de ferramentas e outros equipamentos, com produção feita de forma individual, coletiva, associada ou cooperativada".

Segundo dados do IBGE, o setor do artesanato fatura mais de R$ 50 bilhões por ano, o equivalente a 3% do PIB do país. O artesão, além de propagar a cultura, move a economia local, sendo sua atividade de extrema importância para uma grande parcela da população impactada direta e indiretamente: desde fornecedores de matérias-primas passando por filhos e familiares até lojistas e distribuidores.

Dia de São José

Na data de hoje comemoramos o dia de São José, o maior de todos os artesãos. 

Esta é uma data religiosa que celebra a figura do "pai terreno" de Jesus Cristo e esposo de Maria, mãe de Cristo. É um dos santos mais venerados pela Igreja Católica em todo o mundo.

São José é conhecido também como José de Nazaré, José, o Carpinteiro e São José Operário, por causa da sua profissão, informação que podemos obter na Bíblia. Por esse motivo, no feriado do Dia do Trabalho - 1º de maio, é celebrado o Dia de São José Operário.

São José é considerado o padroeiro dos trabalhadores e das famílias, além de Patrono Universal da Igreja Católica. Em Portugal, o Dia dos Pais é celebrado no dia de São José.

História de São José 

De acordo com a Bíblia, José era noivo de Maria e, por ser um homem justo, foi escolhido para ser o pai terreno de Jesus.

Para tanto, um anjo apareceu em sonhos para que ele não rejeitasse Maria, uma vez que ela apareceria grávida apesar de não ter tido relações com José. O filho de Maria era Jesus, o Filho de Deus.

Quando Jesus estava perto de nascer, José e Maria tiveram que viajar para Belém a fim de fazerem o recenseamento, conforme tinha sido obrigado pelo governo romano.

Os locais para dormir estavam cheios e José teve que passar a noite numa gruta com Maria, onde nasceu Jesus.

Ainda de acordo com a Bíblia, José esteve presente na criação de Jesus e sustentou sua família com o seu trabalho de carpinteiro.

Oração de São José

A vós, São José, recorremos na nossa tribulação, cheios de confiança solicitamos a vossa proteção no dia de hoje para todos os pais de família.

Vós fostes o pai adotivo de Jesus, soubestes amá-Lo, respeitá-Lo e educá-Lo com amor e dedicação, como vosso próprio filho.

Olhai todos os pais do mundo e especialmente os da nossa comunidade, para que, com amor e dedicação, eduquem os seus filhos na fé cristã e para a vida.

Protegei todos os pais doentes que sofrem por não poderem dar saúde, educação e casa decente para seus filhos.

Protegei todos os pais que trabalham arduamente no dia a dia para não faltar nada aos seus filhos.

Protegei todos os pais que se dedicam de corpo e alma à sua família.

Iluminai todos os pais que não querem assumir sua paternidade.

Iluminai todos os pais que desprezam seus filhos e esposas.

Enfim, olhai por todos os pais, para que assumam e vivam com alegria sua vocação paterna. Amém.

Qual o orixá de São José?

No Candomblé, São José é sincretizado com Aganju, ou Xangô Aganju, sendo tratado como uma entidade primordial, associada à terra (em oposição à água) e às montanhas e vulcões.

Quem é Xangô no espiritismo?

Xangô é um orixá bastante cultuado pelas religiões afro-brasileiras, considerado deus da justiça, dos raios, dos trovões e do fogo, além de ser conhecido como protetor dos intelectuais.

O que é Xangô na umbanda?

Xangô é o orixá dos raios, trovões, grandes cargas elétricas e do fogo. É viril e atrevido, violento e justiceiro; castiga os mentirosos, os ladrões e os malfeitores. Por esse motivo, a morte pelo raio é considerada infamante.

São José e Xangô?

No sincretismo religioso, alguns o relacionam a Xangô, São José, o amado esposo da Virgem Maria e tutor amoroso do Mestre Jesus, foi um carpinteiro descendente de Davi. Ele também é chamado de São José "o Operário", protetor de todos os trabalhadores braçais.




terça-feira, 10 de março de 2026

CULTURARTE 305 - março de 2026

 CULTURARTE 305 - março de 2026



- Uma edição especial comemorando TODOS OS DIAS DAS MULHERES
- 8 de março, Dia Internacional da Mulher: mas é justo comemorar a mulher em único dia?
- Pricilla Darmont: a artesã, filha, mãe, esposa, guerreira!
- Mulheres: Maria Sem Vergonha de Ser Feliz!
- A belíssima história de Mariana Araújo, Gata Verão Plus Size 2026

