Deus, nosso Pai, CAMINHE pela minha casa e leve embora todas as minhas preocupações e doenças, e POR FAVOR, vigia e cura a minha família em nome de Jesus ... AMÉM

sábado, 13 de maio de 2023

Saiba mais sobre os Pretos-Velhos e peça proteção a essas entidades

 




Há quem, nunca tendo pisado em um terreiro, fique com medo dos Pretos-Velhos. O sentimento pode ser explicado muito por conta de imagens vendidas que, nem de longe representam a generosidade e bondade desses espíritos de luz.

Sim, os Pretos-Velhos são espíritos do bem, seriamente comprometidos com a caridade, o amor e a humildade. E quem já sentiu o abraço, quem já ouviu suas palavras sabe que seus conselhos são pautados pela ética, a justiça e o perdão.

O que pouca gente sabe é que muitos desses guias não foram necessariamente negros e muitos não morreram idosos - e aqui valem algumas explicações.

Os espíritos evoluídos, quando desencarnam, podem assumir a forma que desejarem. Muitos optam por trabalhar nos centros na forma de ex-escravos para valorizar a herança que os africanos deixaram para o Brasil e mostrar que a vaidade nem de longe é característica do bom médium.

Apesar disso, muitos sensitivos e canalizadores adoram anunciar que incorporam ou recebem mensagens de pessoas famosas, como escritores, pintores e médicos, como se o título e um nome famoso fosse garantia de evolução espiritual.

Porém, poucos são os que reconhecem, atrás de um pai João e uma vó Benedita, a grandeza dos mestres espirituais.

Quem disse que nomes importantes da ciência e da medicina, justamente para não chamar atenção, não resolveram adotar a forma simples e humilde dos pretos velhos para trabalhar em um centro, focando na essência da atividade e não na forma como se apresentam?

O jeito simples de passar as mensagens permitiu que pudessem falar também com uma camada da população brasileira que não se via representada por espíritos de médicos alemães e tampouco entendiam as palavras difíceis de escritores e filósofos.

Os Pretos-Velhos são muito conhecidos por ajudar em questões de saúde, seja física ou emocional, assim como para encontrar emprego e unir família. Suas magias, chamadas de "mirongas", são poderosíssimas e repletas de mistérios milenares.

Nas consultas, utilizam técnicas de benzimento e sugerem banhos com ervas. Conhecem, assim como os Caboclos, os segredos de uma infinidade de plantas. No entanto, as ervas que mais utilizam são o manjericão, para melhorar o padrão dos pensamentos; o alecrim, para ajudar em curas físicas diversas; a espada de São Jorge, para proteção espiritual; a arruda, para descarrego; e a guiné, para trabalhar com a prosperidade.

Com seus cachimbos ou cigarros de palha, defumam as pessoas que com eles tomam passes. A ação do fogo e do fumo "queima" as energias pesadas - se engana quem pensa que eles precisam do "pito" para alimentar vícios.

Já o café, servido sempre frio e sem açúcar, nos trabalhos, ajuda a dar movimento à vida das pessoas. Quanta gente já encontrou trabalho oferecendo um pouquinho da água preta para São Benedito em uma segunda-feira?

No passe, ao estalar os dedos, também acionam energias que se encontram paradas no campo vibratório dos assistidos.

Os Pretos-Velhos conhecem com profundidade a força de cada Orixá, embora sejam mais relacionados a Obaluaê e Nanã - divindades mais velhas nas religiões de matriz africana. Sabem que são forças da Natureza que, quando se encontram desequilibradas, causam problemas físicos e emocionais nos indivíduos. E movimentam com respeito as energias dessas expressões divinas, sem deixar de lado as rezas e ladainhas católicas e o poderoso rosário que protege os filhos de fé.

Não são raros os médiuns que presenciaram uma batida no chão com a bengala espantar exércitos de espíritos perdidos que vinham atrapalhar um ritual.

No plano espiritual, cuidam das crianças que desencarnaram antes de seus pais, e dos animais domésticos.

Os Pretos-Velhos podem ser agrupados naqueles de Angola, Luanda, Guiné, Congo ou Aruanda. Não se trata de segmentação geográfica, mas fundamentos nos campos de atuação. Geralmente, se apresentam como pais ou mães velhos, mas podem ser chamados de vovôs, quando optam por formas anciãs, ou ainda de tios, quando escolhem vir em formas mais jovens.

