domingo, 19 de maio de 2013
QUE EU ENVELHEÇA ...
" Que eu envelheça...
Que na minha pele possam surgir todas as possíveis rugas.
Mas, que meu coração, jamais fique indiferente ao amor.
Que eu nunca perca o poder de demonstrar um simples gesto de ternura."
(Raquel Free)
quinta-feira, 2 de maio de 2013
CULTURARTEEN 120 - maio de 2013
CULTURARTEEN 120 - edição de maio de 2013
- MÃE UM SER DIVINO
Pela primeira vez, uma grávida é o destaque na capa dp CULTURARTEEN. Vamos ocnhecer Julyana Von Matter que espera Bernardo para o início deste mês
- Alunos deverão fazer o recadastramento do RIO CARD ESCOLAR agora com leitura biométrica
- Últimos dias para as inscrições do Miss Maricá Latina 2013
- Miss Maricá Global Teen adiado para junho
- Abertas as inscrições para o Miss Maricá Plus Size 2013
- Depilação com cera quente é legal?
- HPV ataca jovens cada vez mais cedo
- O grau de felicidade do ambiente de trabalho
- Jacintho Caetano - sua história é a história de Maricá - parte 2
- BELEZA MADURA: Claudia Bittencourt sempre de bem com a vida
- Orpheu Santos Salles, 92 anos, outro grande exemplo de vida é condecorado no Tribunal Superior Militar
- Instalada Delegacia do Sindicato de Jornalistas do Estado do Rio de Janeiro
- Você sabe qual A SUA TAREFA?
- Os vencedores cdo DESTAQUES DO ANO 2012
Tudo isso e muito mais, no seu CULTURARTEEN, circulando a partir do dia 2 de maio.
domingo, 21 de abril de 2013
156 ANOS DO LIVRO DOS ESPÍRITOS
ESTE DIA REPRESENTA A CHEGADA OFICIAL DO CONSOLADOR PROMETIDO POR JESUS À TERRA, A TERCEIRA REVELAÇÃO, O CRISTIANISMO REDIVIVO, A DOUTRINA FILOSÓFICA, CIENTÍFICA E RELIGIOSA CODIFICADA PELO MISSIONÁRIO ALLAN KARDEC: O ESPIRITISMO.
HOMENAGEANDO O LIVRO DOS ESPÍRITOS
Cessaram, por fim, as lutas fratricidas, desencadeadas pela Revolução de 89 e as que o Terror houvera esculpido em forma de marcas terríveis no organismo da sociedade, abrindo espaço para o vandalismo que pretendera expulsar Deus da França...
Apesar disso, os direitos do homem surgiram das derrotadas ambições apaixonadas dos grupos hostis, fazendo tremular nos altiplanos do pensamento a mensagem de esperança para as criaturas.
As turbas guerreiras também silenciaram por um momento, quando o Corso se fez coroar imperado, na Catedral de Notre Dame , no dia 2 de dezembro de 1804, ao som comovido do coral de duzentas vozes que entoava Pompa e circunstancia, especialmente composta para a festividade, ä qual comparecera o Papa Pio VII.
O século das luzes raiava então sob claridades diamantinas e as hostes do Consolador utilizaram-se da ocasião, a fim de que mergulhassem na névoa carnal os Espíritos de escol, encarregados de resgatar o progresso da humanidade e de promover a felicidade dos seres.
Dois meses antes, no silencio natural que a trégua das belicosidades facultara, reencarnou-se o mártir de Constança, que retornava das cinzas da fogueira hedionda em que tivera o corpo consumido em 1645, para instaurar a Era Nova, nas roupagens de Allan Kardec.
