Deus, nosso Pai, CAMINHE pela minha casa e leve embora todas as minhas preocupações e doenças, e POR FAVOR, vigia e cura a minha família em nome de Jesus ... AMÉM

domingo, 3 de julho de 2011

AMOR ETERNO

- Você gosta do meu vestido?, perguntou uma menina para uma estranha que passava.
- Minha mãe fez para mim! comentou com uma lágrima nos olhos.
- Bem, eu acho que é muito bonito. Mas me conte porque você está chorando, disse a senhora.
Com um ligeiro tremor na voz a menina falou:
- Depois que mamãe me fez este vestido, ela teve que ir embora.
- Bem, disse a senhora, agora você deve ficar esperando por ela. Estou certa que ela voltará em breve.
- Não senhora, a senhora não entendeu. Meu pai disse que a mamãe está com meu avô, no céu.
Finalmente, a mulher percebeu o que a criança estava dizendo e porque estava choramingando.
Comovida, ajoelhou-se e, carinhosamente, embalou a criança nos braços.
Acariciando-a, chorou baixinho com ela. Então, de repente, a menina fez algo que a mulher achou muito estranho: começou a cantar.
Cantava tão suavemente que era quase um sussurro. Era o mais doce som que a mulher já tinha ouvido. Parecia a canção de um pássaro. Quando a criança parou de cantar, explicou para a senhora:
- Minha mãe cantou esta canção para mim antes de ir embora. Ela me fez prometer sempre cantar quando começasse a chorar, porque isso me faria parar. Veja, exclamou a criança, cantei e agora os meus olhos estão secos.
Quando a mulher se virou para ir embora, a pequena menina se agarrou na sua roupa.
- Senhora, pode ficar apenas mais um minuto? Quero lhe mostrar uma coisa.
- Claro que sim, falou a dama. O que você quer que eu veja?
Apontando para uma mancha no seu vestidinho, a menina falou:
- Aqui está a marca onde minha mãe beijou meu vestido. E aqui, disse, apontando outra mancha, é outro beijo, e aqui, e aqui. A mamãe disse que colocou todos esses beijos em meu vestido para que eu sempre tenha seus beijos se algo me fizesse chorar.
Naquele momento a senhora percebeu que não estava apenas olhando para uma criança, cuja mãe sabia que iria partir e que não estaria presente, fisicamente, para beijar as lesões que a filha viesse a ter.
Aquela mãe havia gravado todo seu amor no vestido da sua pequena e encantadora criança. Vestido que agora a menina usava tão orgulhosamente.
A mulher já não via apenas uma pequena menina dentro de um simples vestido. Via uma criança embrulhada no amor de sua mãe.
***
A morte a todos alcança. Preparar-se para recebê-la com dignidade, preparando igualmente os que permanecerão na terra por mais tempo, demonstra altruísmo e grandeza de alma.
Como Jesus nos afirmou que nenhum de nós sabe exatamente a hora em que terá que partir, importante que distribuamos o nosso amor e vivamos as nossas vidas em totalidade.
Assim, quando tivermos que partir, as lembranças do que fomos e do que fizemos, aquecerão as almas dos nossos amores, amenizando o vazio da nossa ausência física.

Pensemos nisso!

sexta-feira, 1 de julho de 2011

LEMBRANÇAS DE OUTRAS VIDAS

EM SEU NOVO ESPAÇO, CIA VIDA COMEÇA SÉRIE DE ESPETÁCULOS

A Cia. Vida de Teatro e Dança inicia uma série de espetáculos que serão encenados na sua nova sede: Rua Roberto da Silveira, 152 - 2º andar - Em frente ao terminal Rodoviário e o primeiro é "Lembranças de Outras Vidas" que será encenado nos dias 15, 16 e 17 de julho às 20hs, para uma plateia diária de sessenta pessoas. Os ingressos já estão a venda na Cia. Vida (R$ 15,00 antecipados, estudantes e pessoas acima de 65 anos e R$ 30,00 no dia).