Suas cores são o preto e branco e o dia consagrado a eles é a segunda-feira. No dia 13 de maio, as casas de Umbanda celebram esta linha, sem esquecer do dia 26 de julho.

Embora sejam doces, não aceitam indisciplina, tampouco falta de palavra. Mas o perdão é grande característica, mostrando que mesmo vivendo o drama do cativeiro, ajudaram inclusive a seus algozes.

A grande lição de um Preto-Velho, aliás, está na verdadeira liberdade. Todos eles vêm, nos dias de hoje, mostrar o quanto somos prisioneiros de nossas ilusões - muito mais perigosas que as correntes que os mantinham na escravidão.

Adorei as almas! Bença, vovôs!

Ritual para pedir proteção aos Pretos-Velhos

Em uma segunda-feira, acenda uma vela palito, metade branca e metade preta. Faça a oração abaixo por nove dias, acendendo as velas diariamente.

"Glorioso São Benedito, grande Confessor da fé, com toda confiança venho implorar a vossa valiosa proteção. Vós, a quem Deus enriqueceu com os dons celestes, impetrai-me as graças que ardentemente desejo, para maior glória de Deus. Confortai o meu coração nos desalentos! Fortificai minha vontade para cumprir bem os meus deveres! Sede o meu companheiro nas horas de solidão e desconforto! Assisti-me e guiai-me na vida e na hora da minha morte, para que eu possa bendizer a Deus nesse mundo e gozá-lo na eternidade. Com Jesus Cristo, a quem tanto amastes. Assim seja."







segunda-feira, 1 de maio de 2023

DIA DO TRABALHADOR, DIA DE SÃO JOSÉ OPERÁRIO


1º de maio é dia de São José Operário

Papa Pio Doze instituiu a festa de "São José Operário", em 1955 e São José é o modelo ideal do operário. Toda a vida trabalhou com suas próprias mãos, ensinou ao Filho de Deus a profissão de carpinteiro e permitiu que as profecias se cumprissem.

São José é o padroeiro dos trabalhadores. Salve todos os TRABALHADORES deste planeta!

Salve!!! Salve!!!

domingo, 23 de abril de 2023

SALVE JORGE, SALVE OGÚM!

 Dia 23 de Abril é celebrado o Dia de São Jorge. 

Selecionamos uma mensagem especial para a data, além de oração e curiosidades.


Quem foi São Jorge? 

São Jorge, também conhecido como Jorge da Capadócia e Jorge de Lida foi, conforme a tradição, um soldado romano no exército do imperador Diocleciano, venerado como mártir cristão. Na hagiografia, São Jorge é um dos santos mais venerados no Catolicismo, na Igreja Ortodoxa, bem como na Comunhão Anglicana. É imortalizado na lenda em que mata o dragão. É também um dos Catorze santos auxiliares. No cânon do Papa Gelásio (+496), São Jorge é mencionando entre aqueles que “foram justamente reverenciados pelos homens e cujos atos são conhecidos somente por Deus”.

Considerado como um dos mais proeminentes santos militares, a memória de São Jorge é celebrada nos dias 23 de abril e 3 de novembro. Nestas datas, por toda a parte, comemora-se a reconstrução da igreja que lhe é dedicada, em Lida (Israel), na qual se encontram suas relíquias. A igreja foi erguida a mando do imperador romano Constantino.

São Jorge é o santo padroeiro em diversas partes do mundo tais como: (países) Inglaterra, Portugal (orago menor), Geórgia, Lituânia, Sérvia, Montenegro, Etiópia, e (cidades) Londres, Barcelona, Génova, Régio da Calábria, Ferrara, Friburgo em Brisgóvia, Moscovo e Beirute. No Oriente, ele é conhecido como “megalomártir”, ou seja, “grande mártir”. Ele também é reconhecido como modelo de virgem masculino, ao lado de São João Evangelista e o próprio Jesus Cristo.

Há uma tradição que aponta o ano 303 como ano da sua morte. Apesar de sua história se basear em documentos lendários e apócrifos (decreto gelasiano do século VI), a devoção a São Jorge se espalhou por todo o mundo.


