Deus, nosso Pai, CAMINHE pela minha casa e leve embora todas as minhas preocupações e doenças, e POR FAVOR, vigia e cura a minha família em nome de Jesus ... AMÉM

domingo, 26 de abril de 2026

A VIDA TRABALHA PARA EDUCAR. Cada um recebe a lição exata do que plantou.


 Ninguém fere apenas o outro quando escolhe a mentira como ferramenta. Alguma coisa se rompe primeiro dentro de quem engana. A consciência perde claridade, o coração se afasta da paz, a alma começa a carregar um peso que o mundo talvez não veja, mas que a vida registra com exatidão. Pode tardar o eco, pode vir em outra forma, pode atravessar o tempo em silêncio, porém nada do que sai de nós se perde no vazio.

A lei divina não se move por capricho, nem por vingança. Justiça espiritual não grita, não humilha, não faz espetáculo. Age com firmeza serena, recolhendo cada intenção e devolvendo a cada espírito a verdade de seus próprios atos. Bondade oferecida encontra caminho de volta. Maldade semeada também. Nisso não há ameaça, há ensino. Nisso não há crueldade, há misericórdia profunda, porque somente a verdade devolvida pode despertar o ser para sua própria renovação.

Muita gente teme o retorno como se Deus estivesse à espera do erro para punir. Mas a vida não trabalha para destruir ninguém. A vida trabalha para educar. Cada decepção vivida depois de uma falsidade cometida, cada abandono sentido depois de uma lealdade traída, cada dor que parece visitar o peito sem aviso pode ser também um chamado da consciência pedindo reparação, humildade e recomeço.

Por isso, pureza de intenção vale tanto. Palavra limpa vale tanto. Retidão quando ninguém está olhando vale tanto. O bem talvez não renda aplauso imediato, mas deixa a alma leve. E leveza íntima já é uma forma de bênção. Entre ganhar o mundo e perder a paz, o espírito que amadurece escolhe permanecer fiel ao que é justo, mesmo em dias escuros.

Toda semeadura pede colheita. Toda escolha pede consequência. Toda criatura, cedo ou tarde, encontra diante de si a própria obra. Felizes os que compreendem isso enquanto ainda podem trocar o orgulho pelo arrependimento, a dureza pela compaixão e a falsidade pela coragem de viver em verdade.

Nessa conta do céu, ninguém é perseguido. Cada um recebe a lição exata do que plantou.

sábado, 25 de abril de 2026

CULTURARTE 308 - abril de 2026 (segunda edição)

CULTURARTE 308
abril de 2026 (segunda edição)



- SALVE SÃO JORGE, SALVE OGUM (SALVE OXÓSSI). Salve o mais 'carioca' de todos os santos. Conheça sua história!
- Pela sua coragem, NADIA MURAD se tornou a primeira iraquiana e receber o Prêmio Nobel
- O verdadeiro brilho está na mulher que aprendeu a não desistir de si
- A história de vida e superação de MAELLE CHAVES (mulher trans)
- DIANA SIROKAI (modelo plus size internacional) e o poder de aceitação do corpo

Tudo isso na segunda edição do mês de abril do Informativo CULTURARTE, já circulando nas versões on line e revista eletrônica.











quinta-feira, 23 de abril de 2026

SALVE SÃO JORGE, SALVE OGUM! SALVE, SALVE!!!

 Dia 23 de Abril é celebrado o Dia de São Jorge, o mais "carioca" de todos os santos!

Selecionamos uma mensagem especial para a data, além de oração e curiosidades.



Quem foi São Jorge? 

São Jorge, também conhecido como Jorge da Capadócia e Jorge de Lida foi, conforme a tradição, um soldado romano no exército do imperador Diocleciano, venerado como mártir cristão. Na hagiografia, São Jorge é um dos santos mais venerados no Catolicismo, na Igreja Ortodoxa, bem como na Comunhão Anglicana. É imortalizado na lenda em que mata o dragão. É também um dos Catorze santos auxiliares. No cânon do Papa Gelásio (+496), São Jorge é mencionando entre aqueles que “foram justamente reverenciados pelos homens e cujos atos são conhecidos somente por Deus”.