Tudo isso na edição especial de março do Informativo CULTURARTE, já circulando nas versões on line e revista eletrônica










quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

CULTURARTE 304 - fevereiro de 2026 (segunda edição)

CULTURARTE 304
fevereiro de 2026 (segunda edição)



- UNIÃO DE MARICÁ realiza sonho e vence série ouro, subindo para o grupo especial.
- Mas as polêmicas e duvidas são muitas e o RESULTADO DA SÉRIE OURO VIRA CASO DE POLÍCIA. Prefeito de Maricá diz que vai investir cerca de R$ 30 milhões no carnaval de 2027.
- Se o ano começa depois do carnaval, então FELIZ NOVO ANO, FELIZ VIDA NOVA, editorial do jornalista Pery Salgado.
- EGILI OLIVEIRA brilha na Sapucaí com o projeto SAMBA NO CORAÇÃO.
- Você conhece MARIA GABRIELA DE ORLEANS E BRAGANÇA, a princesa do Brasil?

Tudo isso na segunda edição de fevereiro do Informativo CULTURARTE, já circulando nas versões on line e revista eletrônica.










sábado, 21 de fevereiro de 2026

O Evangelho… a Boa-Nova. A notícia divina que atravessou séculos para alcançar o coração humano

 A palavra, oriunda do grego euangelion, significa exatamente isso: boa mensagem, boas notícias.


Mas que notícia seria essa capaz de transformar destinos, consolar dores profundas e renovar consciências? A resposta ressoa nas páginas luminosas da Codificação Espírita.

Em O Evangelho segundo o Espiritismo, Allan Kardec nos apresenta o ensino moral do Cristo como roteiro seguro para a regeneração da humanidade. Ali, o Evangelho não é apenas um conjunto de narrativas históricas: é código de conduta, é lei de amor, é manual de iluminação interior. Kardec demonstra que a essência da mensagem de Jesus é universal, atemporal e profundamente racional — capaz de dialogar com a fé e com a razão.

Já em O Livro dos Espíritos, encontramos os fundamentos filosóficos que sustentam essa Boa-Nova: a imortalidade da alma, a justiça divina, a reencarnação e o progresso espiritual. O Evangelho, à luz do Espiritismo, deixa de ser promessa distante e torna-se explicação lógica da vida. Sofrimento passa a ser aprendizado. 

Perda transforma-se em reencontro futuro. A morte converte-se em passagem.

E quando avançamos para as obras psicografadas por Chico Xavier, percebemos o Evangelho pulsando como alimento diário da alma. Na coleção Fonte Viva de Emmanuel, psicografado por Chico Xavier comenta-se versículo por versículo, trazendo o ensinamento de Jesus para as lutas cotidianas — no lar, no trabalho, nas dores íntimas e nos desafios morais. 

O Evangelho deixa de ser leitura distante e passa a ser vivência prática.

Em Boa Nova, o próprio título ecoa o significado original da palavra: a Boa-Nova do Reino de Deus. Ali, vemos episódios da vida do Cristo e de seus seguidores retratados com sensibilidade espiritual, revelando que o Evangelho não é apenas história — é convite permanente à transformação.

A importância do Evangelho do Cristo não está apenas no consolo que oferece, mas na responsabilidade que desperta. Ele nos chama à caridade quando preferiríamos a indiferença. Convida-nos ao perdão quando o orgulho insiste na mágoa. Ensina-nos a amar quando o mundo ainda aprende a competir.

O Espiritismo não cria um novo Evangelho — ele ilumina o já existente, retirando-lhe o véu do literalismo e revelando sua profundidade espiritual. Mostra que a Boa-Nova é a certeza de que ninguém está perdido, de que todo sofrimento tem propósito e de que o amor é a lei maior do universo.

O Evangelho é a notícia mais sublime que a Terra já recebeu:

Deus é Pai.

A vida continua.

O amor vence.

E cada vez que abrimos suas páginas com sinceridade, a Boa-Nova renasce dentro de nós!

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

A HISTÓRIA DE CHICO XAVIER

 


Ele tinha apenas cinco anos quando a mãe morreu. E o que aconteceu depois foi uma das histórias mais dolorosas e ao mesmo tempo mais extraordinárias que você já vai ler na vida.