"A principal mensagem para o dia 23 de Abril é a de ter fé, não desacreditar dos nossos sonhos e seguir de cabeça erguida em cada batalha."

Acompanhe a seguir a oração de São Jorge pedindo mais Amor.

Oração São Jorge

“Ó meu São Jorge, meu Santo Guerreiro e protetor, Invencível na fé em Deus, que por ele sacrificou-se, Traga em vosso rosto a esperança e abre os meus caminhos. Com sua couraça, sua espada e seu escudo, Que representam a fé, a esperança e a caridade, Eu andarei vestido, para que meus inimigos Tendo pés não me alcancem, Tendo mãos não me peguem, Tendo olhos não me enxerguem E nem pensamentos possam ter, para me fazerem mal (...) Ó Glorioso nobre cavaleiro da cruz vermelha, Vós que com a sua lança em punho derrotaste o dragão do mal, Derrote também todos os problemas que por ora estou passando (...) Ó Glorioso São Jorge, Dai-me coragem e esperança, Fortalecei minha fé, meu ânimo de vida e auxiliai-me em meu pedido. Ó Glorioso São Jorge, Traga a paz, amor e a harmonia ao meu coração, Ao meu lar e a todos que estão em minha volta. Ó Glorioso São Jorge, Pela fé que em vós deposito: Guiai-me, defendei-me e protegei-me de todo o mal. Amém.”


Eu andarei vestido e armado com as armas de São Jorge
Para que meus inimigos, tendo pés não me alcancem,
Tendo mãos não me peguem,
Tendo olhos não me vejam,
E nem em pensamentos eles possam me fazer mal.
Armas de fogo o meu corpo não alcançarão,
Facas e lanças se quebrem sem o meu corpo tocar,
Cordas e correntes se arrebentem sem o meu corpo amarrar.
Jesus Cristo, Me proteja e me defenda com o poder de sua santa e divina graça,
Virgem de Nazaré, me cubra com o seu manto sagrado e divino,
Protegendo-me em todas as minhas dores e aflições,
E Deus, com sua divina misericórdia e grande poder,
Seja meu defensor contra as maldades e perseguições dos meu inimigos.
Glorioso São Jorge, em nome de Deus,
Estenda-me o seu escudo e as suas poderosas armas,
Defendendo-me com a sua força e com a sua grandeza,
E que debaixo das patas de seu fiel ginete
Meus inimigos fiquem humildes e submissos a vós.
Assim seja com o poder de Deus, de Jesus e da falange do Divino Espírito Santo.
São Jorge Rogai por Nós.
Amém.








quarta-feira, 19 de abril de 2023

CULTURARTE 256 - abril de 2023

CULTURARTE 256 - abril de 2023 



- 19 de abril, Dia do Índio: o que comemorar?
- Saiba se sentir respeitada e valorizada no seu relacionamento
- Os perigos da Anorexia
- Relato de uma mulher que descobriu o seu verdadeiro valor
- O que as proteínas vegetais fazem pela sua saúde e como consumi-las
- Menos peso, mais ano de vida
- Cássia Mattos, Gata Verão 2023
- Fim do verão, mas na verdade, o que é um corpo de verão?
Informativo CULTURARTE edição de abril de 2023, já circulando nas versões on line e revista eletrônica










sexta-feira, 7 de abril de 2023

A Paixão e a Morte na Cruz: ELE DEU SUA VIDA PELA NOSSA SALVAÇÃO

 A Paixão e a Morte na Cruz

Cristo morreu por nossos pecados (cfr. Rm 4, 25) para livrar-nos deles e resgatar-nos para a vida divina.


1. O sentido geral da Cruz de Cristo

1.1. Algumas premissas:

O mistério da Cruz se enquadra no marco geral do projeto de Deus e da vinda de Jesus ao mundo. O sentido da criação é dado por sua finalidade sobrenatural, que consiste na união com Deus. Entretanto, o pecado alterou profundamente a ordem da criação; o homem deixou de ver o mundo como uma obra cheia de bondade, e o converteu em uma realidade equívoca. Pôs sua esperança nas criaturas e, como meta, fixou para si falsos fins terrenos.