Cientistas destinados a desalgemar as pesquisas dos rigores da escravidão religiosa; filósofos designados para ampliar as áreas do pensamento obscurecido pela ignorância; artistas com propósitos de estabelecer o romantismo, e mais tarde quebrarem as frias linhas do rígido academicismo; religiosos enobrecidos pelo exemplo; incumbidos de libertar o Cristianismo das aberrações dogmáticas; fisiologistas e psiquiatras com domínio do conhecimento mais profundo do ser, programados para desempenhos da sua dignificarão como da diminuição dos seus sofrimentos; investigadores da vida nas suas várias expressões, com tarefas de decifrar o microcosmo e a vida bacteriana, assim como outros heróis da evolução, desceram ao círculo de sombras do mundo, para preparar e estabelecer a Nova Era, na qual, o pensamento do Cristo penetraria a razão e se firmaria na conduta dos indivíduos, facultando o surgimento de uma Ciência de observação, cujos paradigmas especiais estabeleceriam uma filosofia de comportamento moral e religiosos compatível com o desenvolvimento intelectual do ser humano e da sociedade. Nesse campo rico de sentimento de luz, que germinavam em abençoada seara, Allan Kardec apresentou O Livro dos Espíritos, no dia 18 de abril de 1857.
Na Paris de então, quando as idéias surgiam pela alvorada, amadureciam ao meio-dia e feneciam ao entardecer, o conteúdo desse livro magistral fincou bases duradouras e enfrentou os aranzéis costumeiros, permanecendo irretocável pelos tempos do porvir.
Apresentando, por primeira vez, uma fé racional, que pode enfrentar a razão em todas as épocas da humanidade, portanto, legítima, os seus ensinamentos têm a ver com os mais diferentes ramos da Ciência, propondo uma nobre Filosofia rica de otimismo e bem-estar, cujos alicerces se fundaram na ética-moral proposta por Jesus.
Enquanto desvitalizadas, as doutrinas religiosas do passado oferecem seiva ao materialismo que trombeteava as suas vanglorias embora de curta duração. O Espiritismo veio para iluminar e acalmar as consciências em sombras e tormentos, propondo o modelo do homem de bem, ideal, que se faz construir com os equipamentos do amor, do conheciemnto e da experiência em torno da própria imortalidade.
Estudando Deus e o Infinito, a matéria e o Espírito , a Criação, o principio vital, as causas e os sofrimentos, a encarnação, a desencarnação e a reencarnação, aprofunda análise em torno do intercâmbio espiritual, dos fenômenos que dizem respeito ao sonambulismo e ao êxtase, ao sono e aos sonhos, ás Leis que regem a vida, às esperanças e as consolações, revelando-se como a maior tese síntese do pensamento a respeito do Universo, da vida, dos seres e da sua evolução, causando impacto cultural e firmando novos conceitos nas páginas vivas da História, marco decisivo para a transformação que começou a operar-se no planeta terrestre.
Antes desse livro incomum, obras demarcatórias dos períodos de cultura, ética e civilização abriram espaços especiais para o pensamento.
Reconhecendo-lhes o valor e a oportunidade quando foram apresentadas, O Livro dos Espíritos é a ponte entre o passado e o futuro, num ininterrupto presente, no qual o conhecimento em evolução encontra as causas que o explicam nas várias expressões em que se revela.
Avançando com o progresso, suas lições não foram ultrapassadas; antes tem sido confirmadas em profundidade e significado, preenchendo as lacunas existentes a respeito da causalidade do Universo e da Criação.
Linha mestra da Doutrina Espírita, dele se deriva as quatro outras Obras que formam o edifício cultural do Espiritismo, tornando-se fonte inexaurível de sabedoria e de conforto, dantes jamais encontrada em alguma outra obra conhecida.
Na atualidade, cento e quarenta anos transcorridos, após acompanhar a evolução da Física newtoniana para a nuclear e a quântica; da Biologia para a exuberante Embriologia; da nascente eletricidade para a eletrônica; da Química para as extraordinárias análises radiotivas; dos fenômenos psíquicos para os para psicológicos, psicobiofísicos, psicotrônicos e da transcomunicação instrumental; das viagens de tração animal, a motor de explosão para as conquistas da astronáutica; do telégrafo a fio para as telecomunicações; do fonógrafo incipiente para as técnicas da digitação, somente tem sido confirmadas suas teses, algumas das quais ínsitas nas páginas cm admirável antecedência e precisão...