Mas antes de te contar o que aconteceu naquele quintal debaixo das bananeiras, preciso que você saiba uma coisa. Esse menino se tornou um dos maiores médiuns que o Brasil já conheceu. Seu nome era Francisco Cândido Xavier. Chico Xavier.

Mas naquele dia de setembro de 1915, quando Dona Maria João de Deus desencarnou, ele era apenas um garotinho de cinco anos que acabara de perder a mãe. Um dos nove filhos que ficaram órfãos. E o pai, sem condições de criar todos sozinho, teve que tomar a decisão mais difícil da vida dele.

Entregar os filhos para outras pessoas criarem.

Chico foi entregue aos cuidados de Dona Rita de Cássia. Uma velha amiga da família. A madrinha do menino. Na época, todo mundo achou que tinha sido uma bênção. "Pelo menos ficou com a madrinha", diziam. "Pelo menos ficou com alguém conhecido."

Ninguém sabia o inferno que estava por vir.

Dona Rita sofria de algo que hoje chamaríamos de obsessão espiritual. Ela era tomada por fúrias inexplicáveis. Explosões de raiva por qualquer coisa. Um prato mal lavado. Um barulho qualquer. A forma como o menino olhava.

E quando a raiva vinha, vinha com violência.

Todo dia, várias vezes ao dia, o pequeno Chico apanhava. Varas de marmeleiro que deixavam a pele em carne viva. Marcas roxas que cobriam as costas, os braços, as pernas.

Mas o pior ainda estava por vir.

Porque Dona Rita inventou uma forma de tortura que até hoje me faz tremer só de escrever. Ela pegava garfos. Garfos comuns de cozinha. E enfiava as pontas na barriga do menino. Deixava ali. Dependurados. Enquanto o sangue escorria e a criança gritava de dor.

"Esse menino tem o diabo no corpo", ela repetia enquanto torturava. "Tem o diabo no corpo."

Chico chorava. Chorava tanto que ficava sem voz. Corria pro quintal pra ninguém ver. Se escondia debaixo das velhas bananeiras com os garfos ainda pendurados na carne sangrenta.

E foi ali, naquele quintal, sangrando e sozinho, que ele se lembrou de algo.

A mãezinha dele orava todos os dias. Ela tinha ensinado ele a fazer o Pai Nosso. A conversar com Jesus. Mas na casa da madrinha não havia oração. Não havia Deus. Só havia dor.

Então o menino, com cinco anos, coberto de sangue e marcas de surra, se ajoelhou debaixo das bananeiras. Juntou as mãozinhas tremendo. E começou a rezar a oração que a mãe tinha ensinado.

"Pai nosso que estais no céu..."

As lágrimas caíam misturadas com o sangue.

"Santificado seja o vosso nome..."

A dor no corpo era insuportável, mas ele continuou.

"Venha a nós o vosso reino..."

E quando terminou a oração, quando abriu os olhos...

Ela estava ali.

Dona Maria João de Deus. Sua mãe. Viva. Real. Ao lado dele.

Chico não pensou que era impossível. Não pensou que mãe estava morta há meses. Ele ainda não tinha aprendido as dúvidas dos adultos. Ainda não sabia que os mortos não voltam.

Ele só viu a mãe. E se jogou nos braços dela.

"Mamãe! Não me deixe aqui! Me leva com a senhora!"

A voz dele saiu desesperada, agarrado nela como quem se agarra à última tábua no meio do oceano.

Mas ela balançou a cabeça com tristeza. "Não posso, meu filho."

"Mas eu estou apanhando muito, mamãe! Todo dia! Ela enfia garfo na minha barriga!"

Maria João de Deus acariciou o rosto do filho. Limpou as lágrimas. Tocou nas feridas com uma ternura que só mãe tem. E disse algo que mudaria a vida daquele menino pra sempre.

"Tenha paciência, meu filho. Você precisa crescer mais forte para o trabalho. E quem não sofre não aprende a lutar."

Chico soluçou. "Mas a madrinha diz que eu tenho o diabo no corpo."

A mãe sorriu. Um sorriso triste, mas cheio de amor. "Que tem isso? Não se incomode. Tudo passa. E se você não reclamar mais, se você tiver paciência, Jesus vai ajudar para que a gente fique sempre juntos."

E então ela desapareceu.

O menino gritou. Chamou. Procurou debaixo de cada árvore. Mas ela tinha ido embora.

Algo mudou naquele dia.

No dia seguinte, quando Dona Rita pegou as varas e começou a bater, Chico não chorou. Recebeu cada golpe em silêncio. Quando ela enfiou os garfos na barriga dele, ele não gritou. Apenas fechou os olhos e pensou na mãe.