A vinda de Jesus Cristo ao mundo tem como finalidade reimplantar no mundo o projeto de Deus e conduzi-lo eficazmente ao seu destino de união com Ele. Para isso, Jesus, verdadeira Cabeça do gênero humano [1], assumiu toda a realidade humana degradada pelo pecado, fê-la sua, e a ofereceu filialmente ao Pai. Deste modo, Jesus Cristo restituiu a cada relação e situação humana seu verdadeiro sentido, em dependência de Deus Pai.

Este sentido ou fim da vinda de Jesus Cristo se realiza em sua vida inteira, em cada um de seus mistérios, nos quais Jesus Cristo glorifica plenamente ao Pai. Cada acontecimento e cada etapa da vida de Cristo tem uma finalidade específica em ordem a este objetivo salvador [2].

1.2. Aplicação ao mistério da Cruz:

A finalidade própria do mistério da Cruz é cancelar o pecado do mundo (cfr. Jo 1, 29), algo absolutamente necessário para que se possa realizar a união filial com Deus. Esta união é, como já dissemos, o objetivo último do plano de Deus (cfr. Rm 8, 28-30).

Jesus cancela o pecado do mundo carregando-o sobre seus ombros e anulando-o na justiça de seu santo coração [3]. Nisto consiste essencialmente o mistério da Cruz.

a) Carregou nossos pecados. Isto se vê, em primeiro lugar, pela história de sua paixão e morte relatada nos Evangelhos. Estes fatos, sendo a história do Filho de Deus encarnado, e não de um homem qualquer, mais ou menos santo, têm um valor e uma eficácia universais, que alcançam toda a raça humana. Neles, vemos que Jesus foi entregue pelo Pai às mãos dos pecadores (cfr. Mt 26, 45) e que Ele mesmo permitiu voluntariamente que a maldade deles determinasse em tudo sua sorte (d'Ele). Como diz Isaias ao apresentar sua impressionante figura de Jesus [4]: “humilhou-se e não abriu a boca. Como uma ovelha levada ao matadouro, e como um cordeiro diante do que o tosquia, guardou silêncio e não abriu sequer a sua boca" (Is 53, 7).

Cordeiro sem mancha, aceitou livremente os sofrimentos físicos e morais impostos pela injustiça dos pecadores e, nela, assumiu todos os pecados dos homens, toda ofensa a Deus. Cada agravo humano é, de algum modo, causa da morte de Cristo. Dizemos, neste sentido, que Jesus 'carregou' nossos pecados no Gólgota (cfr. 1P 2,24).

b) Eliminou o pecado em sua entrega. Mas Cristo não se limitou a carregar nossos pecados, mas também os 'destruiu', os eliminou. Pois carregou com os sofrimentos na justiça filial, na união obediente e amorosa para com seu Pai Deus e na justiça inocente, de quem ama o pecador, ainda que este não o mereça: de quem busca perdoar as ofensas por amor (cfr. Lc 22,42; 23,34). Ofereceu ao Pai seus sofrimentos e sua morte em nosso favor, para nosso perdão: “em suas chagas fomos curados" (Is 53,5).

2. A Cruz revela a misericórdia e justiça de Deus em Jesus Cristo


Fruto da Cruz é, portanto, a eliminação do pecado. Deste fruto se apropria o homem através dos sacramentos (sobretudo da Confissão sacramental) e se apropriará definitivamente depois desta vida, se foi fiel a Deus. Da Cruz procede a possibilidade para todos os homens de viver afastados do pecado e de integrar os sofrimentos e a morte ao próprio caminho da santidade.

Deus quis salvar o mundo pelo caminho da Cruz, mas não porque ame a dor ou o sofrimento, pois Deus só ama o bem e o fazer o bem. Não quis a Cruz com uma vontade incondicionada, como quer, por exemplo, que existam as criaturas, mas a quis praeviso peccato, sobre o pressuposto do pecado. Há Cruz porque existe o pecado. Mas também porque existe o Amor. A Cruz é fruto do amor de Deus ante o pecado dos homens.

