Deus, nosso Pai, CAMINHE pela minha casa e leve embora todas as minhas preocupações e doenças, e POR FAVOR, vigia e cura a minha família em nome de Jesus ... AMÉM

sábado, 1 de julho de 2017

CULTURARTEEN 175 - julho 2017

CULTURARTEEN 175 - julho 2017

- JENIFFER MASSANTE, nova modelo plus size descoberta pela PR PRODUÇÕES, é a Garota da Capa 2017
- A magia da fotografia
- Batata Frita aumenta risco de morte prematura
- A importância da vacina de HPV
- Suraya Borges, a maior revelação plus size de 2017 no Brasil
- O lançamento do filme Vida Injustiçada
 - A nova top Leticia Moreirah
- Arraiá de Maricá vai agitar início de julho
- Bingo da festa de Nossa Senhora do Amparo será dia 09
- PR PRODUÇÕES fará primeiro concurso de MIss para Deficientes Físicos
- Maricá terá sua Companhia Independente da Policia Militar
- Continua a Campanha do Agasalho
Tudo isso e muito mais na edição de julho do seu CULTURARTEEN, já circulando nas versões impressa e on line
















sexta-feira, 30 de junho de 2017

CHICO XAVIER - HÁ 15 ANOS, NASCIA UMA ESTRELA

30 DE JUNHO DE 2017 - 15 ANOS SEM CHICO ENCARNADO


Certa vez, viajando de avião rumo ao Rio de Janeiro, num Viscount da VASP, uma forte turbulência atinge o aparelho.
O tumulto e o pânico é geral. Nesta aeronave estava Chico Xavier que apesar de toda sua fé, também entra em pânico.

Emmanuel, seu mentor espiritual lhe aparece e dá uma bronca em Chico: “Por que gritas homem de Deus?”
“Por que grito?” retruca Chico, “o avião está caindo, vou morrer.”

“Então morra pelo menos com dignidade”, ri Emmanuel. “Onde está a sua fé? Reze, peça a Deus para nada lhes acontecer”.

Neste momento, Chico começa um fervoroso Pai Nosso seguido por todos dentro da aeronave.

Imediatamente ao término da oração, como de súbito, a turbulência termina. Dão todos juntos um GRAÇAS A DEUS!

Foi neste momento que Emmanuel dando outra bronca em Chico lhe disse: “Ora homem de Deus, você não vai morrer tão cedo. Tens muita coisa ainda por fazer. Você só irá embora no dia em que todos os brasileiros estiverem felizes”.
Chico não entendeu muito bem aquelas palavras de Emmanuel, afinal o Brasil vivia os anos de chumbo da ditadura, o povo estava triste.

O tempo foi passando e no dia 30 de junho de 2002, por volta das 11 horas da manhã (10 horas da noite no Japão), o Brasil conquistava o seu quinto título mundial.

O Brasil inteiro festejava a conquista do Penta Campeonato de Futebol Mundial.

Na tarde deste dia, por volta das 17 horas, Chico desencarnou.

Chico desencarnou como disse Emmanuel, no dia em que todo o Brasil estava feliz!

Ali, naquele momento, NASCIA UMA ESTRELA!

E hoje, comemoramos os 15 anos do NASCIMENTO desta estrela!

E lembrando nosso querido Chico, pessoa amada por todos os brasileiros, independente de religiões, que o Informativo BEZERRA faz uma homenagem neste dez sem Chico encarnado, mas com a certeza que nosso ANJO BRASILEIRO está no plano superior, desenvolvendo muitos trabalhos em prol dos brasileiros e da humanidade.

Justamente para comemorar e relembrar o quão importante foi a presença de Chico em nossas vidas e continua sendo, que compilamos alguns depoimentos extraídos do livreto da FEB (federação Espírita Brasileira) sobre Chico Xavier.

Qual a importância de Chico Xavier na história da humanidade?