Informamos também que a receita dos espetáculos é destinada a fomentar o Projeto "Arte e Cultura Para Todos" que oferece bolsas de gratuidade em aulas de teatro e dança, para jovens entre 12 e 18 anos, estudantes da rede pública e de familia de baixa renda.

LEMBRANÇAS DE OUTRAS VIDAS

"Eles estiveram juntos no passado e a força do amor que os uniu foi tão grande que as Lembranças de Outras Vidas ficaram para sempre no íntimo de cada um deles."

“LEMBRANÇAS DE OUTRAS VIDAS” foi escrita por MARILIA DANNY, dirigida por RENATO PRIETO, com poemas de ADAYLA BARBOSA.

Estreou em 1991, no TEATRO AMÉRICA, na MOSTRA DE TEATRO META, onde foi indicada para os prêmios de; melhor iluminação, melhor cenário, melhor atriz (Marilia Danny) e melhor direção (Renato Prieto).

Desde então, já conta com mais de 2.500 apresentações, com uma média de público de mais de 1.000.000 pessoas. Já se apresentou nas seguintes capitais brasileiras; Porto Alegre, Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro, Vitória, Belo Horizonte, Cuiabá, Salvador, Manaus, Goiânia, Natal, Brasília e Fortaleza, assim como, em inúmeras cidades do interior de Brasil.

No elenco do espetáculo estão:

MARILIA DANNY (atriz e bailarina)
PAULO ERNANI (ator e bailarino – solista do Teatro Municipal do RJ)
PRISCILA DANNY (atriz) ou Isabella Carvalho (atriz)

O espetáculo é uma rica comunhão de teatro, dança e poesia. De uma leveza e sutileza que impressionam a platéia, provocando as mais profundas emoções.

É uma história de amor, capaz de levar o público as mais graves reflexões sobre as afinidades espirituais e sobre o comportamento moral do homem diante do amor.

O tema principal de “Lembranças de Outras Vidas” é a grande afinidade existente entre os espíritos, a ponto de viverem diversas existências juntos, depurando o afeto que os une, através das diversas formas de amor. É uma obra de arte, com temática espiritualista.

Lembranças de Outras Vidas é a história de um amor que venceu as barreiras da eternidade.

Esperamos vocês!
Marilia Danny

Cia. VIDA de Teatro e Dança
Rua Roberto Silveira, 152 - 2º andar - Em frente ao Terminal Rodoviário





quinta-feira, 30 de junho de 2011

A Arte da Potencialização de Terapias

Técnicas associadas

A Arte da Potencialização de Terapias

Na intenção de aprimoramento técnico em prol de melhores resultados a nível terapêutico, percebe-se cada vez mais a importância da integração de diversas técnicas que potencializem a ação sinérgica entre si, resultando em tratamentos holísticos de eficácia superior.

Este impulso em direção a excelência é, por um lado, resultado da tomada de consciência coletiva pela qual toda humanidade vivencia e, por outro lado, o propulsor de uma nova visão em relação ao conceito de saúde integral e da definição da própria doença, que deixa de ser uma entidade externa invasora e isolada passando a ser vista como uma conseqüência de desequilíbrios internos originados na própria matriz energética sutil do ser. É como uma espécie de “alerta vermelho” dado pela própria “inteligência das partes do corpo”. Cada estrutura física corporal corresponde a uma manifestação densa de um aspecto sutil do fenômeno humano que engloba também a psique, emoções e fisiologia energética. Outra tendência natural na atualidade é a descoberta de aplicações terapêuticas mais prazerosas, práticas, menos invasivas e de efeitos eficazes a curto prazo. Para tanto, uma nova geração de terapeutas com alto nível de qualificação vem surgindo em escala geométrica.