Considerado como um dos mais proeminentes santos militares, a memória de São Jorge é celebrada nos dias 23 de abril e 3 de novembro. Nestas datas, por toda a parte, comemora-se a reconstrução da igreja que lhe é dedicada, em Lida (Israel), na qual se encontram suas relíquias. A igreja foi erguida a mando do imperador romano Constantino.

São Jorge é o santo padroeiro em diversas partes do mundo tais como: (países) Inglaterra, Portugal (orago menor), Geórgia, Lituânia, Sérvia, Montenegro, Etiópia, e (cidades) Londres, Barcelona, Génova, Régio da Calábria, Ferrara, Friburgo em Brisgóvia, Moscovo e Beirute. No Oriente, ele é conhecido como “megalomártir”, ou seja, “grande mártir”. Ele também é reconhecido como modelo de virgem masculino, ao lado de São João Evangelista e o próprio Jesus Cristo.

Há uma tradição que aponta o ano 303 como ano da sua morte. Apesar de sua história se basear em documentos lendários e apócrifos (decreto gelasiano do século VI), a devoção a São Jorge se espalhou por todo o mundo.

"A principal mensagem para o dia 23 de Abril é a de ter fé, não desacreditar dos nossos sonhos e seguir de cabeça erguida em cada batalha."

Acompanhe a seguir a oração de São Jorge pedindo mais Amor.

Oração para São Jorge

“Ó meu São Jorge, meu Santo Guerreiro e protetor, Invencível na fé em Deus, que por ele sacrificou-se, Traga em vosso rosto a esperança e abre os meus caminhos. Com sua couraça, sua espada e seu escudo, Que representam a fé, a esperança e a caridade, Eu andarei vestido, para que meus inimigos Tendo pés não me alcancem, Tendo mãos não me peguem, Tendo olhos não me enxerguem E nem pensamentos possam ter, para me fazerem mal (...) Ó Glorioso nobre cavaleiro da cruz vermelha, Vós que com a sua lança em punho derrotaste o dragão do mal, Derrote também todos os problemas que por ora estou passando (...) Ó Glorioso São Jorge, Dai-me coragem e esperança, Fortalecei minha fé, meu ânimo de vida e auxiliai-me em meu pedido. Ó Glorioso São Jorge, Traga a paz, amor e a harmonia ao meu coração, Ao meu lar e a todos que estão em minha volta. Ó Glorioso São Jorge, Pela fé que em vós deposito: Guiai-me, defendei-me e protegei-me de todo o mal. Amém.”


Eu andarei vestido e armado com as armas de São Jorge
Para que meus inimigos, tendo pés não me alcancem,
Tendo mãos não me peguem,
Tendo olhos não me vejam,
E nem em pensamentos eles possam me fazer mal.
Armas de fogo o meu corpo não alcançarão,
Facas e lanças se quebrem sem o meu corpo tocar,
Cordas e correntes se arrebentem sem o meu corpo amarrar.
Jesus Cristo, Me proteja e me defenda com o poder de sua santa e divina graça,
Virgem de Nazaré, me cubra com o seu manto sagrado e divino,
Protegendo-me em todas as minhas dores e aflições,
E Deus, com sua divina misericórdia e grande poder,
Seja meu defensor contra as maldades e perseguições dos meu inimigos.
Glorioso São Jorge, em nome de Deus,
Estenda-me o seu escudo e as suas poderosas armas,
Defendendo-me com a sua força e com a sua grandeza,
E que debaixo das patas de seu fiel ginete
Meus inimigos fiquem humildes e submissos a vós.
Assim seja com o poder de Deus, de Jesus e da falange do Divino Espírito Santo.
São Jorge Rogai por Nós.
Amém.



Quem é Ogum?

"Ogum é um Orixá que representa a coragem, a guerra, a tecnologia, o trabalho árduo, o ferro, a caça e a agricultura. Segundo Pai Pablo de Ogum, sacerdote do terreiro Luz de Nzambi, com quem conversamos para compreender melhor esse Orixá, Ogum desvendou o segredo do ferro e da agricultura, compartilhando esses conhecimentos com os humanos. Sua história envolve a criação de áreas de plantio, sendo reconhecido como o Orixá que abre caminhos.