"Esse menino ficou cínico", Dona Rita dizia exasperada. "Nem chorando mais ele tá. Nem a pescoção ele chora."

O pessoal da casa começou a dizer que Chico era um "menino aluado". Estranho. Diferente.

Mas eles não sabiam o segredo.

Todo dia, à tarde, depois de apanhar, depois de sangrar, Chico ia pro quintal. Se ajoelhava debaixo das bananeiras. Rezava o Pai Nosso com os olhos brilhantes e cheios de esperança.

E a mãe aparecia.

Todo santo dia.

Ela vinha. Conversava com ele. Curava as feridas da alma que nenhum remédio cura. Ensinava. Preparava.

Os anos de tortura continuaram. Mas Chico nunca mais chorou durante as surras. Porque ele sabia que cada dor, cada marca, cada gota de sangue era o preço do encontro com a mãe.

Ele preferia sangrar e vê-la do que viver sem dor e ficar sozinho.

Essa criança torturada, esse menino que sangrava em silêncio, esse garoto que os outros achavam "aluado", cresceu.

E se tornou Francisco Cândido Xavier. Chico Xavier. O maior médium espírita do Brasil. O homem que psicografou mais de 450 livros. Que consolou milhões de pessoas através de mensagens dos mortos. Que nunca cobrou um centavo. Que viveu na pobreza a vida inteira doando tudo que recebia.

Aquele menino de cinco anos sangrando debaixo das bananeiras aprendeu algo que poucos aprendem.

Que sofrimento não é castigo. É preparo.

Que dor não é abandono. É transformação.

Que às vezes Deus não tira a cruz. Mas envia anjos pra nos ajudar a carregá-la.

A mãe de Chico não pode salvá-lo das surras. Mas salvou ele de algo muito pior. Salvou ele do ódio. Da revolta. Do desespero.

Hoje, quando leio essa história, eu choro. Choro pelo menino que sofreu. Mas choro também de gratidão. Porque se ele não tivesse passado por isso, se ele não tivesse aprendido a se comunicar com o mundo espiritual através daquela dor toda, milhões de pessoas não teriam recebido o consolo que ele trouxe.

Quantas mães não receberam mensagens dos filhos mortos através das mãos dele?

Quantos filhos não receberam o perdão dos pais falecidos?


Quantas almas desesperadas não encontraram paz através das palavras que ele escreveu guiado pelos espíritos?

Chico Xavier transformou a própria dor no remédio para a dor dos outros.

E tudo começou debaixo de umas velhas bananeiras, com um menino de cinco anos sangrando, rezando, e reencontrando a mãe que a morte não conseguiu levar embora.

Porque amor de mãe não morre.

Amor de mãe atravessa dimensões.

Amor de mãe encontra formas impossíveis de continuar cuidando, protegendo, ensinando.

Mesmo quando o corpo já não está mais aqui.

Se essa história te emocionou, é porque você entende. É porque você sabe que existe amor que nem a morte consegue apagar.

E se você é mãe, saiba disso: seus filhos vão carregar você pra sempre. Na memória, no coração, e talvez, quem sabe, em momentos impossíveis de explicar, na presença real e viva do seu amor que nunca, nunca vai embora.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

CHICO: "De todos os espíritos que vi, nenhum brilhava tanto quanto um jovem soldado romano."

 


Chico costumava dizer que, entre todos os espíritos que teve a oportunidade de ver ao longo da vida, nenhum brilhava tanto quanto um jovem soldado romano.

Não era um apóstolo famoso.

Não era um líder conhecido.

Era um rapaz de apenas dezoito anos.

A história, segundo ele, lhe foi narrada por Emmanuel — mas não como quem conta um fato distante. Foi como se a cena tivesse sido projetada diante de seus próprios olhos.

Roma estava em alerta. Jesus havia desaparecido por alguns dias, e rumores corriam como fogo em palha seca. As autoridades queriam respostas. E quando o medo governa, qualquer suspeita vira sentença.

O jovem soldado foi acusado pelos próprios companheiros. Diziam que ele simpatizava com os seguidores do Nazareno. Que sabia onde Ele estava escondido. Que era cristão.

Traição.

Essa era a palavra que ecoava.

Levaram-no à presença da autoridade de plantão. Ele estava de pé, mãos presas, mas postura firme. Tinha a ousadia típica da juventude — não aquela insolência vazia, mas a coragem crua de quem ainda não aprendeu a negociar a própria consciência.

