Deus, nosso Pai, CAMINHE pela minha casa e leve embora todas as minhas preocupações e doenças, e POR FAVOR, vigia e cura a minha família em nome de Jesus ... AMÉM

sexta-feira, 10 de abril de 2026

CULTURARTE 307 - abril de 2026

CULTURARTE 307 - abril de 2026













terça-feira, 7 de abril de 2026

Iroko: Árvore orixá e orixá da árvore

Iroco (IROKO)é a grande árvore encantada, pai e mãe de tudo que existe no mundo sagrado; temida, amada e respeitada por aqueles que a conhecem de perto, é a morada dos orixás (dos iorubas), voduns (dos povos fon ou jeje), inquices (dos bantos) e de todos os tipos de espíritos, feiticeiros e bruxas. Para o corte dos galhos de Iroco, é preciso que se façam oferendas e, mesmo assim, nunca se sabe...

Conta a tradição que os furacões e os raios respeitam os Irocos: Iansã, a senhora dos ventos e das tempestades, poupa todas as “moradas” do orixá da árvore, com quem mantem uma estreita afinidade.

Essa árvore, tão absolutamente sagrada, é chamada de Iggi Olórum (árvore do Senhor dos Céus, para muitos o mesmo Deus de Israel e dos cristãos) e só pode ser a expressão do divino: é o Orixá Iroco para os iorubas; o Vodum Loco para os Fons do Benin; o Orixá Olorokê para os efãs e ijexas; o Inquice Tempo para grande parte do povo banto. Para o povo jeje-mahi (do Dahomey, atual República do Benin), a árvore sagrada é a morada de Azanadô (ou Azonnondo), vodum masculino da família de Bessen, o Oxumarê dos iorubas.

O verdadeiro Iroco é uma enorme árvore que existe somente na África; é classificada cientificamente como Clorophora excelsa. No Novo Mundo, Iroco escolheu outras moradas sagradas: no Brasil reside geralmente em um tipo de gameleira, Ficus religiosa, que pode viver mais de dois séculos; essa árvore abundante na Bahia, abriga o orixá e nele se transforma, sendo absolutamente necessária para o culto das divindades afro-brasileiras.

Iroco é vanguardeiro e sabe ouvir

Iroco é o comandante de todas as árvores sagradas, o vanguardeiro; isso o aproxima do orixá Ogum.

Os demais Osa Iggi devem-lhe obediência porque só ele é Iggi Olórum, a árvore do Senhor do céu. É preciso que falemos e tenhamos boa convivência com essa divindade silenciosa e turbulenta, contemplativa que mais gosta de ouvir que de falar, generosa e gentil, colérica e terrível, apaixonada e também cruel, mais muito justiceira. Iroco é a árvore da vida e a vida é tudo, aceita tudo e continua sendo.

“...Quem é que pode com Iroco? Iroco não é fácil! – diz a sábia Locossi, ebome Cidália Soledade Barbosa, do candomblé do Gantois.

Iroco é o orixá patrono da liberdade, porque mora “no tempo” e detesta espaços fechados e muros ao seu redor. É belo, dá sombra e testemunha a eternidade, chamando-nos à festa da vida e ao respeito a natureza.

Iroco é da terra, fogo e ar

Veremos outros mitos nos quais Osa Iggi aparece como o cemitério (forma como era usado na África); isso o aproxima de Xapanã, grande senhor do elemento terra, “o dono” das necrópoles.

Os familiares dos mortos costumavam, na África, colocar os cadáveres dos parentes nos grandes orifícios dos baobas e dos irocos africanos, o que, mesmo tornando-se com o tempo impraticável, deu a Iroco o apelida de “árvore-cemitério”. O ritual fúnebre chamado axexe, do original ajejê (vigília do caçador), teve lugar, inicialmente, em um pé de iroco.

Iroco se veste de Branco

Iroco se veste sempre de branco; isso mostra sua relação com o mundo dos ancestrais, o que ocorre com quase todos os demais orixás das árvores.

Iroco – Loco usa essa cor também porque suas fortes e muitas vezes violentas energias devem ficar contidas, equilibradas. O vodun Loco também se traja de branco, assim como Oloroquê que, quando manifestado, dança em volto em um lençol, lembrando-nos o Ojá que enfeita árvore.

“Ê Tempo zará! Ê Tempo zará, Tempo! Eila mano, eila cumpadi!”

Tempo é um inquice semelhante a Iroco-Loco. Para algumas pessoas, representa o próprio tempo, que não para de passar. Mora na Ficus religiosa e nas mangueiras; mas não é considerado um inquice árvore, e sim uma divindade que é cultuada ao pé de uma árvore sagrada. Apresenta muitas características do Inquice Cavungu, semelhante ao Omolu dos iorubas que é considerado irmão de Tempo pelos membros da nação congo-angola, responsável por obrigações de muito fundamento.

Contos de Ifá e contos populares sobre Iroco e outras árvores sagradas

Árvore “vira” orixá, gente “vira” no orixá e orixá “vira” árvore

Iroco era uma árvore muito importante, importante a valer. Tão importante que todos iam ao pé dela para pedir coisas, dar-lhe presentes, olhar sua beleza e imponência.

Exu era o senhor dos caminhos cruzados.

Olofim determinou que os orixás e ibejis (os gêmeos) fossem cultuados pelos viventes. Eles receberam a ordem de sair pelo mundo à procura de seus filhos, o que aproximaria o mundo dos encantados do mundo das pessoas, para a felicidade de todos.

Iroco era muitíssimo cultuado e trabalhava muito, até demais. Os carregos grandes iam para o pé da árvore e cada vez mais o povo pedia. Pediam tanto a essa árvore, que os milagres começaram a acontecer e os pedidos e promessas triplicavam... Iroco cada vez mais popular, de tanto que pediam e de tanto que ele trabalhava sem parar.

Um dia os oluôs (adivinhos) fizeram uma “junção” para conversar sobre essa árvore, que tanto estava dando o que falar. Foram lá para baixo dela, na sombra e começaram a jogar. Resolveram pedir a Iroco que ele viesse fazer parte do Axé, junto com os outros orixás, para que “fosse feito”.