Deus quis enviar seu Filho ao mundo para que realizasse a salvação dos homens com o sacrifício de sua própria vida, e isto fala em primeiro lugar sobre o próprio Deus. Concretamente, a Cruz revela a misericórdia e a justiça de Deus:

a) A misericórdia. A Sagrada Escritura refere com frequência que o Pai entregou seu Filho às mãos dos pecadores (cfr. Mt 26,54), que não poupou o se próprio Filho. Pela unidade das Pessoas divinas na Trindade, em Jesus Cristo, Verbo encarnado, está sempre presente o Pai que o envia. Por este motivo, após a decisão livre de Jesus de entregar sua vida por nós, está a entrega que o Pai nos faz de seu Filho amado, consignando-o aos pecadores; esta entrega manifesta mais que qualquer outro gesto da história da salvação o amor do Pai para com os homens e sua misericórdia.

b) A Cruz nos revela também a justiça de Deus. Esta não consiste tanto em fazer pagar o homem pelo pecado, mas, mais propriamente, em devolver ao homem o caminho da verdade e do bem, restaurando os bens que o pecado havia destruído. A fidelidade, a obediência e o amor de Cristo para com seu Pai Deus; a generosidade, a caridade e o perdão de Jesus a seus irmãos os homens; sua veracidade, sua justiça e inocência, mantidas e afirmadas na hora de sua paixão e de sua morte, cumprem esta função: esvaziam o pecado de sua força condenatória e abrem nossos corações à santidade e à justiça, pois se entrega por nós. Deus nos livra de nossos pecados pela via da justiça, pela justiça de Cristo.

Como fruto do sacrifício de Cristo e pela presença de sua força salvadora, podemos sempre comportar-nos como filhos de Deus, qualquer que seja a situação que estejamos atravessando.

3. A Cruz e sua realização histórica



Jesus conheceu desde o princípio, e de modo adequado ao progresso de sua missão e de sua consciência humana, que o rumo de sua vida o conduzia à Cruz. E o aceitou plenamente: veio para cumprir a vontade do Pai até o último detalhe (cfr. Jo 19,28-30), e esse cumprimento levou-o a “dar sua vida em resgate de muitos" (Mc 10,45).

Na realização da tarefa que o Pai lhe havia encomendado, encontrou a oposição das autoridades religiosas de Israel, que consideravam Jesus um impostor. De modo que “alguns chefes de Israel acusaram Jesus de agir contra a Lei, contra o templo de Jerusalém, e em particular contra a fé no Deus único, porque Ele se proclamava Filho de Deus. Por isso, O entregaram a Pilatos, para que O condenasse à morte." (Compêndio, 113).

Os que condenaram Jesus pecaram ao rechaçar a Verdade que é Cristo. Na verdade, todo pecado é um desprezo de Jesus e da verdade que Ele nos trouxe da parte de Deus. Neste sentido, todo pecado encontra lugar na Paixão de Jesus. “A paixão e a morte de Jesus não podem ser imputadas indistintamente nem a todos os judeus então vivos, nem aos outros judeus que depois viveram no tempo e no espaço. Cada pecador, isto é, cada homem, é realmente causa e instrumento dos sofrimentos do Redentor, e culpa maior têm aqueles, sobretudo se são cristãos, que mais frequentemente caem no pecado ou se deleitam nos vícios" (Compêndio, 117).

4. Sacrifício e Redenção



Jesus morreu por nossos pecados (cfr. Rm 4,25), para livrar-nos deles e resgatar-nos da escravidão que o pecado introduz na vida humana. A Sagrada Escritura diz que a paixão e morte de Cristo são: a) sacrifício de aliança, b) sacrifício de expiação, c) sacrifício de propiciação e de reparação pelos pecados, d) ato de redenção e libertação dos homens. a) Jesus, oferecendo sua vida a Deus na Cruz, instituiu a Nova Aliança, isto é, a nova forma de união de Deus com os homens que havia sido profetizada por Isaias (cfr. Is 42,6), Jeremias (cfr. Jr 31, 31-33) e Ezequiel (cfr. Ez 37,26). O Novo Pacto é a aliança selada no corpo de Cristo entregue por nós e em seu sangue derramado por nós (cfr. Mt 26,27-28).

b) O sacrifício de Cristo na Cruz tem valor de expiação, isto é, de limpeza e purificação do pecado (cfr. Rm 3,25; Hb 1,3; 1 Jo 2,2; 4,10).

c) A Cruz é sacrifício de propiciação e de reparação pelo pecado (cfr. Rm 3,25; Hb 1,3; 1 Jo2,2; 4,10). Cristo manifestou ao Pai o amor e a obediência que nós homens lhe havíamos negado com nossos pecados. Sua entrega fez justiça e satisfez o amor paterno de Deus que havíamos rechaçado desde o início da história.

d) A Cruz de Cristo é ato de redenção e de libertação do homem. Jesus pagou nossa liberdade com o preço de seu sangue, isto é, de seus sofrimentos e de sua morte (cfr. 1 P 1,18). Mereceu com sua entrega nossa salvação para incorporar-nos ao reino dos céus: “Ele nos livrou do poder das trevas e nos transladou ao Reino do Filho de seu amor, no qual temos a redenção: o perdão dos pecados." (Col 1,13-14).