Enfrentando as teorias de Charles Darwin, de Spencer, de Russell Wallace – que se tornou espírita-, de Schopenhauer, de Nietszche, de Kant, do marxismo, do niilismo, as hectombes das duas guerras mundiais, a decadência da fé religiosa, tem sustentado o seu arquipélago doutrinário com equilíbrio, deslumbrando as mentes de ontem como as de hoje pela força das suas conceituações exatidão dos seus postulados, engrandecendo-se mais ainda ao exaltar Jesus como o modelo e guia da humanidade, o ser mais perfeito que Deus ofereceu ao homem.
Profundamente agradecido a Allan Kardec, o eminente Codificador do Espiritismo, homenageamos O Livro dos Espíritos exorando as bênçãos de Deus para que o seu fanal seja alcançado, qual o de construir o homem feliz, livre da dor e das paixões envilecedoras.
Vianna de Carvalho (espírito), psicografia de Divaldo Franco
(Página psicografada pelo médium Divaldo P. Franco, em 3-2-1997, no Centro Espírita Caminho da Redenção, em Salvador - BA.)
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O Espiritismo
www.oespiritismo.com.br
A GRANDE FAMÍLIA HUMANIDADE
A grande família Humanidade
Paiva
Netto
Embora a realidade
contemporânea ofereça-nos panorama de violência doméstica; de número cada vez
maior de jovens envolvendo-se com drogas; da própria descoberta da sexualidade,
pelas crianças, pulando etapas importantes na sua formação psicológica; na
contramão desses tristes fatos, pesquisas também relatam que até mesmo “os mais
modernos”, na hora em que a porca torce o rabo, vão procurar apoio na
casa da mamãe ou da vovó...
Respeito a opinião dos
que apontam como certa a falência da família. Todavia, questiono o raciocínio
de afirmarem que o seu valor, no fortalecimento da sociedade, chegou ao fim.
Ora, ela não existe sem a família. E nenhuma transformação na Terra tem sido
pacífica.
No 9o
Congresso da Mocidade Legionária da LBV, 1984, declarei que – num mundo
constantemente ameaçado pela selvageria, convém lembrar que, pela queda das
barreiras de espaço e tempo, quanto mais anunciam seu fim, a família cresce e
passa a chamar-se Humanidade. Não estamos, no século da bomba de hidrogênio, a
coberto de coisa alguma, mesmo que aconteça aos antípodas... Num período de
profundas mutações, todos precisam de auxílio. O “bloco do eu sozinho” deixará
de ter vez, apesar da globalização e das muitas análises contraditórias feitas
sobre ela. Não são apenas os videntes de fim de ano que erram... Os analistas
dos fatos sociais, políticos e econômicos também. A carência crescente de bom
senso no mundo forçará o ser humano, por intensa necessidade, a recompor a
família, família universal, a Humanidade, ainda que tendo algumas ovelhas
transviadas.…
E a família? Sobrevive!
A família está acabando?
Não. Está evoluindo, como é natural. E dentro de toda a confusão desta passagem
de milênio, por mais incrível que pareça aos apressados, ela está, embora aos
trancos e barrancos, à procura de Algo, que um dia descobrirá ser Deus — com um
nome ou nome algum —, que é Amor, sem o qual o indivíduo não pode subsistir
dignamente, porquanto, querendo ou não, faz parte Dele. Anotou Paulo Apóstolo,
na Segunda Epístola aos Coríntios, 6:16: — “Vós
sois o Templo do Deus vivo”.