Ele respondeu que sim, que passaria para o lado dos orixás de vez, mas que jamais moraria dentro de uma casa de orixá. Ia ficar na rua, que era seu lugar, do lado de fora, e não aceitaria muro em redor de si, mas cerca feita de várias tabuas, cada uma representando um membro do candomblé. Queria morar cercado pelo povo-de-santo, sua gente, mais fora de qualquer casa, que é o seu principal ewó (proibição).

Tudo dele tinha de ser feito na rua. Ele se vestiria sempre de branco e “responderia” em todas as nações. “Sem essa” de “nação pura”, com ele? Cada uma tem seu encanto próprio e a união faz a força.

Atenderia pelos seguintes nomes: Iroco, Loco, Olo Oco, Oloroquê e Tempo. Os oluôs concordaram e disseram que tudo seria feito de acordo com sua vontade.

Dito e feito.

La perto havia uma feira de cheia de movimento. Iroco soprou, soprou o seu hálito, em forma de vento, foi cair sobre a cabeça de uma moça o hálito, em forma de vento, foi cair sobre a cabeça de uma moça, que vendia na feira. A moça começou a rodar, a rodar, a rodar, e foi cair nos pés de Iroco, nascendo a primeira locossi... A primeira filha de Iroco na Terra!

Esta era a grande resposta do Senhor da Árvore aos babalaôs:

“Roko dê, Sororô...

Oguê, Oguê, Sororô...”

Isso quer dizer que Iroco chega no axé, chega para dançar e ficar.

Podem falar que Iroco chegou!

Vendo aquilo, todos os orixás correram para o pé de Iroco, para uma grande junção. (“gente comum faz reunião; orixá faz junção...”) Chegaram trazendo suas comidas prediletas: Ogum levou um inhame assado, Oxóssi levou milho amarelo, Omolu levou pipoca e feijão preto, Ossãim levou farofa de mel de abelha, Oxumarê levou farofa de feijão, Xangô levou amalá, Oxalufã levou milho branco, Oxoguiã, bolo de inhame cozido, Orunmilá levou ossos.

Exu chegou, correndo e levou cachaça. Ajoelhou-se nos pés de Iroco e jogou três pingos no chão, cheirou três vezes e bebeu um pouco. Nesse momento transformou-se em árvore, Ogum em cachorro, Oxóssi em vaga-lume, Omolu em aranha, Oxala em camaleão, Oxumarê em cobra, Xangô em cágado e as comidas ficaram no pé da árvore.

A moça foi recolhida e assim foi iniciado de que se tem notícia.

Dizem que o nome desse Iroco trouxe foi muito lindo, bonito mesmo!


Pesquisa do livro “Iroco, o orixá da arvore e a arvore orixá”.

Por Cleo Martins e Roberval Marinho

Editora Pallas: coleção Orixás – ano 2002

domingo, 5 de abril de 2026

Ele fez por nós. Renasça Nele! Feliz Páscoa, Feliz Renascimento!

O RENASCIMENTO DENTRO DE VOCÊ


A crucificação de Jesus Cristo não foi apenas um momento de dor — foi o maior ato de amor que o mundo já conheceu.

Ele foi traído, humilhado, ferido… carregou uma cruz que não era d’Ele. Cada passo no caminho do calvário era o peso dos nossos erros, das nossas falhas, das nossas quedas. E mesmo assim, Ele não desistiu.

Pregado na cruz, entre o céu e a terra, Ele poderia ter escolhido descer… mas escolheu ficar. Não pelos pregos, mas por amor.

Enquanto muitos zombavam, Ele perdoava.

Enquanto sofria, Ele pensava em nós.

Enquanto a vida parecia se apagar, a esperança estava nascendo.

A cruz, que era símbolo de morte, se tornou símbolo de salvação.

Isso nos confronta profundamente: — Quantas vezes desistimos por muito menos?

— Quantas vezes reclamamos, esquecendo do sacrifício que foi feito por nós?

A crucificação nos lembra que o amor verdadeiro não é apenas sentimento — é entrega, é renúncia, é sacrifício.

Hoje, ao olhar para a cruz, não veja apenas sofrimento… veja graça.

Não veja apenas dor… veja perdão.

Não veja o fim… veja o começo de uma nova vida.

Porque Ele morreu por você…

mas também ressuscitou para te dar vida.

sábado, 4 de abril de 2026

O SEXO INVISÍVEL: A VERDADE ESPIRITUAL SOBRE A PROMISCUIDADE (E OS VAMPIROS QUE VÃO PARA A CAMA COM VOCÊ)


 Muita gente confunde prazer com preenchimento. Vive encontros rápidos, coleciona experiências e, no fim, volta para casa com um vazio difícil de explicar, uma exaustão estranha e a sensação de ter perdido algo de si. Pela visão espírita, a intimidade sem consciência não movimenta apenas o corpo: ela também expõe a alma a vínculos inferiores e desgastes profundos.

Em Missionários da Luz, André Luiz observa um rapaz envolvido por formas microscópicas perturbadoras. Alexandre esclarece que não se tratava de micróbios comuns, mas de bacilos psíquicos, gerados pela sede desgovernada de prazeres inferiores. Pela incontinência emocional e pelos abusos no campo sexual, o jovem atraía entidades grosseiras que se lhe aderiam ao campo vital, sugando-lhe as forças como vampiros invisíveis.

A Doutrina Espírita ensina que o corpo físico é extensão do corpo espiritual. Quando a criatura banaliza a energia sexual, cria ao redor de si uma faixa fluídica densa, marcada por impulsos desordenados, que favorece o contágio perispirítico e a aproximação de presenças infelizes em sintonia com os mesmos excessos.

A ciência mostra que todo organismo depende de ambiente propício para adoecer ou preservar-se. Na leitura espiritual, o mesmo ocorre com a alma: emoções desregradas enfraquecem as defesas do perispírito e abrem espaço para formas parasitárias que se alimentam da energia criadora desperdiçada.