O crescimento silencioso destes profissionais especializados em sintetizar uma série de técnicas em tratamentos únicos é um marco na caracterização de uma classe de terapeutas de elite que se encontram espalhados pelo mundo gerando nada menos que um feedback, uma resposta às exigências de um público atualizado, informado e exigente.

Com a torrente de informações disponíveis à pesquisa, dados e descrições detalhadas de tratamentos e resultados ao alcance de todos, o público consumidor de terapias torna-se gradativamente mais exigente e esclarecido, o que demanda a construção de um cenário onde o bem estar, a saúde e a beleza caminham lado a lado com a mesma importância. O terapeuta do futuro reúne capacidades e conhecimentos suficientes para conjugar teorias, práticas e habilidades diversas com profundidade e autenticidade.

Novos produtos, técnicas e terapias se combinam traçando o perfil desta era que considera a qualidade de vida como base preventiva de uma existência saudável. A doença e a saúde plena, são pólos de um mesmo espectro, e a qualidade de vida gira em torno da dinâmica do equilíbrio constante entre esses dois extremos.

Andreia Santiago
Terapeuta Holística
Aromatologia - Acupuntura - Reiki - SPA

sábado, 11 de junho de 2011

Origem do estresse e da ansiedade...‏

Um texto para as pessoas de todas as religiões refletirem.

Convenção Mundial no Umbral
A Reunião das Trevas

O chefe dos espíritos das trevas convocou espíritos obsessores para uma convenção.
Em seu discurso de abertura, ele disse:
"Não podemos impedir os cristãos de irem aos seus templos."

"Não podemos impedi-los de ler os livros e conhecerem a verdade."

"Nem mesmo podemos impedi-los de formar um relacionamento íntimo com Deus, Jesus e Espíritos Elevados. Pois uma vez que eles ganham essa conexão, o nosso poder sobre eles está quebrado.”

"Então vamos deixá-los ir para suas Igrejas, Templos ou Centros Espíritas, vamos deixá-los com os almoços e jantares que neles organizam, MAS, vamos roubar-lhes o TEMPO que têm, de maneira que não sobre tempo algum para desenvolver um relacionamento elevado".

"Quero que vocês façam é o seguinte"- disse o obsessor-chefe:

"Distraia-os a ponto de que não consigam aproximar-se de Deus, Jesus ou dos espíritos superiores."
Como vamos fazer isto? Gritaram os seus asseclas.

A Resposta do chefe:
"Mantenham-nos ocupados nas coisas não essenciais da vida, discussões , desavenças , inutilidades do dia-dia cobranças inúteis...e inventem inumeráveis assuntos e situações que ocupem as suas mentes."
"Tentem-nos a consumirem, a gastarem e gastarem...assim como tomar emprestado fazendo empréstimos intermináveis..."

*"Persuadam as suas esposas e maridos a irem trabalhar durante longas horas, trabalharem de 6 à 7 dias por semana, durante 10 à 12 horas por dia, a fim de que eles tenham capacidade financeira para manter os seus estilos de vida fúteis e vazios"

"Criem situações que os impeçam de passar algum tempo com os filhos."

"À medida que suas famílias forem se fragmentando, muito em breve seus lares já não mais oferecerão um lugar de paz para se refugiarem das pressões do trabalho".

"Estimulem suas mentes com tanta intensidade, que eles não possam mais escutar aquela voz suave e tranquila que orienta seus espíritos".

"Bombardeiem as suas mentes com noticias, 24 horas por dia".

"Invadam os momentos em que estão dirigindo, fazendo-os prestar atenção a cartazes chamativos".

"Inundem as caixas de correio deles com papéis totalmente inúteis, catálogos de lojas que oferecem vendas pelo correio, loterias, bolos de apostas, ofertas de produtos gratuitos, serviços, e falsas esperanças".

"Mantenham lindas e delgadas modelos nas revistas e na TV, para que os maridos acreditem QUE Desta forma eles se tornarão insatisfeitos com suas próprias esposas"...