Durante a proibição da umbanda, Ogum foi sincretizado com São Jorge devido à semelhança de características guerreiras, permitindo a prática da religião em segredo. Ogum é associado às cores azul ou vermelho, e seus símbolos incluem espada e cachorro. Seus domínios abrangem a guerra, tecnologia, leis, siderurgia e metalurgia, com oferendas como feijoada, farofa de feijão-fradinho e inhame.


O dia de culto a Ogum é terça-feira, e a oração inclui pedidos de proteção contra inimigos, armas de fogo e outros perigos. Pai Pablo de Ogum destaca a importância da tradição oral na transmissão das histórias nas religiões de matriz africana e enfatiza que as características dos filhos de Ogum podem variar, não sendo determinadas apenas pelo Orixá."

"Saudação a Ogum

Pàtàkòrí Ogum, Ogunhê.

Oração para Ogum

Ogum, rogai por nós. Nunca ficará sem resposta àquele que nele crê… Ogunhê meu Pai!

Eu andarei vestido e armado com as armas de Ogum para que meus inimigos, tendo pés não me alcancem, tendo mãos não me peguem, tendo olhos não me vejam, e nem em pensamentos eles possam me fazer mal.

Armas de fogo o meu corpo não alcançarão, facas e lanças se quebrem sem o meu corpo tocar, cordas e correntes se arrebentem sem o meu corpo amarrar.

Jesus Cristo, me proteja e me defenda com o poder de sua santa e divina graça. Virgem de Nazaré, me cubra com o seu manto sagrado e divino, protegendo-me em todas as minhas dores e aflições. Deus, com sua divina misericórdia e grande poder, seja meu defensor contra as maldades e perseguições dos meus inimigos.

Glorioso Ogum, em nome de Deus, estenda-me o seu escudo e as suas poderosas armas, defendendo-me com a sua força e com a sua grandeza, e que debaixo das patas de seu fiel ginete meus inimigos fiquem humildes e submissos a vós. Assim seja, com o poder de Deus, de Jesus e da falange do divino Espírito Santo.

Que assim seja, amém!"

São Jorge é Ogum ou Oxóssi?

"Oxóssi é o orixá da caça, das florestas e da fartura. Também é conhecido como o guerreiro de uma flecha só por conta da precisão de suas estratégias de caça. Suas histórias trazem lições sobre o trabalho, a família, o compartilhamento e as estratégias de vida. Com um caráter protetor e esperto, Oxóssi traz consigo o arquétipo do homem provedor e cuidadoso.

Oxóssi e suas representações tiveram um papel fundamental na história da diáspora dos povos africanos para o Brasil e outras nações da América. Ele é sincretizado com dois santos católicos a depender da região, pode ser São Jorge (Bahia) ou São Sebastião (Rio de Janeiro).


Seu símbolo é o ofá, um arco e flecha; sua saudação é Okê Arô, que faz referência a sua linhagem nobre no povo de Ketu, localizado onde hoje é a Nigéria. Não à toa, seus filhos costumam ter o comportamento altivo, elegante e mantêm a cabeça aberta para novas ideias, sem abrir mão de seus planos pessoais."

Oxóssi e São Jorge
O sincretismo com São Jorge acontece pela relação entre “matar o dragão” e a atividade de caça. A figura do cavaleiro também está relacionada a Oxóssi. Alguns dizem que o agueré (dança de Oxóssi) simula uma cavalgada.


Oração a Oxóssi
Muitas das “orações” das religiões de matriz africana são cantadas. Uma dessas cantigas entoadas a Oxóssi, e que o pai Rodney ensina, é:

“Omo Alaketu re
Faraimará
Araketu re faraimará”

Tradução:

“Filhos do rei de Ketu
Abraçai-vos
Povo de Ketu, uni-vos”




domingo, 12 de abril de 2026

"Antes do Berço!" O que foi combinado no Ministério Espiritual para o seu reencarne.



A Doutrina Espírita nos esclarece que, todos nós antes do berço estávamos na espiritualidade, examinando as nossas próprias necessidades de crescimento e aperfeiçoamento, pedimos então para renascer novamente (reencarnação) para dar o devido cumprimento aos nossos deveres que ficaram pendentes e urgentes.