Mas sexo não é culpa. É força sagrada da vida, que pede respeito, consciência e responsabilidade. Quem protege a própria intimidade protege também a própria paz. Recolha-se, selecione melhor seus vínculos, cure o vazio que nenhum prazer apressado resolve. A prece, a disciplina emocional e o respeito ao próprio corpo são escudos reais para limpar a aura e devolver dignidade à energia do amor.

quinta-feira, 2 de abril de 2026

Dia 2 de abril comemora-se o nascimento de Chico Xavier

 


Francisco Cândido Xavier, mais conhecido como Chico Xavier, nasceu em Pedro Leopoldo, no dia 2 de abril de 1910, e desencarnou em Uberaba, em 30 de junho de 2002. Médium, filantropo e um dos mais importantes expoentes do Espiritismo, deixou extensa obra psicografada.

Em seu aniversário de nascimento, conheça um pouco mais de sua biografia:

Chico Xavier (1910-2002) foi um médium brasileiro, reconhecido como o maior psicógrafo de todos os tempos. Com 4 anos de idade já via e ouvia os espíritos e conversava com eles.

Seu primeiro livro com 256 poemas, atribuídos a poetas mortos, foi publicado em 1932. Psicografou mais de 400 livros e doava os direitos autorais para a Federação Espírita.

Infância e juventude

Chico Xavier nasceu em Pedro Leopoldo, Minas Gerais, no dia 2 de abril de 1910. Filho do operário João Cândido Xavier e da lavadeira Maria João de Deus, ficou órfão de mãe quando tinha cinco anos de idade.

Seu pai se viu obrigado a entregar alguns dos seus nove filhos aos cuidados de pessoas amigas e Chico Xavier ficou aos cuidados de sua madrinha, mulher nervosa que o maltratava cruelmente.

Várias vezes, Chico ouvia sua falecida mãe dizer que enviaria um anjo para reunir toda a família. A segunda esposa de seu pai reuniu todos os seus irmãos e ainda teve mais cinco filhos.

Chico Xavier passou a ter sonhos e durante a noite se levantava agitado e conversava com os espíritos. De manhã, contava seus sonhos a sua família. O pai resolveu leva-lo ao vigário de Matozinhos que depois de ouvi-lo recomendou que o garoto não lesse mais jornais, revistas e livros. Disse-lhe que ninguém volta depois da morte.

Ao conversar com sua mãe, triste por não ser compreendido por ninguém, Chico escutou dela que precisava modificar seus pensamentos, que não deveria ser uma criança indisciplinada, para não ganhar antipatia dos outros. Deveria aprender a se calar e que, quando se lembrasse de alguma lição ou experiência recebida em sonho, que a seguisse.

Disse-lhe que ele precisava aprender a obediência para que Deus um dia lhe concedesse a confiança dos outros. Durante 7 anos consecutivos, de 1920 a 1927, ele não teve mais qualquer contato com sua mãe.

Educado na fé católica, Chico Xavier obedecia às obrigações que lhe eram indicadas pela Igreja. Se confessava, comungava, comparecia pontualmente a missa e acompanhava as procissões. Levantava cedo para começar as tarefas escolares e em seguida seguia para o serviço da fábrica onde trabalhava de três da tarde até onze da noite.

Em 1925, Chico deixou a fábrica indo trabalhar na venda do Sr. José Felizardo. As perturbações noturnas voltaram e depois de dormir, caia em transe profundo.

A primeira e única professora de Chico que descobriu sua mediunidade psicográfica foi D. Rosália, que fazia passeios campestres com os alunos e no dia seguinte deveriam levar uma redação descrevendo o passeio. As de Chico tiravam sempre o primeiro lugar.

No dia 7 de maio de 1927 uma de suas irmãs ficou doente e um casal de espíritas, reuniu-se com sua família e realizaram a primeira sessão espírita que teve lugar na casa de Chico Xavier em Pedro Leopoldo.

Na mesa, estavam dois livros, “O Evangelho Segundo o Espiritismo” e o “O Livro dos Espíritos”, de Allan Kardec. Chico ouviu da mãe: “Meu filho, eis que estamos juntos novamente. Os livros à nossa frente são dois tesouros de luz. Estude-os, cumpra com seus deveres e em breve a bondade divina nos permitirá mostrar a você seus novos caminhos”.

Em junho do mesmo ano, foi cogitada a fundação de um núcleo doutrinário. Em fins de 1927 o Centro Espírita Luiz Gonzaga, sediado na residência de João Cândido Xavier, que se fez presidente da instituição, já estava formado e bem frequentado.

Primeira sessão em público

Uma nova sede do Centro Espírita Luiz Gonzaga foi construída no local onde se erguia a antiga casa de Maria João de Deus, mãe de Chico Xavier. Em 8 de julho de 1927, Chico Xavier fez a primeira atuação do serviço mediúnico, em público.

Primeiro livro

Seu primeiro livro psicografado, “Parnaso de Além-Túmulo”, que reúne 256 poemas, atribuídos à poetas mortos, foi publicado em julho de 1932. Em 1950, Chico Xavier já havia psicografado mais de 50 livros.

Mudança para Uberaba

Sob a orientação dos Benfeitores Espirituais, no dia 5 de janeiro de 1959, Chico Xavier mudou-se para Uberaba, iniciando nessa mesma data as atividades mediúnicas, em reunião pública da “Comunhão Espírita Cristã”.

Nessa época, teve início a famosa peregrinação. Aos sábados, saindo da “Comunhão Espírita-Cristã”, o médium visitava alguns lares carentes levando-lhes a alegria de sua presença amiga acompanhado por grande número de pessoas. A cidade de Uberaba, transformou-se num polo de atração de inúmeros visitantes das mais variadas regiões do Brasil e até mesmo do exterior.

Chico psicografou 451 livros, que reproduziam o que os espíritos lhe transmitiam. Seus livros foram traduzidos para vários países. Psicografou várias cartas de mortos para suas famílias. Os direitos autorais de seus livros publicados eram cedidos gratuitamente às editoras espíritas e desde os anos 70, Chico ajudava as pessoas necessitadas.

Chico Xavier faleceu em Uberaba, Minas Gerais, no dia 30 de junho de 2002, após sofrer uma parada cardíaca. Foi encontrado no quarto, por seu filho adotivo.