Dr. Nestor João Masotti (Presidente da FEB e secretário geral do Conselho Espírita Internacional)

Nós temos dificuldades para avaliar de fato a presença de Chico Xavier no mundo e o trabalho realizado por ele. Entendemos que há dois momentos significativos na história da humanidade, praticamente vinculados à presença do Consolador prometido por Jesus, que acreditamos, sem dúvida, ser a Doutrina Espírita. Um momento que achamos bem significativo é que diante do fenômeno da mesa girante - que foi algo espontâneo - Allan Kardec resolveu analisar o fenômeno de maneira objetiva. O fenômeno mediúnico não é algo novo na Humanidade, sempre existiu; mas foi analisado objetivamente pela primeira vez com Kardec que dizia: “Estamos diante de fatos e todos os fatos têm suas leis. Vamos conhecer essas leis para melhor utilizá-las”. E o trabalho dele consistiu justamente nisso, desvendar melhor esse fenômeno da comunicação entre homens e espíritos. E pela análise desses fenômenos, ele chegou à convicção da imortalidade, da vida no mundo espiritual, à certeza de que este nada mais é do que a presença dos homens que já desencarnaram.

Então, o momento em que a mediunidade passou a ser estudada cientificamente, entendemos que foi extremamente significativo para a Humanidade. Outro momento , que é diretamente ligado a esse - e aqui dizemos que temos o maior respeito por todos os médiuns que já estiveram na Terra, que participaram do surgimento da Doutrina Espírita, aqueles operários anônimos que, com seu esforço e trabalho, conseguiram fazer com que as ideias seguissem adiante, mantiveram a convicção da imortalidade da alma -, indubitavelmente a presença de Chico Xavier na Terra teve um caráter muito mais significativo, por que, do ponto de vista da mediunidade, foi a mais pura e mais ampla antena da espiritualidade no mundo, casada com uma alma totalmente voltada à vivência do Evangelho de Jesus.

Uma das coisas muito importantes que observamos em toda a vida de Chico, é que ele conseguiu nos mostrar a todos que, para se colocar em prática a Doutrina Espírita como os Espíritos Superiores a trouxeram, não é necessário mudar nada, é colocar em prática plenamente aqueles princípios, vivenciando o Evangelho como ele se encontra pelos ensinos que Jesus deixou, com o conhecimento da Doutrina Espírita e a visão da mediunidade que a Doutrina aborda como sustentação desse caminho. Nós vemos hoje que a obra de Chico Xavier e x exemplo hoje que a obra de Chico Xavier e o exemplo dele, conhecidos e divulgados, tem sido elementos fundamentais para facilitar o estudo, a divulgação e a prática da Doutrina Espírita.

FRANCISCO CANDIDO XAVIER nasceu em Pedro Leopoldo (MG), no dia 02 de abril de 1910, onde residiu até dezembro de 1958, quando se tranferiu para Uberaba (MG).

Médium de atividade ininterrupta, tornou-se reconhecido como o mais expressivo trabalhador da Seara Espírita nos campos da atividade mediúnica, assim como da assistência e promoção social e espiritual do ser humano.

Sua produção psicográfica ultrapassou os 400 títulos, dos quais 88 publicados pela FEB.

Pela suas nobres realizações recebeu inúmeras homenagens, tanto do povo como dos órgãos públicos, tendo sido eleito, em 2000, o “Mineiro do Século XX”, em pesquisa realizada junto à população do estado de Minas Gerais.

Desencarnou em 30 de junho de 2002, deixando a todos uma vida exemplar de amor ao próximo.

Nesse dia, todo o Brasil estava feliz!





domingo, 18 de junho de 2017

A mansidão acalma; a piedade socorre. Bem-aventurados os mansos e pacificadores


Se caminhas sob chuvas de impropérios e maldições, cultiva a mansidão e exercita a piedade.
Se atravessas provas rudes, assoalhadas por aflições contínuas, guarda-te na mansidão e desenvolve a piedade.
Se sofres agressões prolongadas, que se não justificam, permanece com mansidão e desenvolve a piedade.
Se tombas nas ciladas bem urdidas, propostas por adversários encarnados ou não, mantém-te em mansidão e esparze a piedade.
Se te açodam circunstâncias rudes e tudo parece conspirar contra tuas lutas de redenção, não te descures da mansidão nem da piedade.
Aclamado pelo entusiasmo passageiro de amigos ou admiradores, sustenta a mansidão e insiste na piedade.
Guindado a posições de relevo transitório e requestado pelo momento de ilusão, não te afaste da mansidão da piedade.
Carregado de êxitos terrenos e laureado por enganosas situações, envolve-te na mansidão e não te distancies da piedade.
Recomendado pelas pessoas proeminentes ou procurado pelos triunfos humanos, persevera com mansidão e trabalha com piedade.
Mansidão e piedade em qualquer circunstância, sempre.
A mansidão coloca-te interiormente indene à agressividade dos que se comprazem no mal e a piedade envolve-os em vibrações de amor.
A mansidão faz-te compreender que necessitas de crescimento espiritual e, por enquanto, a dor ainda se torna instrumento educativo. A piedade evita que mágoas ou seqüelas de aborrecimento tisnem os teus 
ideais de enobrecimento.
A mansidão acalma; a piedade socorre.
Com mansidão seguirás a trilha da humildade e com a piedade prosseguirás retribuindo com o bem a todo e qualquer mal.
A mansidão identifica o cristão e a piedade fala das suas conquistas interiores.
"Bem-aventurados os mansos e pacificadores - ensinou Jesus - porque eles herdarão a Terra"... feliz do continente da alma imortal.