5. Os efeitos da Cruz



O principal efeito da Cruz é eliminar o pecado e tudo aquilo que se opõe à união do homem com Deus.

A Cruz, além de cancelar os pecados, nos livra também do diabo, que dirige ocultamente a trama do pecado, e da morte eterna. O diabo nada pode contra quem está unido a Cristo (cfr. Rm 8,31-39) e a morte deixa de ser separação eterna de Deus, e permanece apenas como porta de acesso ao destino último (cfr. 1 Co 15,55-56).

Removidos todos estes obstáculos, a Cruz abre para a humanidade o caminho da salvação, a possibilidade universal da graça.

Junto com sua Ressurreição e sua gloriosa Exaltação, a Cruz é causa da justificação do homem, isto é, não só da eliminação do pecado e dos demais obstáculos, mas também da infusão da vida nova (a graça de Cristo que santifica a alma). Cada sacramento é um modo diverso de participar na Páscoa de Cristo e de apropriar-se da salvação que dela provém. Concretamente, o Batismo livra-nos da morte introduzida pelo pecado original e nos permite viver a vida nova do Ressuscitado.

Jesus é a causa única e universal da salvação humana: o único mediador entre Deus e os homens. Toda graça de salvação dada aos homens provém de sua vida e, em particular, de seu mistério pascal.

6. Corredimir com Cristo



Como acabamos de dizer, a Redenção realizada por Cristo na Cruz é universal, estende-se a todo o gênero humano. Mas é preciso que chegue a aplicar-se a cada um os frutos e os méritos da Paixão e Morte de Cristo, principalmente por meio da fé e dos sacramentos.

Nosso Senhor Jesus Cristo é o único mediador entre Deus e os homens (cfr. 1 Tm 2,5). Mas Deus Pai quis que fôssemos não só redimidos, mas também corredentores (cfr. Catecismo, 618). Chama-nos a tomar sua Cruz e a segui-lo (cfr. Mt 16,24), porque Ele “sofreu por nós deixando-nos exemplo para que sigamos suas pegadas" (1 P 2,21).

São Paulo escreve:

a) “eu estou com Cristo na Cruz, e não sou o que vive, mas é Cristo que vive em mim" (Gl 2,20): para alcançar a identificação com Cristo é preciso abraçar a Cruz.

b) “completo em minha carne o que falta à paixão de Cristo, por seu corpo que é a Igreja" (Cl 1,24): podemos ser corredentores com Cristo.

Deus nos quis livrar de todas as penalidades desta vida, para que, aceitando-as, nos identifiquemos com Cristo, mereçamos a vida eterna e cooperemos na tarefa de levar aos demais os frutos da Redenção. A enfermidade e a dor, oferecidos a Deus em união com Cristo, alcançam um grande valor redentor, como também a mortificação corporal praticada com o mesmo espírito com que Cristo padeceu livre e voluntariamente em sua Paixão: por amor, para redimir-nos, expiando por nossos pecados. Na Cruz, Jesus Cristo nos dá exemplo de todas as virtudes:

a) de caridade: “ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida por seus amigos" (cfr. Jo 15,13);

b) de obediência: fez-se “obediente ao Pai até a morte e morte de Cruz" (Fl 2,8);

c) de humildade, de mansidão e de paciência: suportou os sofrimentos sem evitá-los nem suavisá-los, como um manso cordeiro (cfr. Jr 11,19);

d) de desprendimento das coisas terrenas: o Rei dos Reis e Senhor dos que dominam aparece na Cruz desnudo, burlado, cuspido, açoitado, coroado de espinhos, por Amor.