"Mantenham os casais demasiadamente cansados para se amarem, de forma que eles procurem relacionamentos fora do casamento, isto sem dúvida, fragmentará as suas famílias mais rapidamente."

"Dê-lhes Papai Noel, para que esqueçam da necessidade de ensinarem aos seus filhos o significado real do Natal. Induzam-nos a consumirem mais e mais...

"Dê-lhes o Coelho da Páscoa, para que eles não reflitam sobre a ressurreição de Jesus, ao invés disso que eles consumam doces e mais doces para prejudicarem sua saúde.

"Até mesmo quando estiverem se divertindo, se distraindo, que seja tudo feito com excessos, para que ao voltarem dali estejam exaustos!".

"Mantenha-os de tal modo ocupados que nem pensem em andar ou ficar na natureza, para refletirem na criação de Deus. Ao invés disso, mande-os para parques de diversão, acontecimentos esportivos, peças de teatro banais, apresentações artísticas mundanas e à TV entorpecedora. Mantenha-os ocupados, ocupados."

"E, quando se reunirem para um encontro, ou uma reunião espiritual, envolva-os em mexericos e conversas sem importância, principalmente fofocas, para que, ao saírem, o façam com as consciências comprometidas".

"Encham as vidas de todos eles com tantas causas supostamente importantes a serem defendidas que não tenham nenhum tempo para buscarem a espiritualidade e Jesus".

*Muito em breve, eles estarão buscando, em suas próprias forças, as soluções para seus problemas e causas que defendem, sacrificando sua saúde e suas famílias pelo bem da causa."

"Isto vai funcionar!! Vai funcionar !!" *

*Os espíritos trevosos ansiosamente partiram para cumprirem as determinações do chefe, fazendo com que os cristãos, em todo o mundo, ficassem mais ocupados e mais apressados, indo daqui para ali e vice-versa, tendo pouco tempo para Deus e para suas família, não sobrando nenhum tempo para contar a outros sobre a sublimidade e o poder do Evangelho de Jesus para transformar suas vidas.

domingo, 29 de maio de 2011

A verdadeira desgraça

Toda gente fala da desgraça, toda gente já a sentiu e julga conhecer-lhe o caráter múltiplo.

No entanto, quase todos nos enganamos. A desgraça real não é, absolutamente, o que pensamos, isto é, o que os desgraçados o supõem.

Para nós a desgraça está na miséria, no fogão sem lume; no credor que ameaça, no berço do qual o anjo sorridente desapareceu; nas lágrimas, no féretro que se acompanha de cabeça descoberta e com o coração despedaçado; na angústia da traição, na desnudação do orgulho que desejara envolver-se em púrpura e mal oculta a sua nudez sob os andrajos da vaidade.

A tudo isso e a muitas coisas se dá o nome de desgraça, na linguagem humana.

Sim, é desgraça para os que só vêem o presente. A verdadeira desgraça, porém, está na conseqüência de um fato, mais do que no próprio fato.

Pensemos, se um acontecimento, considerado ditoso na ocasião, mas que acarreta conseqüências funestas, não é, realmente, mais desgraçado do que outro que, a princípio, causa viva contrariedade e acaba produzindo o bem.

Vejamos se a tempestade que arranca as árvores, mas que saneia o ar, dissipando os miasmas insalubres que causariam a morte, não é antes uma felicidade do que uma infelicidade.

Para julgarmos de qualquer coisa, precisamos ver-lhe as conseqüências. Assim, para bem apreciarmos o que, em realidade, é ditoso ou inditoso para o homem, precisamos transportar-nos para além desta vida, porque é lá que as conseqüências se fazem sentir.

Ora, tudo o que se chama infelicidade, segundo as acanhadas vistas humanas, cessa com a vida corporal e encontra a sua compensação na vida futura.