Autor: Joanna de Ângelis
Psicografia de Divaldo Franco. Do livro: Otimismo

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O Espiritismo
www.oespiritismo.com.br

quinta-feira, 1 de junho de 2017

CULTURARTEEN 173 - junho 2017

CULTURARTEEN 173 - JUNHO 2017
- Ótica Studio dos Olhos comemora 3 anos em Maricá
- Gianne Mello se destaca em show de Belo
- Paolla Carvalho inaugura loja de roupas femininas em Itaipuaçu
- As novidades e ofertas da Rede Gigio Fitness
- Prefeitura de Maricá lança campanha de trânsito BASTA DE VIOLÊNCIA
- Action Model's Agency se destaca com Johnny Peterson e equipe
- Clube da Moda entrega prêmio Top Fashion 2017. Monica Brione e PR PRODUÇÕES agraciados mais uma vez.
- Pastor Hudson do Ministério Levantai, fala sobre como evitar problemas com vizinhos
- Viação Nossa Senhora do Amparo completa 67 anos
- Encartado, a edição 174 do Informativo CulturarTEEN - Projetos de Marketing para a ONG CULTURANDO JÁ - Maricá partipa pela primeira vez da Semana Nacional de Museus
Tudo isso e muito mais na edição de junho do seu Informativo CulturarTEEN já circulando nas edições impressa e on line.















CULTURARTEEN 172 - maio 2017

CULTURARTEEN 172 - maio 2017

- Mayssa Bastos, a melhor do mundo
- Maricá participará da Semana Nacional de Museus
- Exposição Mulher, um Click de Liberdade supera  marca de 6 mil visitantes
- A tragédia da Baleia Azul
- Fábio Freitas: pioneiro e inovador
- Manual explica o que devemos saber sobre a Febre Amarela
- Suco Detox de limão com hortelã elimina 5 kg de modo rápido
- Robson Dutra e equipe tornam FEIRARTE uma realidade
- Vem aí a 45º Festa da Pesca de Maricá
- As novidades da Rede Gigio
- Começou a campanha do agasalho
- Marianna Cunha recebe título de Gata Verão 2017
- Paulo Oliver recebe troféu Raul Seixas pelo XVIII Festival Nacional de Voz e Violão
Tudo isso e muito mais, na edição de maio do seu CULTURARTEEN, já circulando nas versões impressa e on line.














terça-feira, 2 de maio de 2017

QUAIS SÃO OS SINAIS DO FIM DO MUNDO?


