Deus, nosso Pai, CAMINHE pela minha casa e leve embora todas as minhas preocupações e doenças, e POR FAVOR, vigia e cura a minha família em nome de Jesus ... AMÉM

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

NATAL DE JESUS - O ANIVERSARIANTE

Natal de Jesus!
Paiva Netto

Duas datas significativas preparam o espírito dos povos para as comemorações de mais um Natal de Jesus, o Cristo Ecumênico. Refiro-me ao Dia Internacional da Solidariedade (20/12) e ao dedicado, no Brasil, aos órfãos (24/12).
Quando de Sua primeira vinda visível ao planeta, o Provedor Celeste exemplificou com a própria vida o valor da solidariedade sem fronteiras, sejam elas de idioma, cor da pele, opinião política etc. É Dele também uma postura ecumênica de amparo aos desfavorecidos da Terra.
Refletindo sobre o amplo e irrestrito significado do Natal de Jesus para a LBV e para os que com ela cerram fileiras na construção “de um Brasil melhor e de uma Humanidade mais feliz”, recordo trecho de circular que escrevi em Brasília/DF, datada de 4 de junho de 1997. Faz parte da minha obra “Liderar sob a proteção de Deus”, em preparação. Dedico a todos os corações de Boa Vontade:
(...) Elevemos uma fervorosa Prece ao Cristo, nosso Senhor, porquanto este é o caminho seguro que nos conduzirá à vitória. No Cristo, venceremos!
Que queremos nós senão oferecer aos deserdados do mundo uma Ceia Especial que nutra, para todo o sempre, os seus Espíritos sequiosos de um alimento que vem do Alto: Jesus, o Pão que desceu do Céu?
E esse Pão que desceu do céu igualmente é Educação e Cultura, Alimentação, Segurança, Saúde e Trabalho com Espiritualidade Ecumênica!
Um sonho que nos vem do Cristo de Deus, de forma que o tornemos uma instituição em toda a Terra, para o que precisamos desenvolver um sentido realista, a fim de infalivelmente conduzir multidões pelas estradas da Alma. Isso porque nestes tempos de avançada tecnologia, é urgente que a Humanidade seja mais sensível aos sentimentos generosos, que impulsionam a Fraternidade e a Solidariedade Social, que andam fazendo bastante falta nos dias que correm. (...)

ILUSTRES DA CULTURA NO CÉU
No último sábado, 17/12, três ícones da cultura retornaram ao nosso plano de origem, o Mundo Espiritual: o carnavalesco, artista plástico, cenógrafo e bailarino Joãosinho Trinta; o veterano ator, diretor, apresentador de TV e roteirista Sérgio Britto; e a lendária cantora cabo-verdiana Cesária Évora, a “diva dos pés descalços”.
Certa vez, ao conhecer o Templo da Boa Vontade, Joãosinho Trinta declarou: “É uma grande emoção, porque a LBV plasmou fisicamente a potência que ela tem no Plano Espiritual. Aqui é um pequeno reflexo dessa potência, dessa capacidade de saber as diretrizes a serem tomadas na Terra. A LBV tem a plena visão de que é na Terra que devem ser objetivados os ideais do homem. Os ideais de conhecimento, de fraternidade, de alegria. Tudo isso se sente ao visitar a LBV. Tanto o Templo como essas salas todas [ambientes do TBV] nos enchem de emoção, de grandeza, nos entusiasma, e a palavra entusiasmo quer dizer ter Deus dentro de si”.
Pegando da palavra de nosso amigo, podemos afirmar que ele mesmo, Joãosinho Trinta, mais Sérgio Britto e Cesária Évora souberam, com maestria, cumprir na Terra seus ideais de conhecimento, de fraternidade, de alegria.
Que Deus os abençoe agora na Pátria Espiritual e ampare os familiares e amigos aos quais deixam grande saudade!
José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

PARABÉNS KARDEC, E MUITO OBRIGADO

03 de outubro de 1804: data da reencarnação de Allan Kardec, o emérito, ínclito, egrégio, insigne, estupendo, sensacional, extraordinário, impecável, magnífico, o grande Codificador do Espiritismo.

Agradeçamos, portanto, ao Missionário enviado por Jesus.
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A Viagem do Autoconhecimento

Se não fosse a persistência desse grande vulto que é Allan kardec, o que teria sido de todos nós? De mim, que despertei, realmente, com a leitura do livro dos espíritos, do evangelho consolador, para abraçar o mundo espiritual das grandes verdades que a codificação encerra.