Alguns pediram para renascerem com certas deficiências corpóreas, afim de se  reajustar, valorizar naquilo que fora comprometidos em vidas anteriores, bem como elevar-se em seu crescimento e também sentimentos. Já muitos outros, rogaram para renascerem com algumas enfermidades, e que fossem de longa duração para que pudessem expurgar, reeducar todos os seus impulsos menos digno.

Muitos outros ainda, pediram para renascerem com aquela lesão corporal (física), bem como na falta de algum membro, mutilados, com diversos complexos psicológicos, afim de sofrerem e se lembrarem dos atos praticados através da força e da brutalidade praticadas em outros tempos.  

Muitos companheiros pedem para renascerem dentro de um lar amargo com reencontros com antigos adversários e ou comparsas  do passado, afim de buscarem o perdão, na assimilação do amor ao próximo e a si mesmo, tentando resgatar seus velhos débitos acumulados ao longos de milênios.

Muitas outras pessoas renasceram estéreis, outros pediram para renascerem impotentes, em virtude do mau uso da sexualidade e também da prática assassina do aborto. Hoje renascem assim para aprenderem a dar o devido valor da vida, do amor, do sexo e da maternidade.

Uma infinidades de duras provas foram selecionadas por nós mesmos lá no mundo dos espíritos. Deus nada tem com isso, pois fomos iguais crianças prematuras e levadas da brecas, avançamos as gradinhas de proteção de nossos próprios berços, surgindo aí as amargas sequelas. 

Muitos de nós abandonaremos as difíceis provas do caminho, fugindo para o suicídios, para as drogas e outros tantos atalhos negativos que a vida oferece. Esses então, retornarão para o mundo das origens muito tristes, derrotados, humilhados  e destruídos pela própria falta de fé e de coragem.

Aceitemos todas essas dificuldades do caminho sem murmurar, sem julgar, pois todas elas são as respostas da Providência Divina em nosso favor, bem como aos nossos anseios de reajustes e sublimação. 

Reflitamos bem sobre isso !



sexta-feira, 10 de abril de 2026

CULTURARTE 307 - abril de 2026

CULTURARTE 307 - abril de 2026


- 19 de abril, Dia dos Povos Indígenas - Salve os povos originários
- Você pode e deve ser feliz também sozinha, com Roberta Avellar
- Gisele Marques dá o ponta pé inicial ao Projeto Águia
- Exemplo de superação, Danny Cruz alerta para a violência doméstica
- O que é quem é uma mulher de coragem?
- Os benefícios da caminhada

Tudo isso na edição de abril do Informativo CULTURARTE, já circulando nas versões on line e revista eletrônica












terça-feira, 7 de abril de 2026

Iroko: Árvore orixá e orixá da árvore

Iroco (IROKO)é a grande árvore encantada, pai e mãe de tudo que existe no mundo sagrado; temida, amada e respeitada por aqueles que a conhecem de perto, é a morada dos orixás (dos iorubas), voduns (dos povos fon ou jeje), inquices (dos bantos) e de todos os tipos de espíritos, feiticeiros e bruxas. Para o corte dos galhos de Iroco, é preciso que se façam oferendas e, mesmo assim, nunca se sabe...

Conta a tradição que os furacões e os raios respeitam os Irocos: Iansã, a senhora dos ventos e das tempestades, poupa todas as “moradas” do orixá da árvore, com quem mantem uma estreita afinidade.

Essa árvore, tão absolutamente sagrada, é chamada de Iggi Olórum (árvore do Senhor dos Céus, para muitos o mesmo Deus de Israel e dos cristãos) e só pode ser a expressão do divino: é o Orixá Iroco para os iorubas; o Vodum Loco para os Fons do Benin; o Orixá Olorokê para os efãs e ijexas; o Inquice Tempo para grande parte do povo banto. Para o povo jeje-mahi (do Dahomey, atual República do Benin), a árvore sagrada é a morada de Azanadô (ou Azonnondo), vodum masculino da família de Bessen, o Oxumarê dos iorubas.

O verdadeiro Iroco é uma enorme árvore que existe somente na África; é classificada cientificamente como Clorophora excelsa. No Novo Mundo, Iroco escolheu outras moradas sagradas: no Brasil reside geralmente em um tipo de gameleira, Ficus religiosa, que pode viver mais de dois séculos; essa árvore abundante na Bahia, abriga o orixá e nele se transforma, sendo absolutamente necessária para o culto das divindades afro-brasileiras.