Jesus disse em Mateus 24, Marcos 13 e Lucas 21 que os sinais do fim do mundo são:
FALSOS CRISTOS E FALSOS PROFETAS– Muitos dirão que são o Cristo ou profetas de Cristo e enganarão muitas pessoas.
GUERRAS E RUMORES DE GUERRAS – Nações entrarão em conflito
FOMES E TERREMOTOS – acontecerão desastres naturais em vários lugares
PERSEGUIÇÃO AOS CRISTÃOS – Todos nos odiarão e alguns serão mortos
TRAIÇÃO E REBELIÃO–Haverá divisões e lutas até dentro de famílias
ÓDIO E MALDADE– Por causa da maldade, o amor de muitos esfriará
PREGAÇÃO DO EVANGELHO EM TODO O MUNDO-Todas as nações ouvirão o Evangelho
SOFRIMENTO, INSTABILIDADE E GUERRA EM ISRAEL– Haverá morte, sacrilégio e destruição
UMA GRANDE TRIBULAÇÃO – Um tempo de sofrimento como nunca houve antes no mundo, mas que será abreviada
SINAIS NO CÉU – O sol e a lua deixarão de brilhar e as estrelas cairão do céu
AGITAÇÃO DO MAR – As pessoas ficarão perplexas com sua agitação fora do normal
MEDO E LAMENTAÇÃO – Por causa das desgraças e do julgamento
Ninguém sabe quando virá o fim mas esses sinais nos ajudam a saber quando está próximo. >>
OUTROS SINAIS DO FIM DOS TEMPOS
Algumas outras passagens da Bíblia falam sobre os sinais que o fim dos tempos está próximo. ESSES SINAIS SÃO:
APOSTASIA – Muitas pessoas abandonarão a fé na verdade da Bíblia para seguir ensinamentos falsos – 2 Tessalonicenses 2:3; 1 Timóteo 4:1
O ANTICRISTO, OU HOMEM DO PECADO – Será um homem usado por satanás, que se exaltará como Deus e enganará a muitos; 2 Tessalonicenses 2:4
PERVERSIDADE E TEMPOS TERRÍVEIS– As pessoas se entregarão a todo tipo de pecado, rejeitando a Deus – 2 Timóteo 3:1-5
ZOMBADORES –Pessoas zombarão do evangelho e dirão que a vinda de Jesus é uma mentira – 2 Pedro 3:3-4; 2 Pedro 3:9-10
Quando vemos alguns desses sinais nos dias de hoje, isso deve servir como aviso: O fim pode acontecer a qualquer momento. Por isso, é importante estarmos preparados, vivendo de maneira que agrada a Deus. (2 Pedro 3:14) Deus o abençoe.

sexta-feira, 14 de abril de 2017

ELE DEU SUA VIDA PELA NOSSA SALVAÇÃO

A Paixão e a Morte na Cruz


Cristo morreu por nossos pecados (cfr. Rm 4, 25) para livrar-nos deles e resgatar-nos para a vida divina.

1. O sentido geral da Cruz de Cristo


1.1. Algumas premissas:

O mistério da Cruz se enquadra no marco geral do projeto de Deus e da vinda de Jesus ao mundo. O sentido da criação é dado por sua finalidade sobrenatural, que consiste na união com Deus. Entretanto, o pecado alterou profundamente a ordem da criação; o homem deixou de ver o mundo como uma obra cheia de bondade, e o converteu em uma realidade equívoca. Pôs sua esperança nas criaturas e, como meta, fixou para si falsos fins terrenos.

A vinda de Jesus Cristo ao mundo tem como finalidade reimplantar no mundo o projeto de Deus e conduzi-lo eficazmente ao seu destino de união com Ele. Para isso, Jesus, verdadeira Cabeça do gênero humano [1], assumiu toda a realidade humana degradada pelo pecado, fê-la sua, e a ofereceu filialmente ao Pai. Deste modo, Jesus Cristo restituiu a cada relação e situação humana seu verdadeiro sentido, em dependência de Deus Pai.

Este sentido ou fim da vinda de Jesus Cristo se realiza em sua vida inteira, em cada um de seus mistérios, nos quais Jesus Cristo glorifica plenamente ao Pai. Cada acontecimento e cada etapa da vida de Cristo tem uma finalidade específica em ordem a este objetivo salvador [2].

1.2. Aplicação ao mistério da Cruz:

A finalidade própria do mistério da Cruz é cancelar o pecado do mundo (cfr. Jo 1, 29), algo absolutamente necessário para que se possa realizar a união filial com Deus. Esta união é, como já dissemos, o objetivo último do plano de Deus (cfr. Rm 8, 28-30).

Jesus cancela o pecado do mundo carregando-o sobre seus ombros e anulando-o na justiça de seu santo coração [3]. Nisto consiste essencialmente o mistério da Cruz.

a) Carregou nossos pecados. Isto se vê, em primeiro lugar, pela história de sua paixão e morte relatada nos Evangelhos. Estes fatos, sendo a história do Filho de Deus encarnado, e não de um homem qualquer, mais ou menos santo, têm um valor e uma eficácia universais, que alcançam toda a raça humana. Neles, vemos que Jesus foi entregue pelo Pai às mãos dos pecadores (cfr. Mt 26, 45) e que Ele mesmo permitiu voluntariamente que a maldade deles determinasse em tudo sua sorte (d'Ele). Como diz Isaias ao apresentar sua impressionante figura de Jesus [4]: “humilhou-se e não abriu a boca. Como uma ovelha levada ao matadouro, e como um cordeiro diante do que o tosquia, guardou silêncio e não abriu sequer a sua boca" (Is 53, 7).