Todo aquele que quiser ser espírita, tem de deixar muito da sua ânsia de ser compreendido.

Não pode ser hipersensível, não pode mergulhar nas susceptibilidades. Tem de ser, realmente, fraterno e compreensivo. Porque todos nós estamos na terra numa grande viagem, vocês encarnados principalmente.

Nessa grande viagem, vocês sofrem as condições exteriores de agressões, de lutas, provas, enfermidades.

Mas vocês estão, também, realizando uma grande viagem interior. Vocês estão conhecendo o caráter, a personalidade, os sentimentos que vocês agasalham dentro da alma e do coração e que só vocês conhecem.

Essa viagem interior, que todos os espíritas devem fazer, que se todas as criaturas a fizessem seria muito bom, é aquela de auto reconhecimento.

Sabemos que estamos caminhando, trazendo muita coisa que podemos deixar pelos caminhos da terra, para que as nossas almas sejam aladas e consigam empreender o grande vôo para o cimo da Luz.

Sem essa viagem interior com esses permanentes bloqueios que nós teimamos em fazer, não reconhecendo nossas falhas, nossas dúvidas, nossos conflitos, nossas neuroses, nossos traumas, transferindo sempre para o exterior tudo o que sofremos - nós não conseguiremos obter a nossa libertação.

É preciso, meus filhos, viajarmos dentro de nossa própria alma. Porque na grande viagem reencarnatória, dependendo ou não de vocês, vocês terão lutas e problemas, que, muitas vezes, esse ponto de agressão, de sentimentos inferiores. Mas, dentro do nosso espírito não, somos senhores absolutos do que pensamos, do que queremos, do que realizamos. Por isso, se as nossas chagas interiores, só nos mesmos podemos curá-las.

Que o mestre, que com suas mãos chagadas cura as chagas de nossas mãos, que nem sempre trabalham pelo próximo e que, muitas vezes, se feriram, ferindo semelhantes, que esse mestre possa, com as suas mãos divinas, acalentar a todos nós, na luz do seu infinito, do seu imenso e bondoso amor.

Bezerra de Menezes (espírito)
Psicografia de Shyrlene Campos
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Kardec, Obrigado!

Kardec, enquanto recebes as homenagens do mundo, pedimos vênia para associar nosso preito singelo de amor aos cânticos de reconhecimento que te exaltam a obra gigantesca nos domínios da libertação espiritual.

Não nos referimos aqui ao professor emérito que foste, mas ao discípulo de JESUS que possibilitou o levantamento das bases do Espiritismo Cristão, cuja estrutura desafia a passagem do tempo.

Falem outros dos títulos de cultura que te exornavam a personalidade, do prestígio que desfrutavas na esfera da inteligência, do brilho de tua presença nos fastos sociais, da glória que te ilustrava o nome, de vez que todas as referências à tua dignidade pessoal nunca dirão integralmente o exato valor de teus créditos humanos.

Reportar-nos-emos ao amigo fiel do Cristo e da Humanidade, em agradecimento pela coragem e abnegação com que te esqueceste para entregar ao mundo a mensagem da Espiritualidade Superior. E, rememorando o clima de inquietações e dificuldades, em que, a fim de reacender a luz do Evangelho, superaste injúria e sarcasmo, perseguição e calúnia, desejamos expressar-te o carinho e a gratidão de quantos edificaste para a fé na imortalidade e na sabedoria da vida.

O Senhor te engrandeça por todos aqueles que emancipaste das trevas e te faça bendito pelos que se renovaram perante o destino à força de teu verbo e de teu exemplo!...

Diante de ti, enfileiram-se, agradecidos e reverentes, os que arrebataste à loucura e ao suicídio com o facho da esperança; os que arrancaste ao labirinto da obsessão com o esclarecimento salvador; os pais desditosos que se viram atormentados por filhos insensíveis e delinqüentes, e os filhos agoniados que se encontraram na vala da frustração e do abandono pela irresponsabilidade dos pais em desequilíbrio e que foram reajustados por teus ensinamentos, em torno da reencarnação; os que renasceram em dolorosos conflitos da alma e se reconheceram, por isso, esmagados de angústia nas brenhas da provação, e os quais livraste da demência, apontando-lhes as vidas sucessivas; os que se acharam arrasados de pranto, tateando a lousa na procura dos entes queridos que a morte lhes furtou dos braços ansiosos, e aos quais abriste os horizontes da sobrevivência, insuflando-lhes renovação e paz, na contemplação do futuro; os que soergueste do chão pantanoso do tédio e do desalento, conferindo -lhes, de novo, o anseio de trabalhar e a alegria de viver; os que aprenderam contigo o perdão das ofensas e abençoaram, em prece, aqueles mesmos companheiros da Humanidade que lhes apunhalaram o espírito, a golpes de insulto e de ingratidão; os que te ouviram a palavra fraterna e aceitaram com humildade a injúria e a dor por instrumentos de redenção; e os que desencarnaram incompreendidos ou acusados sem crime, abraçando-te as páginas consoladoras que molharam com as próprias lágrimas...