Sem traulitada no crânio
E continuei: Nada
sobrevive sem Amor. Um dia, chegaremos a essa feliz compreensão. A mudança dos
costumes é um procedimento mais antigo do que muita gente pensa... Está
causando espécie, porque a sua rapidez aumentou bastante e a mídia aí está em
plena ação. Vejam bem como o processo é remoto: quando um primata qualquer
resolveu não mais usar traulitada no crânio para seduzir a sua escolhida,
certamente alguns daquele tempo temeram “tamanho absurdo”: “Isto é um perigo, onde é que está o respeito? Dessa maneira a família
está fadada ao mais triste fim”.
E não foi nada disso...
O que ocorria era efeito da evolução. Afinal, mulher não é caça. A família só
acabaria caso não houvesse Amor. E este não termina jamais, visto que está para
o espírito como o oxigênio para o corpo.
A consideração de Fernanda
Gosto de citar o exemplo
da grande atriz Fernanda Montenegro, quando, num programa de TV,
perguntaram-lhe: “Você acha que o teatro
está acabando?”. Com finura respondeu: “O
teatro é como a família; desde pequena ouço falar que ela vai acabar, e ela
continua aí”.
Certíssima, a querida
Fernanda: a família evolui, porém não morrerá nunca. O Amor, se autêntico,
sempre vence! Pode demorar, mas triunfa, mesmo porque temos várias existências
que se vão complementando até a nossa integração total em Deus, que é – como
com insistência repetimos – justamente Amor (Primeira Epístola de João, 4:8).
Numa época de tanta azedia, é vital que mais se acredite nele. Em períodos de
intensas reformas, geralmente se peca pelo exagero. Aí então é que o Amor se
torna imprescindível. Quando há seca, suplicamos chuva.
Ora, a violência
alcançou planos absurdos. Contudo, virá a época de equilíbrio. Todo excesso
cansa, enfara e é lançado fora. Quanto mais se estende um elástico, mais ele
volta sob o impacto da esticada que se lhe deu. E pode atingir a face de quem o
puxou com ímpeto. É conclusão da Física. A Terceira Lei de Newton, plenamente
em vigor.
José de Paiva Netto é jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br —
www.boavontade.com
ORAR FORTALECE
Orar fortalece
Paiva Netto
Ao deitar-me, no amanhecer de um dia longínquo, como de costume elevei uma oração a Deus, na esperança filial de merecer Sua piedosa atenção. Ao abrir minha Alma ao Pai Celeste, senti Sua compassiva influência vibrando em meu Espírito. E não há nesta afirmativa qualquer jactância, porque Jesus nos ensina que “o Reino de Deus está dentro de nós” (Evangelho segundo Lucas, 17:21).
Ah! Que excelso prazer é usufruirmos de uma gotinha que seja da Sua Caridade! É conforto seguro neste mundo de ardentes e contínuas batalhas. Desse indizível contentamento foi merecedora, por persistente e humilde, a Mãe suplicante que almejava a saúde perfeita para sua filhinha (Evangelho segundo Mateus, 15:21 a 28).
Ah! Que excelso prazer é usufruirmos de uma gotinha que seja da Sua Caridade! É conforto seguro neste mundo de ardentes e contínuas batalhas. Desse indizível contentamento foi merecedora, por persistente e humilde, a Mãe suplicante que almejava a saúde perfeita para sua filhinha (Evangelho segundo Mateus, 15:21 a 28).
A Mulher Cananeia
Ao procurar Jesus, a desvelada mãe, que era da região dos cananeus, perseverou firmemente no intento de conseguir socorro para a filha, que se achava perturbada.
Antes, porém, de ajudá-la, o Cristo quis pôr à prova a Fé que possuía. Disse-lhe Ele: ‘— Não é bom tomar o pão dos filhos e lançá-lo aos cachorrinhos’.
Ela, contudo, insistiu: ‘— Sim, Senhor, porém os cachorrinhos comem das migalhas que caem da mesa dos seus donos’.