Frases de Chico Xavier

A felicidade não entra em portas trancadas.

Lembra-te: em matérias de atitudes, a vida não fornece cópias para revisão.

Fico triste quando alguém me ofende, mas, com certeza, eu ficaria mais triste se fosse eu o ofensor… Magoar alguém é terrível!

Deus nos concede, a cada dia, uma página de vida nova no livro do tempo. Aquilo que colocarmos nela, corre por nossa conta.

Planejar a infelicidade dos outros é causar com as próprias mãos um abismo para si mesmo.

A caridade é um exercício espiritual… Quem pratica o bem, coloca em movimento as forças da alma.

Algumas obras psicografadas por Chico Xavier

Crônicas de Além-Túmulo (1937)

Emmanuel (1938)

Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho (1938)

A Caminho da Luz Emmanuel (1938)

Há Dois Mil Anos Emmanuel (1939)

Cinquenta Anos Depois Emmanuel (1940)

O Consolador Emmanuel (1941)

Paulo e Estevão Emmanuel (1942)

Nosso Lar (1944)

Missionários da Luz (1945)

Ação e Reação (1957)

A Caminho da Luz (1961)

Companheiro Emmanuel (1977)

Retratos da Vida (1985)

Queda e Ascensão da Casa dos Benefícios (1991)

Escada de Luz – Diversos Espíritos (1999)

Fonte: ebiografia e Comunhão Espírita de Brasília



quarta-feira, 25 de março de 2026

CULTURARTE 306 - março de 2026 (segunda edição)

CULTURARTE 306
março de 2026 (segunda edição)



- Ainda comemorando o Mês da Mulher, o CULTURARTE traz matérias fantásticas
- ADRIANA RODRIGUES MONTEIRO, Gata Verão 2026 e Musa da Região dos Lagos 2026. Mariana Araújo é a Gata Verão Plus Size 2026
- Um belíssimo texto de Simone de Beauvoir, ENVELHECI À FRANCESA: sem alarde, sem ruptura, apenas deixando o tempo passar
- Os 90 anos de Carlos Alberto de Nóbrega, o herdeiro do banco mais famoso do Brasil
- "A tóxica era eu... mas eu renasci!!!, um texto inspirador

Tudo isso na segunda edição de março do INFORMATIVO CULTURARTE, já circulando nas versões on line e revista eletrônica










domingo, 22 de março de 2026

ESSA É A UMBANDA QUE EU ACREDITO!!!

 


A UMBANDA QUE EU ACREDITO, 

Não traz o "amor" em 7 dias nem tampouco em 24 horas.

A Umbanda que eu acredito, respeita o livre arbítrio.

A Umbanda que eu acredito, não faz "amarração" para isso; ou para aquilo...

A Umbanda que eu acredito, é a Umbanda do pé no chão.

A Umbanda que eu acredito, é a do passe gratuito e não das "consultas particulares".

A Umbanda que eu acredito, é a da gira dentro da corrente mediúnica, e não a da gira on line.

A Umbanda que eu acredito, não faz "trabalho" para destruir a vida dos outros;

A Umbanda que eu acredito, zela pela a integridade da vida (em todos os sentidos...)

A Umbanda que eu acredito, é a Umbanda da paz, do amor e da caridade.

Essa é a Umbanda que eu acredito!

Paz, luz e leveza no nosso caminhar...

Saravá Umbanda! 



quinta-feira, 19 de março de 2026

SALVE SÃO JOSÉ, SALVE XANGÔ, SALVE TODOS OS ARTESÃOS


19 de março é um dia mais que especial, afinal, são dois bons motivos para se comemorar: O dia do Artesão que devemos comemorar muito, afinal ter o dom de criar e produzir cada peça, é mais que dom é dadiva de Deus.

E o dia do maior artesão de todos São José, o primeiro que temos relato, na Bíblia. Independente da minha ou da sua religião, a importância histórica do trabalho com as mãos fez com que a Organização das Nações Unidas (ONU) estabelecesse este dia como o Dia do Artesão, mesmo antes da atividade ser reconhecida como profissão formal no Brasil. A data escolhida foi o dia 19 de março, em que comemora-se o Dia do Artesão em homenagem à São José, o santo cristão que era carpinteiro e pai de Jesus, que herdou o seu ofício.

Sendo assim dia de festejar muito, de produzir novas peças e em cada uma deixar todo nosso carinho.

O que é ser Artesão?

Ser artesão é ter o dom do criar e recriar; de fazer cada peça com carinho e nunca uma peça fica igual a outra, sempre tem alguma diferença; tem um toque especial, das mãos de quem criou.

Resumindo comprar um trabalho manual é como levar um pedacinho de quem fez, um toque especial que só aquele profissional tem.

A história das políticas públicas no Brasil voltadas ao artesanato começa, efetivamente, com a antropóloga e então primeira-dama Ruth Cardoso ao criar o Programa do Artesanato Brasileiro (PAB) na década de 1990, durante o governo de Fernando Henrique Cardoso. Desde então, iniciativas para o desenvolvimento e sustentabilidade da atividade artesanal foram estabelecidas no país e reverberam até hoje.

No entanto, foi somente em 2015 que o projeto de Lei nº 13.180, sancionado pela ex-presidente Dilma Rousseff, regulamentou a profissão de quase 10 milhões de brasileiros que criam e produzem com suas mãos, levando sustento às suas famílias. A lei assinada em 22 de outubro de 2015 apresenta o artesão como "o indivíduo que exerce uma atividade predominantemente manual, que pode contar com o uso de ferramentas e outros equipamentos, com produção feita de forma individual, coletiva, associada ou cooperativada".

Segundo dados do IBGE, o setor do artesanato fatura mais de R$ 50 bilhões por ano, o equivalente a 3% do PIB do país. O artesão, além de propagar a cultura, move a economia local, sendo sua atividade de extrema importância para uma grande parcela da população impactada direta e indiretamente: desde fornecedores de matérias-primas passando por filhos e familiares até lojistas e distribuidores.

Dia de São José

Na data de hoje comemoramos o dia de São José, o maior de todos os artesãos. 