Cordeiro sem mancha, aceitou livremente os sofrimentos físicos e morais impostos pela injustiça dos pecadores e, nela, assumiu todos os pecados dos homens, toda ofensa a Deus. Cada agravo humano é, de algum modo, causa da morte de Cristo. Dizemos, neste sentido, que Jesus 'carregou' nossos pecados no Gólgota (cfr. 1P 2,24).

b) Eliminou o pecado em sua entrega. Mas Cristo não se limitou a carregar nossos pecados, mas também os 'destruiu', os eliminou. Pois carregou com os sofrimentos na justiça filial, na união obediente e amorosa para com seu Pai Deus e na justiça inocente, de quem ama o pecador, ainda que este não o mereça: de quem busca perdoar as ofensas por amor (cfr. Lc 22,42; 23,34). Ofereceu ao Pai seus sofrimentos e sua morte em nosso favor, para nosso perdão: “em suas chagas fomos curados" (Is 53,5).

2. A Cruz revela a misericórdia e justiça de Deus em Jesus Cristo

Fruto da Cruz é, portanto, a eliminação do pecado. Deste fruto se apropria o homem através dos sacramentos (sobretudo da Confissão sacramental) e se apropriará definitivamente depois desta vida, se foi fiel a Deus. Da Cruz procede a possibilidade para todos os homens de viver afastados do pecado e de integrar os sofrimentos e a morte ao próprio caminho da santidade.

Deus quis salvar o mundo pelo caminho da Cruz, mas não porque ame a dor ou o sofrimento, pois Deus só ama o bem e o fazer o bem. Não quis a Cruz com uma vontade incondicionada, como quer, por exemplo, que existam as criaturas, mas a quis praeviso peccato, sobre o pressuposto do pecado. Há Cruz porque existe o pecado. Mas também porque existe o Amor. A Cruz é fruto do amor de Deus ante o pecado dos homens.

Deus quis enviar seu Filho ao mundo para que realizasse a salvação dos homens com o sacrifício de sua própria vida, e isto fala em primeiro lugar sobre o próprio Deus. Concretamente, a Cruz revela a misericórdia e a justiça de Deus:

a) A misericórdia. A Sagrada Escritura refere com frequência que o Pai entregou seu Filho às mãos dos pecadores (cfr. Mt 26,54), que não poupou o se próprio Filho. Pela unidade das Pessoas divinas na Trindade, em Jesus Cristo, Verbo encarnado, está sempre presente o Pai que o envia. Por este motivo, após a decisão livre de Jesus de entregar sua vida por nós, está a entrega que o Pai nos faz de seu Filho amado, consignando-o aos pecadores; esta entrega manifesta mais que qualquer outro gesto da história da salvação o amor do Pai para com os homens e sua misericórdia.

b) A Cruz nos revela também a justiça de Deus. Esta não consiste tanto em fazer pagar o homem pelo pecado, mas, mais propriamente, em devolver ao homem o caminho da verdade e do bem, restaurando os bens que o pecado havia destruído. A fidelidade, a obediência e o amor de Cristo para com seu Pai Deus; a generosidade, a caridade e o perdão de Jesus a seus irmãos os homens; sua veracidade, sua justiça e inocência, mantidas e afirmadas na hora de sua paixão e de sua morte, cumprem esta função: esvaziam o pecado de sua força condenatória e abrem nossos corações à santidade e à justiça, pois se entrega por nós. Deus nos livra de nossos pecados pela via da justiça, pela justiça de Cristo.

Como fruto do sacrifício de Cristo e pela presença de sua força salvadora, podemos sempre comportar-nos como filhos de Deus, qualquer que seja a situação que estejamos atravessando.

3. A Cruz e sua realização histórica


Jesus conheceu desde o princípio, e de modo adequado ao progresso de sua missão e de sua consciência humana, que o rumo de sua vida o conduzia à Cruz. E o aceitou plenamente: veio para cumprir a vontade do Pai até o último detalhe (cfr. Jo 19,28-30), e esse cumprimento levou-o a “dar sua vida em resgate de muitos" (Mc 10,45).