Diante disso, Jesus afirmou: ‘— Ó mulher, quão grande é a tua fé! Faça-se contigo conforme desejares. E, desde aquele momento, sua filha ficou curada’.
Refiro-me a essa passagem da Mulher Cananeia, na Boa Nova do Cristo, consoante o primeiro Evangelista, para lembrar a necessidade do desprendimento e da paciência para a conquista das promessas do Altíssimo.
Convém recordar essa declaração do saudoso jornalista, escritor e poeta Alziro Zarur (1914-1979), em dezembro de 1974, na cidade de Glorinha, Rio Grande do Sul, Brasil: “As coisas divinas requerem sacrifício”.
José de Paiva Netto é jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com
O LIVRO MAIS PRECIOSO
O livro mais precioso
O professor, em um curso de
mestrado, propôs aos alunos:
Se vocês fossem morar numa
ilha deserta e pudessem levar apenas um livro, qual deles escolheriam?
As respostas foram variadas,
segundo os interesses, concepções e predileções de cada um.
Os Miseráveis, de Victor
Hugo. O Emilio, de Rousseau. O Capital, de Carl Marx. A origem das espécies, de
Darwin.
Depois de todos terem se
manifestado, o professor sorriu e comentou:
Numa situação dessas não
seria mais proveitoso um manual de sobrevivência?
O professor foi
verdadeiramente prático.
Afinal, todos os livros
citados eram preciosos.
Contudo, eram inúteis em
relação ao essencial: como sobreviver numa ilha deserta.
Também na Terra, na condição
de espíritos reencarnados, em trajetória de progresso, necessitamos de um
manual de sobrevivência.
Não exatamente para as
questões físicas, pois estas serão bem cuidadas graças ao instinto de
conservação.
Mas um manual de
sobrevivência espiritual, isto é, um manual que nos garanta a integridade dos projetos
que fizemos antes de renascer.
Projetos que elaboramos com
cuidado como a nossa harmonização com desafetos de outras épocas; a
consolidação dos laços afetivos; a reforma íntima.
Um manual que nos estabeleça
normas e diretrizes para a nossa colaboração com o criador na obra da criação.
Um abençoado manual de
sobrevivência, um roteiro seguro para o cumprimento dos sagrados objetivos que
nos trouxeram à vida física e nos garanta existência feliz e produtiva.
Este manual a divindade
plantou em nossa intimidade. Podemos abrir um dos capítulos e ler a respeito da
fé.
Fé que nos alerte da certeza
de que estamos na terra guardados pelo amor de Deus, que jamais desampara os
seus filhos.
Fé que nos informe, todos os
dias, que tudo tem uma razão de ser, mesmo a dor mais profunda e o problema
mais crucial.
Mesmo que, agora, não
tenhamos condições de perceber tais razões.
Podemos passar adiante e ler
o capítulo da esperança.
Então nos sentiremos fortes
para os embates, quaisquer que sejam, pois a esperança nos dirá que fomos
criados para a vitória, jamais para a derrota.
A esperança nos recordará das
tempestades que varrem a terra, parecendo destruí-la e dos dias seguintes em
que o sol beija a pradaria, aquece os jardins e acaricia as flores para que
elas espalhem seu inebriante perfume.
A esperança nos falará dos
invernos que parecem infindáveis, das noites que se fazem intermináveis,
acenando-nos com a lembrança das primaveras e dos verões ensolarados, dos dias
reluzentes de muita alegria.
***
Bem falou Jesus: o reino dos
céus está dentro de vós.
O que nos cabe é ler nas
páginas da nossa consciência as mensagens do amor que Deus, nosso Criador,
colocou em cada um de nós.
Assim, logo mais, teremos
banido da terra a dor, a violência e a tristeza, porque lendo os capítulos
deste bendito manual, descobriremos que tudo é passageiro na terra e que nossa
passagem por ela tem um objetivo maior: o progresso.