Esta é uma data religiosa que celebra a figura do "pai terreno" de Jesus Cristo e esposo de Maria, mãe de Cristo. É um dos santos mais venerados pela Igreja Católica em todo o mundo.

São José é conhecido também como José de Nazaré, José, o Carpinteiro e São José Operário, por causa da sua profissão, informação que podemos obter na Bíblia. Por esse motivo, no feriado do Dia do Trabalho - 1º de maio, é celebrado o Dia de São José Operário.

São José é considerado o padroeiro dos trabalhadores e das famílias, além de Patrono Universal da Igreja Católica. Em Portugal, o Dia dos Pais é celebrado no dia de São José.

História de São José 

De acordo com a Bíblia, José era noivo de Maria e, por ser um homem justo, foi escolhido para ser o pai terreno de Jesus.

Para tanto, um anjo apareceu em sonhos para que ele não rejeitasse Maria, uma vez que ela apareceria grávida apesar de não ter tido relações com José. O filho de Maria era Jesus, o Filho de Deus.

Quando Jesus estava perto de nascer, José e Maria tiveram que viajar para Belém a fim de fazerem o recenseamento, conforme tinha sido obrigado pelo governo romano.

Os locais para dormir estavam cheios e José teve que passar a noite numa gruta com Maria, onde nasceu Jesus.

Ainda de acordo com a Bíblia, José esteve presente na criação de Jesus e sustentou sua família com o seu trabalho de carpinteiro.

Oração de São José

A vós, São José, recorremos na nossa tribulação, cheios de confiança solicitamos a vossa proteção no dia de hoje para todos os pais de família.

Vós fostes o pai adotivo de Jesus, soubestes amá-Lo, respeitá-Lo e educá-Lo com amor e dedicação, como vosso próprio filho.

Olhai todos os pais do mundo e especialmente os da nossa comunidade, para que, com amor e dedicação, eduquem os seus filhos na fé cristã e para a vida.

Protegei todos os pais doentes que sofrem por não poderem dar saúde, educação e casa decente para seus filhos.

Protegei todos os pais que trabalham arduamente no dia a dia para não faltar nada aos seus filhos.

Protegei todos os pais que se dedicam de corpo e alma à sua família.

Iluminai todos os pais que não querem assumir sua paternidade.

Iluminai todos os pais que desprezam seus filhos e esposas.

Enfim, olhai por todos os pais, para que assumam e vivam com alegria sua vocação paterna. Amém.

Qual o orixá de São José?

No Candomblé, São José é sincretizado com Aganju, ou Xangô Aganju, sendo tratado como uma entidade primordial, associada à terra (em oposição à água) e às montanhas e vulcões.

Quem é Xangô no espiritismo?

Xangô é um orixá bastante cultuado pelas religiões afro-brasileiras, considerado deus da justiça, dos raios, dos trovões e do fogo, além de ser conhecido como protetor dos intelectuais.

O que é Xangô na umbanda?

Xangô é o orixá dos raios, trovões, grandes cargas elétricas e do fogo. É viril e atrevido, violento e justiceiro; castiga os mentirosos, os ladrões e os malfeitores. Por esse motivo, a morte pelo raio é considerada infamante.

São José e Xangô?

No sincretismo religioso, alguns o relacionam a Xangô, São José, o amado esposo da Virgem Maria e tutor amoroso do Mestre Jesus, foi um carpinteiro descendente de Davi. Ele também é chamado de São José "o Operário", protetor de todos os trabalhadores braçais.




terça-feira, 10 de março de 2026

Qual é a diferença da Umbanda para o Candomblé?

 


A discussão sobre a diferença entre Umbanda e Candomblé costuma surgir em rodas de conversa, reportagens e debates acadêmicos. Embora muitas pessoas coloquem ambas no mesmo grupo de religiões de matriz africana, cada uma possui história própria, formas diferentes de culto e maneiras distintas de se relacionar com o sagrado. Entender essas particularidades reduz estereótipos e amplia a compreensão sobre a diversidade religiosa no Brasil.

Tanto a Umbanda quanto o Candomblé integram a formação cultural brasileira e reúnem referências africanas, indígenas e europeias. No entanto, elas surgem em contextos históricos separados, dialogam com públicos diversos e se estruturam com regras específicas. A palavra-chave nesse debate é identidade. Ao analisar essas religiões, observamos como o país construiu maneiras singulares de lidar com a espiritualidade e com a herança africana.

Como surgiu o Candomblé no Brasil?

O Candomblé é uma religião de matriz africana que se consolidou no Brasil entre os séculos XVIII e XIX. Esse processo ocorreu principalmente nas regiões com forte presença de pessoas escravizadas, como Bahia, Rio de Janeiro e Pernambuco. Ele nasce da reunião de diferentes povos africanos, em especial de origem iorubá, jeje e bantu, que trouxeram seus cultos aos orixás, voduns e inquices. Nos terreiros, lideranças religiosas e comunidades preservaram, adaptaram e reorganizaram essas tradições. Desse modo, surgiram diferentes nações de Candomblé, como Ketu, Angola e Jeje.

Durante muito tempo, autoridades policiais perseguiram o Candomblé e setores da sociedade trataram a religião com preconceito. Muitas pessoas passaram a associá-lo, de forma pejorativa, à feitiçaria. Mesmo sob repressão, comunidades continuaram a realizar os rituais em espaços coletivos, geralmente afastados dos centros urbanos. Essa resistência preservou línguas, cantos, ritmos e mitos africanos, que hoje muitas pessoas reconhecem como patrimônio cultural e religioso do país.

Qual a diferença da Umbanda para o Candomblé em sua origem?

A principal diferença da Umbanda para o Candomblé na origem está no contexto de surgimento. Enquanto o Candomblé resulta diretamente da diáspora africana escravizada, a Umbanda nasce oficialmente no início do século XX, em 1908. Esse nascimento ocorre no Rio de Janeiro, em um ambiente urbano e já republicano. Ela surge como uma religião brasileira e sincrética. Assim, combina influências do espiritismo kardecista, de tradições africanas, do catolicismo popular e de práticas indígenas.