Na realização da tarefa que o Pai lhe havia encomendado, encontrou a oposição das autoridades religiosas de Israel, que consideravam Jesus um impostor. De modo que “alguns chefes de Israel acusaram Jesus de agir contra a Lei, contra o templo de Jerusalém, e em particular contra a fé no Deus único, porque Ele se proclamava Filho de Deus. Por isso, O entregaram a Pilatos, para que O condenasse à morte." (Compêndio, 113).

Os que condenaram Jesus pecaram ao rechaçar a Verdade que é Cristo. Na verdade, todo pecado é um desprezo de Jesus e da verdade que Ele nos trouxe da parte de Deus. Neste sentido, todo pecado encontra lugar na Paixão de Jesus. “A paixão e a morte de Jesus não podem ser imputadas indistintamente nem a todos os judeus então vivos, nem aos outros judeus que depois viveram no tempo e no espaço. Cada pecador, isto é, cada homem, é realmente causa e instrumento dos sofrimentos do Redentor, e culpa maior têm aqueles, sobretudo se são cristãos, que mais frequentemente caem no pecado ou se deleitam nos vícios" (Compêndio, 117).

4. Sacrifício e Redenção


Jesus morreu por nossos pecados (cfr. Rm 4,25), para livrar-nos deles e resgatar-nos da escravidão que o pecado introduz na vida humana. A Sagrada Escritura diz que a paixão e morte de Cristo são: a) sacrifício de aliança, b) sacrifício de expiação, c) sacrifício de propiciação e de reparação pelos pecados, d) ato de redenção e libertação dos homens. a) Jesus, oferecendo sua vida a Deus na Cruz, instituiu a Nova Aliança, isto é, a nova forma de união de Deus com os homens que havia sido profetizada por Isaias (cfr. Is 42,6), Jeremias (cfr. Jr 31, 31-33) e Ezequiel (cfr. Ez 37,26). O Novo Pacto é a aliança selada no corpo de Cristo entregue por nós e em seu sangue derramado por nós (cfr. Mt 26,27-28).

b) O sacrifício de Cristo na Cruz tem valor de expiação, isto é, de limpeza e purificação do pecado (cfr. Rm 3,25; Hb 1,3; 1 Jo 2,2; 4,10).

c) A Cruz é sacrifício de propiciação e de reparação pelo pecado (cfr. Rm 3,25; Hb 1,3; 1 Jo2,2; 4,10). Cristo manifestou ao Pai o amor e a obediência que nós homens lhe havíamos negado com nossos pecados. Sua entrega fez justiça e satisfez o amor paterno de Deus que havíamos rechaçado desde o início da história.

d) A Cruz de Cristo é ato de redenção e de libertação do homem. Jesus pagou nossa liberdade com o preço de seu sangue, isto é, de seus sofrimentos e de sua morte (cfr. 1 P 1,18). Mereceu com sua entrega nossa salvação para incorporar-nos ao reino dos céus: “Ele nos livrou do poder das trevas e nos transladou ao Reino do Filho de seu amor, no qual temos a redenção: o perdão dos pecados." (Col 1,13-14).

5. Os efeitos da Cruz


O principal efeito da Cruz é eliminar o pecado e tudo aquilo que se opõe à união do homem com Deus.

A Cruz, além de cancelar os pecados, nos livra também do diabo, que dirige ocultamente a trama do pecado, e da morte eterna. O diabo nada pode contra quem está unido a Cristo (cfr. Rm 8,31-39) e a morte deixa de ser separação eterna de Deus, e permanece apenas como porta de acesso ao destino último (cfr. 1 Co 15,55-56).

Removidos todos estes obstáculos, a Cruz abre para a humanidade o caminho da salvação, a possibilidade universal da graça.

Junto com sua Ressurreição e sua gloriosa Exaltação, a Cruz é causa da justificação do homem, isto é, não só da eliminação do pecado e dos demais obstáculos, mas também da infusão da vida nova (a graça de Cristo que santifica a alma). Cada sacramento é um modo diverso de participar na Páscoa de Cristo e de apropriar-se da salvação que dela provém. Concretamente, o Batismo livra-nos da morte introduzida pelo pecado original e nos permite viver a vida nova do Ressuscitado.

Jesus é a causa única e universal da salvação humana: o único mediador entre Deus e os homens. Toda graça de salvação dada aos homens provém de sua vida e, em particular, de seu mistério pascal.

6. Corredimir com Cristo


Como acabamos de dizer, a Redenção realizada por Cristo na Cruz é universal, estende-se a todo o gênero humano. Mas é preciso que chegue a aplicar-se a cada um os frutos e os méritos da Paixão e Morte de Cristo, principalmente por meio da fé e dos sacramentos.