Podemos pensar na infelicidade sob uma nova forma, sob a forma bela e florida que acolhemos e desejamos com as nossas almas iludidas.

A infelicidade pode estar na alegria, no prazer, no tumulto, na vã agitação, na satisfação louca da vaidade, que fazem calar a consciência; que comprimem a ação do pensamento; que atordoam o homem com relação ao seu futuro.

A infelicidade é o ópio do esquecimento que ardentemente procuramos conseguir.

Para a criança, a infelicidade está em respeitar os limites e as disciplinas propostas pelos pais.

Por sua vez os pais, que têm da vida uma visão mais abrangente, estão investindo numa felicidade futura para seus entes queridos, ensinando-os a viver com dignidade.

Assim também acontece conosco em relação às disciplinas estabelecidas pelas leis maiores da vida. Onde só vemos a desgraça, está se processando a verdadeira felicidade.

* * *

Superando com coragem os obstáculos do caminho, estaremos agindo como bravos soldados que, longe de fugirem ao perigo, preferem as lutas dos combates arriscados à paz que não lhes pode dar glória, nem promoção.

Que importa ao soldado perder, na refrega, armas, bagagens e uniforme, desde que saia vencedor e com glória?

Que importa ao que tem fé no futuro deixar no campo de batalha da vida a riqueza e o manto de carne, contanto que sua alma entre vitoriosa no Reino Celeste?

Pensemos nisso!

Redação do Momento Espírita, com base no item 24, do cap. V do livro O Evangelho segundo o Espiritismo, de Allan Kardec, ed. Feb.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Crueldade humana

O famoso escritor francês Voltaire disse, certa vez, que "Necessitam-se vinte anos para levar o homem do estado de planta em que se encontra no ventre de sua mãe e do estado de puro animal - que é a condição de sua primeira infância - até o estado em que começa a manifestar-se com a maturidade da razão."
Disse que "Foram necessários trinta séculos para conhecer um pouco sua estrutura e que seria necessária a própria eternidade, para conhecer algo de sua alma. No entanto, não é preciso senão um instante para matá-lo."
Naturalmente, Voltaire se referia à morte do corpo.
Sempre com maior intensidade tem se notado o desprezo à preciosa vida humana.
Individualmente, as pessoas se lançam a práticas de esportes ditos radicais, que lhes comprometem a existência.
Ao mesmo tempo, nos chegam, todos os dias, as notícias de guerras, de massacres, de barbáries.
No século XIX, quando o Codificador da Doutrina Espírita trabalhava para a produção da obra "O livro dos espíritos", indagou às vozes celestes o porquê da crueldade ser o caráter dominante de alguns povos.
A resposta dos luminares foi de que entre os povos primitivos a matéria sobrepuja o Espírito.
Eles se entregam aos instintos animais e como não têm outras necessidades, além das corpóreas, cuidam apenas da sua conservação pessoal.
É isso que geralmente os torna cruéis. Além disso, os povos de desenvolvimento imperfeito estão sob a influência de Espíritos igualmente imperfeitos, que lhes são simpáticos.
Conseqüentemente, agem sob o comando daqueles.
Mesmo em civilizações mais adiantadas, existem criaturas tão cruéis como os selvagens, da mesma maneira que, numa árvore carregada de bons frutos, existem os temporões. São lobos extraviados em meio a cordeiros.
Acenam-nos os Espíritos, entretanto, com a esperança de que a Humanidade progride. Esses homens dominados pelo instinto do mal, que se encontram entre os homens de bem, desaparecerão pouco a pouco, como o mau grão é separado do bom quando joeirado.
Necessitarão retornar e retornar, em novos corpos, para o exercício do aperfeiçoamento, para que adquiram qualidades novas.
Aos homens de hoje, educadores, pais e professores cabe o dever inadiável de estimular os sentimentos nobres nas gerações, através de exemplos dignificantes, onde a vida seja considerada bem precioso demais para ser desprezado ou destruído, em nome de qualquer bandeira política, religiosa ou de caráter particular.
* * *
Todas as faculdades existem no homem em estado latente.
Elas se desenvolvem de acordo com as circunstâncias mais ou menos favoráveis.
Assim, o senso moral existe no selvagem como o princípio do aroma no botão de uma flor que ainda não se abriu.
Redação do Momento Espírita com base nas pergs. 752 a 756 de O livro dos espíritos, de Allan Kardec, ed. Feb e em pensamento de Voltaire, colhido no livro Um presente especial, de Roger Patrón Luján, ed. Aquariana.