— Onde está Jesus? — perguntou o oficial, com voz dura. — Você sabe. Diga logo onde Ele se escondeu.

O silêncio pairou por um segundo.

Quem já viu um jovem de dezoito anos diante da morte sabe: há um brilho especial nos olhos de quem ainda acredita que a verdade vale mais que a própria vida.

E ele respondeu, sem hesitar:

— Queres encontrar Jesus? Ele está aqui… no meu coração.

Não houve debate.

Não houve segunda chance.

A autoridade, tomada por ira e desprezo, cuspiu a ordem que atravessaria séculos:

— Ah, é? Então arranquem-lhe o coração.

Ali mesmo.

Sem julgamento formal.

Sem misericórdia.

Os próprios colegas executaram a sentença. Uma lâmina. Um corpo jovem. Um grito que mal teve tempo de ecoar.

Ele caiu.

O coração arrancado.

O corpo inerte no chão.

Fim.

Ou pelo menos era o que todos pensavam.

Quando Emmanuel contou essa cena a Chico, algo extraordinário aconteceu.

O médium relatava que, de repente, ficou cego dentro do próprio quarto. Não enxergava nada. A escuridão era total.

Assustado, tentou entender o que estava ocorrendo.

E então percebeu.

Não era ausência de luz.

Era excesso.

O jovem soldado estava ali.

De pé.

Não como vítima.

Não como mártir ensanguentado.

Mas como um ser de luminosidade indescritível.

Do peito — exatamente do lugar onde o coração fora arrancado — irradiava uma claridade dourada tão intensa que Chico precisou fechar os olhos. Ele contou que aquela luz atravessava as paredes. Curioso, aproximou-se da janela.

E viu o quarteirão inteiro iluminado.

Não era metáfora.

Não era imaginação poética.

Era como se o sacrifício tivesse se transformado em sol.

Chico dizia, com lágrimas, que nunca tinha visto espírito mais iluminado. Não por ter sofrido. Não por ter morrido jovem.

Mas porque havia sustentado a verdade até o último segundo.

Arrancaram-lhe o coração físico.

E revelaram o coração espiritual.

Agora, aqui está o ponto que vira tudo de cabeça para baixo.

A autoridade acreditou que, destruindo o órgão, destruiria a fé.

Mas a fé não estava na carne.

Estava na consciência.

Ao tentar silenciar uma convicção, eles a eternizaram.

Ao arrancar o coração, abriram uma fonte de luz.

Quantas vezes, hoje, a gente arranca o próprio coração aos poucos?

Por medo.

Por conveniência.

Para caber em expectativas.

Aquele jovem não negociou.

Ele não tentou sobreviver com meia-verdade. Não apontou outro nome. Não fingiu ignorância.

Ele poderia ter dito qualquer coisa. Poderia ter salvo a própria vida.

Mas escolheu guardar o que acreditava — não como discurso, mas como morada.

E talvez seja isso que torna essa história tão desconcertante.

A luz que Chico viu não nasceu da violência.

Nasceu da coerência.

Há quem viva décadas sem brilhar.

E há quem, em dezoito anos, incendeie a própria eternidade.

Arrancaram-lhe o coração.

E foi ali, no espaço vazio que deixaram, que a luz encontrou passagem.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

A DOAÇÃO DE ÓRGÃOS NA VISÃO ESPÍRITA: UM GESTO INIGUALÁVEL!

 


Sob a ótica espírita, a doação de órgãos é um dos maiores atos de caridade que podemos realizar ao fim da jornada terrena. 

Como o Espírito não é o corpo, mas apenas habita nele, a doação não causa dano ao períspirito, desde que o desprendimento já tenha ocorrido. 

Os Benfeitores Espirituais esclarecem que o ato de generosidade gera uma vibração de gratidão e bem-estar que auxilia o doador em sua transição para o Plano Espiritual, fortalecendo sua consciência pelo dever cumprido e pelo auxílio direto à preservação da vida de um irmão.

Não há necessidade de medo quanto a possíveis dores ou "sentir o corte", pois a Misericórdia Divina ampara aqueles que se dispõem ao sacrifício em benefício do próximo. 

A Ciência Espírita reforça que o corpo é apenas uma veste; ao deixá-la para trás, transformar seus componentes em vida para outrem é uma escolha que acelera o progresso moral. 

O desprendimento é facilitado pelo próprio mérito da ação, transformando o que seria decomposição em esperança e continuidade para quem recebe.