Nosso Senhor Jesus Cristo é o único mediador entre Deus e os homens (cfr. 1 Tm 2,5). Mas Deus Pai quis que fôssemos não só redimidos, mas também corredentores (cfr. Catecismo, 618). Chama-nos a tomar sua Cruz e a segui-lo (cfr. Mt 16,24), porque Ele “sofreu por nós deixando-nos exemplo para que sigamos suas pegadas" (1 P 2,21).

São Paulo escreve:

a) “eu estou com Cristo na Cruz, e não sou o que vive, mas é Cristo que vive em mim" (Gl 2,20): para alcançar a identificação com Cristo é preciso abraçar a Cruz.

b) “completo em minha carne o que falta à paixão de Cristo, por seu corpo que é a Igreja" (Cl 1,24): podemos ser corredentores com Cristo.

Deus nos quis livrar de todas as penalidades desta vida, para que, aceitando-as, nos identifiquemos com Cristo, mereçamos a vida eterna e cooperemos na tarefa de levar aos demais os frutos da Redenção. A enfermidade e a dor, oferecidos a Deus em união com Cristo, alcançam um grande valor redentor, como também a mortificação corporal praticada com o mesmo espírito com que Cristo padeceu livre e voluntariamente em sua Paixão: por amor, para redimir-nos, expiando por nossos pecados. Na Cruz, Jesus Cristo nos dá exemplo de todas as virtudes:

a) de caridade: “ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida por seus amigos" (cfr. Jo 15,13);

b) de obediência: fez-se “obediente ao Pai até a morte e morte de Cruz" (Fl 2,8);

c) de humildade, de mansidão e de paciência: suportou os sofrimentos sem evitá-los nem suavisá-los, como um manso cordeiro (cfr. Jr 11,19);

d) de desprendimento das coisas terrenas: o Rei dos Reis e Senhor dos que dominam aparece na Cruz desnudo, burlado, cuspido, açoitado, coroado de espinhos, por Amor.

O Senhor quis associar sua Mãe, mais intimamente que ninguém, com o mistério do sofrimento redentor (cfr. Lc 2,35; Catecismo, 618). A Virgem nos ensina a estar junto à Cruz de seu Filho [5].

Antonio Ducay Bibliografía básica Catecismo da Igreja Católica, 599-618.

Compêndio do Catecismo da Igreja Católica, 112-124.

João Paulo II, O valor redentor da Paixão de Cristo, Catequesis: 7-09-1988, 8-09-1988, 5-10-1988, 19-10-1988, 26-10-1988.

João Paulo II, A morte de Cristo: seu caráter redentor, Catequesis: 14-12-88, 11-01-89.

Leituras recomendadas

São Josemaria, Homilía A morte de Cristo vida do cristão, em É Cristo que passa, 95-101.

Diccionario de Teología, dirigida por C. Izquierdo et al., verbetes: Jesucristo (IV) e Cruz, Eunsa, Pamplona 2006

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[1] É nossa Cabeça porque é o Filho de Deus e porque se fez solidário conosco em tudo, exceto no pecado (cf. Hb 4,15).

[2] A infância de Jesus, sua vida de trabalho, seu batismo no Jordão, sua pregação...tudo contribui para a Redenção dos homens. Referindo-se à vida de Cristo na aldeia de Nazaré, dizia São Josemaria: “Esses anos ocultos do Senhor não são algo sem significado, nem tampouco uma simples preparação para os anos que viriam em seguida: os de sua vida pública. Desde 1928, compreendi com clareza que Deus deseja que os cristãos sigam o exemplo de toda a vida do Senhor. Entendi especialmente sua vida escondida, sua vida de trabalho corrente em meio aos homens: o Senhor quer que muitas almas encontrem seu caminho nos anos de vida silenciosa e sem brilho" (É Cristo que passa, 19). [3] Cfr. Cl 1,19-22; 2, 13-15; Rm 8, 1-4; Ef 2, 14-18; Hb 9, 26.

[4] Os quatro poemas dedicados ao misterioso “Servo de Jahvé" constituem uma esplêndida profecia no Antigo Testamento da Paixão de Cristo (Is 42,1-9; 49,1-9; 50,4-9; 52,13-53,12).

[5] Cfr. São Josemaria, Caminho, 508.