Na Umbanda, o culto não se organiza em nações. Em vez disso, as casas se estruturam em tendas ou terreiros de Umbanda, que podem seguir diferentes linhas. Alguns exemplos incluem Umbanda branca, Umbanda omolocô e Umbanda esotérica, entre outras vertentes. Essa flexibilidade produz grande diversidade interna na religião. Dessa forma, a prática de culto varia conforme a casa, a liderança religiosa e a região do país. Em comum, porém, permanece a valorização da mediunidade, da caridade espiritual e do atendimento gratuito à comunidade.

Quais entidades e orixás são cultuados em cada religião?

No Candomblé, o foco central recai sobre o culto aos orixás (ou voduns e inquices, a depender da nação). Cada orixá representa forças da natureza e aspectos da vida humana. Por exemplo, Xangô se liga à justiça, Oxum se associa às águas doces e Ogum se relaciona à guerra e aos caminhos. Em geral, os fiéis passam por iniciações e se vinculam a um orixá de cabeça. Assim, constroem um laço pessoal e profundo com essa divindade. Nas cerimônias, as entidades que se manifestam em transe correspondem ao próprio orixá incorporado, e não a espíritos de pessoas desencarnadas.

Na Umbanda, além dos orixás, os terreiros cultuam principalmente linhas de entidades espirituais. Entre elas, aparecem pretos-velhos, caboclos, crianças (erês), baianos, boiadeiros, marujos e exus. As casas apresentam essas entidades como espíritos que já viveram na Terra, com experiências diversas. Eles retornam para orientar, aconselhar e ajudar nas dificuldades do cotidiano. Os terreiros também reconhecem os orixás na Umbanda, mas, com frequência, compreendem-nos como forças que regem cada linha ou vibração espiritual.

Rituais, cerimônias e símbolos: o que muda na prática?

Na comparação entre Umbanda e Candomblé, os rituais evidenciam diferenças marcantes. No Candomblé, as cerimônias se estruturam em toques de atabaque, danças específicas para cada orixá e cantos em línguas africanas, como o iorubá. Em muitos casos, os rituais também incluem sacrifícios de animais. Esses sacrifícios integram o sistema de oferendas e de alimentação sagrada das divindades. Além disso, o espaço do terreiro apresenta organização rígida, com hierarquia bem definida. As iniciações costumam durar bastante tempo e exigem obrigações rituais que se estendem por anos.

Na Umbanda, os rituais geralmente se organizam em giras. Nelas, médiuns incorporam entidades espirituais ao som de pontos cantados e toques de atabaque. As músicas costumam aparecer em português, com refrões simples e fáceis de memorizar. O atendimento ao público acontece durante essas giras. Nesse momento, as entidades orientam, benzem e indicam banhos, rezas e firmezas. Os terreiros costumam utilizar velas, flores, ervas e elementos do cotidiano com bastante frequência. Muitos espaços não realizam sacrifício animal, sobretudo nas linhas mais próximas do espiritismo kardecista.

Em ambos os casos, os praticantes usam roupas específicas, colares, contas e objetos sagrados. No entanto, o significado e a forma de uso variam de acordo com a tradição de cada casa. A presença de toques de tambor, cânticos coletivos e danças em roda reforça a dimensão comunitária do culto, tanto na Umbanda quanto no Candomblé. Além disso, essas práticas fortalecem vínculos de solidariedade, pertencimento e identidade entre os participantes.

Influências culturais e papel na identidade brasileira

A influência do Candomblé e da Umbanda ultrapassa os limites dos terreiros e alcança a música, a literatura, o cinema e as festas populares. Ritmos como o samba, o afoxé e parte do axé music possuem raízes em cânticos e toques de Candomblé. Festas de largo, como a de Iemanjá e a lavagem do Bonfim, reúnem elementos religiosos e culturais e se transformam em símbolos de cidades inteiras, especialmente em Salvador e no Rio de Janeiro.

No caso da Umbanda, muitas práticas se disseminaram em rezas de família, em velas acesas em encruzilhadas e em promessas feitas a santos católicos. Além disso, diversas pessoas dirigem pedidos de proteção a caboclos e pretos-velhos. Esse conjunto de gestos favoreceu a expansão da religião pelo país e alcançou diferentes classes sociais. A presença das duas religiões na mídia, em produções audiovisuais e na internet, também constrói novas narrativas sobre a ancestralidade africana e indígena no Brasil. Dessa forma, Umbanda e Candomblé contribuem para valorização da cultura negra e para o combate ao racismo religioso.

Por que o respeito à diversidade religiosa é fundamental?

Umbanda e Candomblé ainda enfrentam episódios de intolerância religiosa, preconceito e violência. Muitas dessas agressões se apoiam em desinformação e em discursos de ódio. Ataques a terreiros, agressões verbais e falas que demonizam essas práticas revelam a necessidade de políticas públicas, educação e informação qualificada sobre as religiões de matriz africana. O reconhecimento legal e social desses cultos como parte da história nacional representa um passo importante para reduzir conflitos e garantir direitos.

O respeito à diversidade religiosa exige a compreensão de que a Umbanda e o Candomblé contribuem para a construção da identidade brasileira. Essas tradições preservam memórias de povos que sofreram escravização e processos de invisibilização ao longo dos séculos. Ao conhecer as diferenças entre Umbanda e Candomblé suas origens, entidades, rituais e valores , as pessoas compreendem com mais clareza que se tratam de tradições organizadas, com ética própria e papel social relevante.

Em um país marcado pela pluralidade de crenças, o diálogo entre religiões, a proteção dos terreiros e a valorização da herança africana e indígena fortalecem a democracia e a convivência pacífica. Reconhecer a importância da Umbanda e do Candomblé também significa reconhecer a contribuição de milhões de brasileiros e brasileiras. Muitas dessas pessoas encontram nessas práticas um caminho de espiritualidade, memória e pertencimento, tanto individual quanto coletivo.