O Senhor quis associar sua Mãe, mais intimamente que ninguém, com o mistério do sofrimento redentor (cfr. Lc 2,35; Catecismo, 618). A Virgem nos ensina a estar junto à Cruz de seu Filho [5].

Antonio Ducay Bibliografía básica Catecismo da Igreja Católica, 599-618.

Compêndio do Catecismo da Igreja Católica, 112-124.

João Paulo II, O valor redentor da Paixão de Cristo, Catequesis: 7-09-1988, 8-09-1988, 5-10-1988, 19-10-1988, 26-10-1988.

João Paulo II, A morte de Cristo: seu caráter redentor, Catequesis: 14-12-88, 11-01-89.

Leituras recomendadas

São Josemaria, Homilía A morte de Cristo vida do cristão, em É Cristo que passa, 95-101.

Diccionario de Teología, dirigida por C. Izquierdo et al., verbetes: Jesucristo (IV) e Cruz, Eunsa, Pamplona 2006

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[1] É nossa Cabeça porque é o Filho de Deus e porque se fez solidário conosco em tudo, exceto no pecado (cf. Hb 4,15).

[2] A infância de Jesus, sua vida de trabalho, seu batismo no Jordão, sua pregação...tudo contribui para a Redenção dos homens. Referindo-se à vida de Cristo na aldeia de Nazaré, dizia São Josemaria: “Esses anos ocultos do Senhor não são algo sem significado, nem tampouco uma simples preparação para os anos que viriam em seguida: os de sua vida pública. Desde 1928, compreendi com clareza que Deus deseja que os cristãos sigam o exemplo de toda a vida do Senhor. Entendi especialmente sua vida escondida, sua vida de trabalho corrente em meio aos homens: o Senhor quer que muitas almas encontrem seu caminho nos anos de vida silenciosa e sem brilho" (É Cristo que passa, 19). [3] Cfr. Cl 1,19-22; 2, 13-15; Rm 8, 1-4; Ef 2, 14-18; Hb 9, 26.

[4] Os quatro poemas dedicados ao misterioso “Servo de Jahvé" constituem uma esplêndida profecia no Antigo Testamento da Paixão de Cristo (Is 42,1-9; 49,1-9; 50,4-9; 52,13-53,12).

[5] Cfr. São Josemaria, Caminho, 508.

terça-feira, 7 de março de 2023

CULTURARTE 255 - março de 2023

 CULTURARTE 255 - março de 2023



- 08 de março é comemorado o Dia Internacional da Mulher. Mas fica a pergunta: É justo comemorar a mulher em um único dia?
- Todas são Mulheres Maravilhas
- Maria Sem Vergonha de Ser Mulher, participação Michele Coelho, Musa Plus Size de Maricá 2022
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- A advogada e historiadora Daiane Machado fala dos DIREITOS DAS MULHERES
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- Beijar é muito bom, mas vá com calma: conheça as 5 doenças transmitidas pela troca de salivas
- UNIÃO DE MARICÁ faz um desfile perfeito, é campeã do desfile de sexta feira ficando em segundo lugar no computo geral da série prata do carnaval carioca e realizando o sonho de desfilar na série ouro em 2024, na Marques de Sapucaí
Confira essa edição super especial em homenagem as nossas MARAVILHOSAS MULHERES, do Informativo CULTURARTE edição 255 de março de 2023, já circulando na versão on line e na revista eletrônica.










sexta-feira, 17 de fevereiro de 2023

CULTURARTE 254 - fevereiro de 2023

 CULTURARTE 254 - fevereiro de 2023


- Escolhida a corte de Momo do Maricarnaval 2023
- Anderson Matheus é o Rei Momo do Maricarnaval
- Ana Julia é a Rainha do Maricarnaval
- Lorena Cabral é a Princesa do Maricarnaval
- Mais uma vez Maricá ficará sem os desfiles das escolas de samba
- Paty Pink é a MUSA COMPLETA 2022
- Todos nós envelhecemos
- O diário de um suicida
- A mega star, Victoria Matos, modelo brasileira, fala dos prós e contras de conteúdos adultos
- Gari faz ensaio em caminhão de lixo homenageando colegas de trabalho após sua formatura.
Tudo isso na edição de fevereiro do INFORMATIVO CULTURARTE que completou 18 anos, já circulando nas versões on line e revista eletrônica