A IMPORTÂNCIA DO DESAPEGO

Quando as nuvens de tempestade pairam a tua volta e problemas chegam como ventos a querer afundar tua embarcação no mar de desilusões e derrota...
Quando imagens vêm a tua cabeça e te confundem as idéias e te vê sozinho, em frente a obstáculos grandiosos e que parecem intransponíveis. Quando uma saudade corroer teu ser, parecendo maresia no ferro cru em pleno inverno litorâneo...
Quando sentires vontade de chorar e pessoas te atacarem por medo da sua própria incerteza, e pessoas te enganarem querendo se aproveitar da situação de fraqueza que passas...
Quando vontades de desistir vierem e disserem para largar tua embarcação em qualquer vento, controlado por forças estranhas, e se sentires preso a o corpo, com medo de dar um paço à frente... Pergunto-te, o que isso tudo importa afinal?

O inseguro continuará sendo inseguro, o orgulhoso continuará sendo orgulhoso, o que queres atacar continuará atacando, o que queres repreender continuará repreendendo, e tu? As pessoas apenas vão mudar quando se sentires como tu, em meio a névoa da incerteza num imenso mar na madrugada da alma, sem um farol externo a seguir...
Será que Deus está sendo injusto contigo? Será mesmo que estais onde os ventos da injustiça te trouxeram? Não, estais sim em meio a maior oportunidade que uma encarnação pode proporcionar, pois tens apenas uma bússola que poderá salva-te desse martírio: A do coração, da fé, do desapego e do estudo para que surjam respostas as dúvidas.

Quando o ser chega ao seu limite das barreiras, ele tem duas escolhas: Ou entregar tudo e fugir, procurando sobreviver em meio as intempéries de si mesmo, ou desapegar-se, aceitar, continuar confiando nas rotas que o amor mostra, tendo que desapegar-se do material e notando que nas pequenas coisas, a felicidade se fará presente de forma pura, comprovando a si mesmo a fé.

Desapegue-se, pois, afinal, o que importa? O que levaremos daqui? Do que vale tudo que tens a tua volta? Se perderes tudo, o que sobra? Apenas o que aprendeu e desenvolveu para as verdades do espírito, que é o que realmente somos. Saindo da enclausura dos apegos sexuais, materiais, sabendo aproveitar as pessoas e situações, o livro e o pedaço de pão, a oportunidade de crescimento e a vontade de mudar...
Mas é preciso ser imensamente pobre ou muito rico para isso? Não! É preciso ser apenas feliz, unindo materialidade e espiritualidade, sabedoria e ação, idéias e vontade de desenvolver, o que vemos e o que sentimos, trazendo coisas novas a nossa realidade em forma de atitudes e ações que beneficiem a todos, até que um dia aprendamos a ser o farol em meio aos mares bravios para mostrar caminhos as embarcações que se perderam nos ventos das paixões, ai nesse momento, nada importará de fato, pois seremos tudo em nós mesmos, sem perguntas e sem respostas, seguindo o vento por mares mais calmos, até o oceano de Deus, onde finalmente poderemos desembarcar em paz.

Seja Feliz, e acredite: Nada importa tanto ao ponto de te tornar infeliz.

Saimon L. Selau