Iroco é vanguardeiro e sabe ouvir

Iroco é o comandante de todas as árvores sagradas, o vanguardeiro; isso o aproxima do orixá Ogum.

Os demais Osa Iggi devem-lhe obediência porque só ele é Iggi Olórum, a árvore do Senhor do céu. É preciso que falemos e tenhamos boa convivência com essa divindade silenciosa e turbulenta, contemplativa que mais gosta de ouvir que de falar, generosa e gentil, colérica e terrível, apaixonada e também cruel, mais muito justiceira. Iroco é a árvore da vida e a vida é tudo, aceita tudo e continua sendo.

“...Quem é que pode com Iroco? Iroco não é fácil! – diz a sábia Locossi, ebome Cidália Soledade Barbosa, do candomblé do Gantois.

Iroco é o orixá patrono da liberdade, porque mora “no tempo” e detesta espaços fechados e muros ao seu redor. É belo, dá sombra e testemunha a eternidade, chamando-nos à festa da vida e ao respeito a natureza.

Iroco é da terra, fogo e ar

Veremos outros mitos nos quais Osa Iggi aparece como o cemitério (forma como era usado na África); isso o aproxima de Xapanã, grande senhor do elemento terra, “o dono” das necrópoles.

Os familiares dos mortos costumavam, na África, colocar os cadáveres dos parentes nos grandes orifícios dos baobas e dos irocos africanos, o que, mesmo tornando-se com o tempo impraticável, deu a Iroco o apelida de “árvore-cemitério”. O ritual fúnebre chamado axexe, do original ajejê (vigília do caçador), teve lugar, inicialmente, em um pé de iroco.

Iroco se veste de Branco

Iroco se veste sempre de branco; isso mostra sua relação com o mundo dos ancestrais, o que ocorre com quase todos os demais orixás das árvores.

Iroco – Loco usa essa cor também porque suas fortes e muitas vezes violentas energias devem ficar contidas, equilibradas. O vodun Loco também se traja de branco, assim como Oloroquê que, quando manifestado, dança em volto em um lençol, lembrando-nos o Ojá que enfeita árvore.

“Ê Tempo zará! Ê Tempo zará, Tempo! Eila mano, eila cumpadi!”

Tempo é um inquice semelhante a Iroco-Loco. Para algumas pessoas, representa o próprio tempo, que não para de passar. Mora na Ficus religiosa e nas mangueiras; mas não é considerado um inquice árvore, e sim uma divindade que é cultuada ao pé de uma árvore sagrada. Apresenta muitas características do Inquice Cavungu, semelhante ao Omolu dos iorubas que é considerado irmão de Tempo pelos membros da nação congo-angola, responsável por obrigações de muito fundamento.

Contos de Ifá e contos populares sobre Iroco e outras árvores sagradas

Árvore “vira” orixá, gente “vira” no orixá e orixá “vira” árvore

Iroco era uma árvore muito importante, importante a valer. Tão importante que todos iam ao pé dela para pedir coisas, dar-lhe presentes, olhar sua beleza e imponência.

Exu era o senhor dos caminhos cruzados.

Olofim determinou que os orixás e ibejis (os gêmeos) fossem cultuados pelos viventes. Eles receberam a ordem de sair pelo mundo à procura de seus filhos, o que aproximaria o mundo dos encantados do mundo das pessoas, para a felicidade de todos.

Iroco era muitíssimo cultuado e trabalhava muito, até demais. Os carregos grandes iam para o pé da árvore e cada vez mais o povo pedia. Pediam tanto a essa árvore, que os milagres começaram a acontecer e os pedidos e promessas triplicavam... Iroco cada vez mais popular, de tanto que pediam e de tanto que ele trabalhava sem parar.

Um dia os oluôs (adivinhos) fizeram uma “junção” para conversar sobre essa árvore, que tanto estava dando o que falar. Foram lá para baixo dela, na sombra e começaram a jogar. Resolveram pedir a Iroco que ele viesse fazer parte do Axé, junto com os outros orixás, para que “fosse feito”.