Todos nós, os que levantaste do pó da inutilidade ou do fel do desencanto para as bênçãos da vida, estamos também diante de ti!... E, identificando-nos na condição dos teus mais apagados admiradores e como os últimos dos teus mais pobres amigos, comovidamente, em tua festa, nós te rogamos permissão para dizer: Kardec, obrigado!...

Muito obrigado!...

Irmão X (espírito)
Psicografia de Chico Xavier
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Legenda Espírita

O cultivador é conduzido ao pântano para convertê-lo em terra fértil.

O técnico é convidado ao motor em desajuste para sanar-lhe os defeitos.

O médico é solicitado ao enfermo para a bênção da cura.

O professor é trazido ao alfabeto para auxiliá-lo na escola.

Entretanto, nem as feridas da terra, nem os desequilíbrios da máquina, nem as chagas do corpo e nem as sobras da inteligência se desfazem à custa de conversas amargas e, sim, ao preço de trabalho e devotamento.

O espírita cristão é chamado aos problemas do mundo, a fim de ajudar-lhes a solução, contudo, para atender em semelhante mister, há que silenciar discórdia e censura e alongar entendimento e serviço.

É por esta razão que, interpretando o conceito "salvar" por "livrar da ruína" ou "preservar do perigo", colocou Allan Kardec, no luminoso portal da Doutrina Espírita, a sua legenda inesquecível:

"Fora da caridade não há salvação."

Bezerra de Menezes (espírito)
Psicografia de Chico Xavier

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O Espiritismo

domingo, 11 de setembro de 2011

TENHAMOS PAZ

TENHAMOS PAZ

“Tende paz entre vós.” – Paulo. (I Tessalonicenses, 5:13).

Se não é possível respirar num clima de paz perfeita, entre as criaturas, em face da ignorância e da belicosidade que predominam na estrada humana, é razoável procure o aprendiz a serenidade interior, diante dos conflitos que buscam envolvê-lo a cada instante.

Cada mente encarnada constitui extenso núcleo de governo espiritual, subordinado agora a justas limitações, servido por várias potências, traduzidas nos sentidos e percepções.

Quando todos os centros individuais de poder estiverem dominados em si mesmos, com ampla movimentação no rumo do legítimo bem então a guerra será banida do Planeta.

Para isso, porém, é necessário que os irmãos em humanidade, mais velhos na experiência e no conhecimento, aprendam a ter paz consigo.

Educar a visão, a audição, o gosto e os ímpetos representa base primordial do pacifismo edificante.

Geralmente, ouvimos, vemos e sentimos, conforme nossas inclinações e não segundo a realidade essencial.
Registramos certas informações, longe da boa intenção em que foram inicialmente vazadas, e, sim, de acordo com as nossas perturbações internas. Anotamos situações e paisagens com a luz ou com a treva que nos absorvem a inteligência. Sentimos com a reflexão ou com o caos que instalamos no próprio entendimento.

Eis porque, quanto nos seja possível, façamos serenidade em torno de nossos passos, ante os conflitos da esfera em que nos achamos.

Sem calma, é impossível observar e trabalhar para o bem.

Sem paz, dentro de nós, jamais alcançaremos os círculos da paz verdadeira.

Emmanuel (espírito)
Psicografia de Chico Xavier. Do livro: Pão Nosso
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É contra-senso desfazer-se o servidor da Boa Nova em lamentações que não encontram razão de ser.
Amarguras, perseguições, calúnias, brutalidade, desentendimento? São velhas figurações que atormetam as almas na Terra. A fim de contribuir na extinção delas é que o Senhor nos chamou às suas fileiras. Não as alimentes, emprestando-lhes excessivo apreço.
O cristão é um ponto vivo de resistência ao mal, onde se encontre.
Pensa nisto e busca entender a significação do verbo suportar.
Não olvides a obrigação de servir com Jesus.
É para isto que fomos chamados.