CULTURARTE 305 - março de 2026

 CULTURARTE 305 - março de 2026



- Uma edição especial comemorando TODOS OS DIAS DAS MULHERES
- 8 de março, Dia Internacional da Mulher: mas é justo comemorar a mulher em único dia?
- Pricilla Darmont: a artesã, filha, mãe, esposa, guerreira!
- Mulheres: Maria Sem Vergonha de Ser Feliz!
- A belíssima história de Mariana Araújo, Gata Verão Plus Size 2026

Tudo isso na edição especial de março do Informativo CULTURARTE, já circulando nas versões on line e revista eletrônica










quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

CULTURARTE 304 - fevereiro de 2026 (segunda edição)

CULTURARTE 304
fevereiro de 2026 (segunda edição)



- UNIÃO DE MARICÁ realiza sonho e vence série ouro, subindo para o grupo especial.
- Mas as polêmicas e duvidas são muitas e o RESULTADO DA SÉRIE OURO VIRA CASO DE POLÍCIA. Prefeito de Maricá diz que vai investir cerca de R$ 30 milhões no carnaval de 2027.
- Se o ano começa depois do carnaval, então FELIZ NOVO ANO, FELIZ VIDA NOVA, editorial do jornalista Pery Salgado.
- EGILI OLIVEIRA brilha na Sapucaí com o projeto SAMBA NO CORAÇÃO.
- Você conhece MARIA GABRIELA DE ORLEANS E BRAGANÇA, a princesa do Brasil?

Tudo isso na segunda edição de fevereiro do Informativo CULTURARTE, já circulando nas versões on line e revista eletrônica.










sábado, 21 de fevereiro de 2026

O Evangelho… a Boa-Nova. A notícia divina que atravessou séculos para alcançar o coração humano

 A palavra, oriunda do grego euangelion, significa exatamente isso: boa mensagem, boas notícias.


Mas que notícia seria essa capaz de transformar destinos, consolar dores profundas e renovar consciências? A resposta ressoa nas páginas luminosas da Codificação Espírita.

Em O Evangelho segundo o Espiritismo, Allan Kardec nos apresenta o ensino moral do Cristo como roteiro seguro para a regeneração da humanidade. Ali, o Evangelho não é apenas um conjunto de narrativas históricas: é código de conduta, é lei de amor, é manual de iluminação interior. Kardec demonstra que a essência da mensagem de Jesus é universal, atemporal e profundamente racional — capaz de dialogar com a fé e com a razão.

Já em O Livro dos Espíritos, encontramos os fundamentos filosóficos que sustentam essa Boa-Nova: a imortalidade da alma, a justiça divina, a reencarnação e o progresso espiritual. O Evangelho, à luz do Espiritismo, deixa de ser promessa distante e torna-se explicação lógica da vida. Sofrimento passa a ser aprendizado. 

Perda transforma-se em reencontro futuro. A morte converte-se em passagem.

E quando avançamos para as obras psicografadas por Chico Xavier, percebemos o Evangelho pulsando como alimento diário da alma. Na coleção Fonte Viva de Emmanuel, psicografado por Chico Xavier comenta-se versículo por versículo, trazendo o ensinamento de Jesus para as lutas cotidianas — no lar, no trabalho, nas dores íntimas e nos desafios morais. 

O Evangelho deixa de ser leitura distante e passa a ser vivência prática.

Em Boa Nova, o próprio título ecoa o significado original da palavra: a Boa-Nova do Reino de Deus. Ali, vemos episódios da vida do Cristo e de seus seguidores retratados com sensibilidade espiritual, revelando que o Evangelho não é apenas história — é convite permanente à transformação.

A importância do Evangelho do Cristo não está apenas no consolo que oferece, mas na responsabilidade que desperta. Ele nos chama à caridade quando preferiríamos a indiferença. Convida-nos ao perdão quando o orgulho insiste na mágoa. Ensina-nos a amar quando o mundo ainda aprende a competir.

O Espiritismo não cria um novo Evangelho — ele ilumina o já existente, retirando-lhe o véu do literalismo e revelando sua profundidade espiritual. Mostra que a Boa-Nova é a certeza de que ninguém está perdido, de que todo sofrimento tem propósito e de que o amor é a lei maior do universo.

O Evangelho é a notícia mais sublime que a Terra já recebeu:

Deus é Pai.

A vida continua.

O amor vence.

E cada vez que abrimos suas páginas com sinceridade, a Boa-Nova renasce dentro de nós!

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

A HISTÓRIA DE CHICO XAVIER

 


Ele tinha apenas cinco anos quando a mãe morreu. E o que aconteceu depois foi uma das histórias mais dolorosas e ao mesmo tempo mais extraordinárias que você já vai ler na vida.

Mas antes de te contar o que aconteceu naquele quintal debaixo das bananeiras, preciso que você saiba uma coisa. Esse menino se tornou um dos maiores médiuns que o Brasil já conheceu. Seu nome era Francisco Cândido Xavier. Chico Xavier.

Mas naquele dia de setembro de 1915, quando Dona Maria João de Deus desencarnou, ele era apenas um garotinho de cinco anos que acabara de perder a mãe. Um dos nove filhos que ficaram órfãos. E o pai, sem condições de criar todos sozinho, teve que tomar a decisão mais difícil da vida dele.

Entregar os filhos para outras pessoas criarem.

Chico foi entregue aos cuidados de Dona Rita de Cássia. Uma velha amiga da família. A madrinha do menino. Na época, todo mundo achou que tinha sido uma bênção. "Pelo menos ficou com a madrinha", diziam. "Pelo menos ficou com alguém conhecido."

Ninguém sabia o inferno que estava por vir.

Dona Rita sofria de algo que hoje chamaríamos de obsessão espiritual. Ela era tomada por fúrias inexplicáveis. Explosões de raiva por qualquer coisa. Um prato mal lavado. Um barulho qualquer. A forma como o menino olhava.

E quando a raiva vinha, vinha com violência.

Todo dia, várias vezes ao dia, o pequeno Chico apanhava. Varas de marmeleiro que deixavam a pele em carne viva. Marcas roxas que cobriam as costas, os braços, as pernas.

Mas o pior ainda estava por vir.

Porque Dona Rita inventou uma forma de tortura que até hoje me faz tremer só de escrever. Ela pegava garfos. Garfos comuns de cozinha. E enfiava as pontas na barriga do menino. Deixava ali. Dependurados. Enquanto o sangue escorria e a criança gritava de dor.