Ele respondeu que sim, que passaria para o lado dos orixás de vez, mas que jamais moraria dentro de uma casa de orixá. Ia ficar na rua, que era seu lugar, do lado de fora, e não aceitaria muro em redor de si, mas cerca feita de várias tabuas, cada uma representando um membro do candomblé. Queria morar cercado pelo povo-de-santo, sua gente, mais fora de qualquer casa, que é o seu principal ewó (proibição).

Tudo dele tinha de ser feito na rua. Ele se vestiria sempre de branco e “responderia” em todas as nações. “Sem essa” de “nação pura”, com ele? Cada uma tem seu encanto próprio e a união faz a força.

Atenderia pelos seguintes nomes: Iroco, Loco, Olo Oco, Oloroquê e Tempo. Os oluôs concordaram e disseram que tudo seria feito de acordo com sua vontade.

Dito e feito.

La perto havia uma feira de cheia de movimento. Iroco soprou, soprou o seu hálito, em forma de vento, foi cair sobre a cabeça de uma moça o hálito, em forma de vento, foi cair sobre a cabeça de uma moça, que vendia na feira. A moça começou a rodar, a rodar, a rodar, e foi cair nos pés de Iroco, nascendo a primeira locossi... A primeira filha de Iroco na Terra!

Esta era a grande resposta do Senhor da Árvore aos babalaôs:

“Roko dê, Sororô...

Oguê, Oguê, Sororô...”

Isso quer dizer que Iroco chega no axé, chega para dançar e ficar.

Podem falar que Iroco chegou!

Vendo aquilo, todos os orixás correram para o pé de Iroco, para uma grande junção. (“gente comum faz reunião; orixá faz junção...”) Chegaram trazendo suas comidas prediletas: Ogum levou um inhame assado, Oxóssi levou milho amarelo, Omolu levou pipoca e feijão preto, Ossãim levou farofa de mel de abelha, Oxumarê levou farofa de feijão, Xangô levou amalá, Oxalufã levou milho branco, Oxoguiã, bolo de inhame cozido, Orunmilá levou ossos.

Exu chegou, correndo e levou cachaça. Ajoelhou-se nos pés de Iroco e jogou três pingos no chão, cheirou três vezes e bebeu um pouco. Nesse momento transformou-se em árvore, Ogum em cachorro, Oxóssi em vaga-lume, Omolu em aranha, Oxala em camaleão, Oxumarê em cobra, Xangô em cágado e as comidas ficaram no pé da árvore.

A moça foi recolhida e assim foi iniciado de que se tem notícia.

Dizem que o nome desse Iroco trouxe foi muito lindo, bonito mesmo!


Pesquisa do livro “Iroco, o orixá da arvore e a arvore orixá”.

Por Cleo Martins e Roberval Marinho

Editora Pallas: coleção Orixás – ano 2002

domingo, 5 de abril de 2026

Ele fez por nós. Renasça Nele! Feliz Páscoa, Feliz Renascimento!

O RENASCIMENTO DENTRO DE VOCÊ


A crucificação de Jesus Cristo não foi apenas um momento de dor — foi o maior ato de amor que o mundo já conheceu.

Ele foi traído, humilhado, ferido… carregou uma cruz que não era d’Ele. Cada passo no caminho do calvário era o peso dos nossos erros, das nossas falhas, das nossas quedas. E mesmo assim, Ele não desistiu.

Pregado na cruz, entre o céu e a terra, Ele poderia ter escolhido descer… mas escolheu ficar. Não pelos pregos, mas por amor.

Enquanto muitos zombavam, Ele perdoava.

Enquanto sofria, Ele pensava em nós.

Enquanto a vida parecia se apagar, a esperança estava nascendo.

A cruz, que era símbolo de morte, se tornou símbolo de salvação.

Isso nos confronta profundamente: — Quantas vezes desistimos por muito menos?

— Quantas vezes reclamamos, esquecendo do sacrifício que foi feito por nós?

A crucificação nos lembra que o amor verdadeiro não é apenas sentimento — é entrega, é renúncia, é sacrifício.

Hoje, ao olhar para a cruz, não veja apenas sofrimento… veja graça.

Não veja apenas dor… veja perdão.

Não veja o fim… veja o começo de uma nova vida.

Porque Ele morreu por você…

mas também ressuscitou para te dar vida.