Emmanuel (espírito)
Psicografia de Chico Xavier. Do livro: Pão Nosso
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SUSTENTAÇÃO

Por maior que seja a prova,

Não te afastes de Deus.

Pode a estrada ser fria,

No entanto, Deus te aquece.

Sentes que há sombra em torno,

Deus, porém, te ilumina.

Se te notas sem força,

Eis que Deus te sustenta.

Nos piores conflitos,

Deus se te faz descanso.

Não desista do bem.

Deus não te faltará.

Emmanuel (espírito), psicografia de Chico Xavier. Livro: Tocando o Barco
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MANSOS

Aqui, a impiedade ao passar deixou profundos sulcos e o triunfo, agora, adorna a cabeça do déspota que vive indiferente à sorte do próximo.
Ali, o poder fez morada, no lar de verdugo cruel, acostumado a perseguir.
Adiante, os maus conseguem aplausos, recepcionados pela afabilidade geral entre sorrisos e festas.
Tens, assim, a impressão de que a Terra está convertida num covil de salteadores e que a honra, incompreendida, silenciou sua voz, sendo substituída pelo descalabro moral.
Diante das facilidades de que tantos se utilizam e que estão ao teu alcance, indagas: Não será loucura permanecer no posto a que me atenho?
E confrontas: alguém que te parecia a personificação do equilíbrio foi arrastado vilmente pela cobiça e o erro; outrem de valor aos teus olhos, revelou-se de inopino servo de interesses subalternos, mostrando-se vassalo de paixões animalizantes…
Nubla-se tua visão, afliges-te intimamente e concluis que o melhor a fazer é segui-los…
Refaze, porém, os painéis morais de tua mente.
Deixa-te afagar pela brandura e pacifica-te.
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O macrocosmo é constituído de átomos que são, por sua vez, universos miniaturizados.
A floresta impenetrável é dependência do filete dágua que lhe alimenta as raízes, no imo da terra.
O Sol imponente gasta-se enquanto consome massa em energia.
A vida moral e espiritual na Terra, do mesmo modo, é serva das mil insignificâncias nobres de que o Senhor se serve para a construção do melhor.
É imperioso que permaneças no posto do bem servir.
Deus, é verdade, não tem pressa.
Apesar disso tens infinito caminho a percorrer na senda evolutiva.
Cuida, desde agora, de exercitar a mansuetude e a cordura.
Se o Orbe fosse o paraíso dos pacíficos, a mansuetude dos justos seria lugar comum.
Por isso se faz necessário que dilates os tesouros da benignidade e da paciência.
As transformações sócio-econômicas-morais que se prevêem, começarão dentro de cada espírito afervorado à causa da justiça.
A humanidade começa na célula-homem.
Dá começo ao programa do mundo feliz, hoje e agora, vivendo-o em ti mesmo.
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Porque fosse difícil, no jogo falaz das ansiedades humanas, a permanência nos altos postulados da vida cristã é que o Mestre, com sabedoria e propriedade, considerando os obstáculos a transpor entre tantas tentações, nos animou com elevado prêmio, informando: Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a Terra.

Joanna de Ângelis (espírito), psicografia de Divaldo Franco. Livro: Dimensões da Verdade.

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O Espiritismo
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quarta-feira, 7 de setembro de 2011

PAIVA NETO - LBV

Independência e Novo Mandamento

Paiva Netto

Foi num 7 de Setembro, ano de 1959, que o jornalista e radialista Alziro Zarur (1914-1979) fez, em Campinas/SP, no Hipódromo do Bonfim, a Proclamação do Novo Mandamento de Jesus.
O dia escolhido por ele não poderia ser mais apropriado. Quando se comemora a independência política de nosso país, necessário se torna, firmado no espiritualmente revolucionário Mandamento Novo do Cristo Ecumênico, o Sublime Estadista, convidar a população também a refletir sobre os preceitos apresentados por Jesus, estrutura pela qual podemos construir um mundo novo. Por quê?! Porque o governo da Terra começa no Céu. Não parece, mas é.