E progredir é perseguir a
perfeição. Ser perfeito é ter encontrado a felicidade plena.
Equipe de Redação do
Momento Espírita, escrito a partir de conceitos encontrados na mensagem
"Do Céu para a Terra", assinada por Richard Simonetti e inserida na
revista literária Candeia - São Paulo.
A SUA TAREFA
A sua tarefa
Deus dotou
os Espíritos do princípio de todos os dons.
Entretanto,
os criou em estado de simplicidade e ignorância.
Cada um deve
desenvolver a própria potencialidade, por seu mérito e esforço.
Nesse
processo de aprendizado, a Terra funciona como um educandário.
Os Espíritos
que se situam em determinada faixa evolutiva nela encarnam para terem as
experiências de que necessitam.
A vida
humana não é feita de acasos.
A família em
que se nasce, o meio social em que se vive, certas experiências marcantes, tudo
isso é planejado.
Antes de
encarnar, o Espírito é auxiliado a perceber suas dificuldades e se dispõe a
enfrentá-las.
Ele verifica
as áreas em que necessita burilar-se e programa a próxima existência terrena.
Assim, quem
se deixou tomar pelo orgulho encaminha-se para uma vida obscura.
Aquele que
chafurdou na promiscuidade enfrenta bloqueios e complexos na área da
sexualidade.
O rico
avarento do passado programa viver a experiência da pobreza.
O mau patrão
retempera-se na condição de modesto e sofrido empregado.
Quem não
amparou devidamente seus filhos pede para viver na condição de órfão.
Outros
ressurgem em posições de destaque, a fim de se dedicarem à causa do bem.
Tentados por
facilidades e distrações, necessitam encontrar forças para utilizar seus
recursos em favor do próximo.
A beleza, o
poder e a fortuna são provas difíceis, pois frequentemente instigam o orgulho e
o egoísmo.
Muitos
fracassam quando passam por tais experiências.
Mas a
realidade é que a vida terrena destina-se a promover o aprimoramento do caráter
e do intelecto.
Ela é fruto
de um sério planejamento.
Entretanto,
nem tudo está pré-determinado.
O
livre-arbítrio é preservado e cada um responde pelas resoluções que toma e
pelos atos que pratica.
Do mesmo
modo, nem todas as ocorrências são antecipadamente previstas.
As pessoas
com quem se convive não são necessariamente partícipes de um passado comum.
Alguns
problemas, dores, desgostos e enfermidades são inerentes ao viver terreno.
A maioria
dos desconfortos e transtornos são frutos de imprevidência atual.
Quem se
permite atitudes antipáticas e rudes transforma meros conhecidos em desafetos.
O certo é
que o Espírito é inserido em dado contexto, no qual se defronta com situações
que precisa resolver.
Frequentemente,
uma criatura inveja a sorte de outra.
Os problemas
alheios sempre parecem de fácil solução.
As dores dos
outros nunca se afiguram muito graves para o observador.
Mas cada
qual vive o que necessita.
As próprias
tarefas são difíceis porque correspondem a áreas de dificuldade.
Para seguir
adiante, é necessário fazer a lição do momento.
Assim, pare
de se debater com as exigências de sua vida.
Não procure
fugir de seus problemas e aflições.
Dedique-se
antes a resolvê-los, a fim de libertar-se deles.
Se a vida
lhe pede paciência em face de situações inelutáveis, seja paciente.
Perante um
familiar ou um chefe difícil, exercite a tolerância.
Comporte-se
como um estudante que deseja passar de ano.
Cesse as
reclamações e faça a lição.
Pelas
dificuldades que você enfrenta, pode perceber quais são suas deficiências
evolutivas.
Empenhe-se
firmemente em burilar o seu caráter.
Adote um
patamar nobre de conduta e jamais se afaste dele.
Você nasceu
para amealhar virtudes, para ser digno e bondoso.
Essa é a sua
tarefa.
Pense nisso.
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