"Esse menino tem o diabo no corpo", ela repetia enquanto torturava. "Tem o diabo no corpo."

Chico chorava. Chorava tanto que ficava sem voz. Corria pro quintal pra ninguém ver. Se escondia debaixo das velhas bananeiras com os garfos ainda pendurados na carne sangrenta.

E foi ali, naquele quintal, sangrando e sozinho, que ele se lembrou de algo.

A mãezinha dele orava todos os dias. Ela tinha ensinado ele a fazer o Pai Nosso. A conversar com Jesus. Mas na casa da madrinha não havia oração. Não havia Deus. Só havia dor.

Então o menino, com cinco anos, coberto de sangue e marcas de surra, se ajoelhou debaixo das bananeiras. Juntou as mãozinhas tremendo. E começou a rezar a oração que a mãe tinha ensinado.

"Pai nosso que estais no céu..."

As lágrimas caíam misturadas com o sangue.

"Santificado seja o vosso nome..."

A dor no corpo era insuportável, mas ele continuou.

"Venha a nós o vosso reino..."

E quando terminou a oração, quando abriu os olhos...

Ela estava ali.

Dona Maria João de Deus. Sua mãe. Viva. Real. Ao lado dele.

Chico não pensou que era impossível. Não pensou que mãe estava morta há meses. Ele ainda não tinha aprendido as dúvidas dos adultos. Ainda não sabia que os mortos não voltam.

Ele só viu a mãe. E se jogou nos braços dela.

"Mamãe! Não me deixe aqui! Me leva com a senhora!"

A voz dele saiu desesperada, agarrado nela como quem se agarra à última tábua no meio do oceano.

Mas ela balançou a cabeça com tristeza. "Não posso, meu filho."

"Mas eu estou apanhando muito, mamãe! Todo dia! Ela enfia garfo na minha barriga!"

Maria João de Deus acariciou o rosto do filho. Limpou as lágrimas. Tocou nas feridas com uma ternura que só mãe tem. E disse algo que mudaria a vida daquele menino pra sempre.

"Tenha paciência, meu filho. Você precisa crescer mais forte para o trabalho. E quem não sofre não aprende a lutar."

Chico soluçou. "Mas a madrinha diz que eu tenho o diabo no corpo."

A mãe sorriu. Um sorriso triste, mas cheio de amor. "Que tem isso? Não se incomode. Tudo passa. E se você não reclamar mais, se você tiver paciência, Jesus vai ajudar para que a gente fique sempre juntos."

E então ela desapareceu.

O menino gritou. Chamou. Procurou debaixo de cada árvore. Mas ela tinha ido embora.

Algo mudou naquele dia.

No dia seguinte, quando Dona Rita pegou as varas e começou a bater, Chico não chorou. Recebeu cada golpe em silêncio. Quando ela enfiou os garfos na barriga dele, ele não gritou. Apenas fechou os olhos e pensou na mãe.

"Esse menino ficou cínico", Dona Rita dizia exasperada. "Nem chorando mais ele tá. Nem a pescoção ele chora."

O pessoal da casa começou a dizer que Chico era um "menino aluado". Estranho. Diferente.

Mas eles não sabiam o segredo.

Todo dia, à tarde, depois de apanhar, depois de sangrar, Chico ia pro quintal. Se ajoelhava debaixo das bananeiras. Rezava o Pai Nosso com os olhos brilhantes e cheios de esperança.

E a mãe aparecia.

Todo santo dia.

Ela vinha. Conversava com ele. Curava as feridas da alma que nenhum remédio cura. Ensinava. Preparava.

Os anos de tortura continuaram. Mas Chico nunca mais chorou durante as surras. Porque ele sabia que cada dor, cada marca, cada gota de sangue era o preço do encontro com a mãe.

Ele preferia sangrar e vê-la do que viver sem dor e ficar sozinho.

Essa criança torturada, esse menino que sangrava em silêncio, esse garoto que os outros achavam "aluado", cresceu.

E se tornou Francisco Cândido Xavier. Chico Xavier. O maior médium espírita do Brasil. O homem que psicografou mais de 450 livros. Que consolou milhões de pessoas através de mensagens dos mortos. Que nunca cobrou um centavo. Que viveu na pobreza a vida inteira doando tudo que recebia.

Aquele menino de cinco anos sangrando debaixo das bananeiras aprendeu algo que poucos aprendem.

Que sofrimento não é castigo. É preparo.

Que dor não é abandono. É transformação.

Que às vezes Deus não tira a cruz. Mas envia anjos pra nos ajudar a carregá-la.

A mãe de Chico não pode salvá-lo das surras. Mas salvou ele de algo muito pior. Salvou ele do ódio. Da revolta. Do desespero.

Hoje, quando leio essa história, eu choro. Choro pelo menino que sofreu. Mas choro também de gratidão. Porque se ele não tivesse passado por isso, se ele não tivesse aprendido a se comunicar com o mundo espiritual através daquela dor toda, milhões de pessoas não teriam recebido o consolo que ele trouxe.

Quantas mães não receberam mensagens dos filhos mortos através das mãos dele?

Quantos filhos não receberam o perdão dos pais falecidos?


Quantas almas desesperadas não encontraram paz através das palavras que ele escreveu guiado pelos espíritos?

Chico Xavier transformou a própria dor no remédio para a dor dos outros.

E tudo começou debaixo de umas velhas bananeiras, com um menino de cinco anos sangrando, rezando, e reencontrando a mãe que a morte não conseguiu levar embora.

Porque amor de mãe não morre.

Amor de mãe atravessa dimensões.

Amor de mãe encontra formas impossíveis de continuar cuidando, protegendo, ensinando.

Mesmo quando o corpo já não está mais aqui.

Se essa história te emocionou, é porque você entende. É porque você sabe que existe amor que nem a morte consegue apagar.

E se você é mãe, saiba disso: seus filhos vão carregar você pra sempre. Na memória, no coração, e talvez, quem sabe, em momentos impossíveis de explicar, na presença real e viva do seu amor que nunca, nunca vai embora.