Tratado Divino
Toda nossa labuta nas Instituições da Boa Vontade, por um Brasil melhor e por uma Humanidade mais feliz, fundamenta-se neste Tratado do Novo Mandamento de Jesus, consoante o Seu Evangelho segundo João, 13:34 e 35; 15:12 a 17 e 9: “Novo Mandamento vos dou: Amai-vos como Eu vos amei. Somente assim podereis ser reconhecidos como meus discípulos, se tiverdes o mesmo Amor uns pelos outros. (...) O meu Mandamento é este: que vos ameis como Eu vos tenho amado. Não há maior Amor do que doar a própria Vida pelos seus amigos. E vós sereis meus amigos se fizerdes o que Eu vos mando. E Eu vos mando isto: amai-vos como Eu vos amei. Já não mais vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor. Mas tenho-vos chamado amigos, porque tudo quanto aprendi com meu Pai vos tenho dado a conhecer. Não fostes vós que me escolhestes; pelo contrário, fui Eu que vos escolhi e vos designei para que vades e deis bons frutos, de modo que o vosso fruto permaneça, a fim de que tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, Ele vos conceda. E isto Eu vos mando: que vos ameis como Eu vos tenho amado. Porquanto, da mesma forma como o Pai me ama, Eu também vos amo. Permanecei no meu Amor”.

Súplica especial
Ó Jesus, cuja misericórdia nos sustenta! É um conforto para os Teus servidores fiéis saber que Tu nos escolheste. Então, urge corresponder à Tua escolha. E ela tem sido para que sigamos pelo mundo e realizemos bons frutos, “de modo que o nosso fruto permaneça”. Que revelação importante! Enaltecedora para os fiéis, os que se conservarem desse modo – “a fim de que tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome (Jesus), Ele vos conceda”. Está aqui o segredo do nosso trabalho, da nossa perseverança, para que mereçamos estas palavras do Educador Celeste.
Tu disseste: “Porquanto, da mesma forma como o Pai me ama, Eu também vos amo” – e em seguida Tu fazes um pedido. Imaginemos nós o Supremo Governante da Terra descendo até a nossa qualidade de espírito, tão inferior à Dele, e rogando pelo nosso próprio bem-estar físico e espiritual: “Permanecei no meu Amor!”.

Prece do Pai-Nosso
Agora, vamos orar a Prece Ecumênica de Jesus, a Oração do Senhor deste planeta, que se encontra no Seu Evangelho segundo Mateus, 6:9 a 13.
Minhas irmãs e meus irmãos, minhas amigas e meus amigos, todos podem rezar o Pai-Nosso. Ele não se encontra adstrito a crença alguma, por ser uma oração universal, consoante o abrangente Espírito do Cristo Ecumênico. Qualquer pessoa, até mesmo ateia (por que não?!), pode proferir suas palavras sem sentir-se constrangida. Não somos todos herdeiros de Deus? E nessa prece é o filho que se dirige ao Pai, ao crer na existência misericordiosa Dele, ou é o ser humano a dialogar com a sua elevada condição, quando disso se apercebe, de criatura vivente. Trata-se da Prece Ecumênica por excelência:

“Pai Nosso, que estais no Céu (e em toda parte ao mesmo tempo), santificado seja o Vosso Nome. Venha a nós o Vosso Reino (de Justiça e de Verdade). Seja feita a Vossa Vontade (e humildemente dizemos: jamais a nossa vontade, visto que ainda estamos aprendendo a tê-la em plenitude) assim na Terra como no Céu. O pão nosso de cada dia dai-nos hoje (o pão transubstancial, a comida que não perece, o alimento para o Espírito; porque o pão para o corpo, iremos consegui-lo com o suor do nosso rosto). Perdoai as nossas ofensas, assim como nós perdoarmos aos nossos ofensores. Não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal, porque Vosso é o Reino, e o Poder, e a Glória para sempre. Amém”.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

AMOR COM OS IDOSOS

Têm-se falado muito a respeito da qualidade de vida. Fazem-se comparações entre o passado e o presente. Fala-se das conquistas médicas, que possibilitam uma perspectiva maior de vida, do conforto que a tecnologia proporciona.

Tudo está correto. Contudo, estamos nos esquecendo de olhar para outro lado.
Referimo-nos aos idosos que são deixados nos asilos, nas clínicas de repouso ou mesmo em dependências específicas do lar, entregues à ociosidade, ao não fazer nada.
Consideram alguns que basta ao idoso ter alimentação, estar asseado, ter um lugar para sentar, outro para dormir.
Estamos nos esquecendo de que são seres humanos, que foram produtivos até ontem.
Foram jovens, amaram, tiveram sonhos, criaram filhos, educaram e os entregaram ao mundo. A sociedade de hoje também é produto dos seus esforços.
E não é simplesmente por estarem em idade avançada que deixam de ter sonhos, de acalentar esperanças.
Somos nós mesmos, pelas nossas atitudes, que lhes incutimos a crença de que somente devem aguardar a morte, que já fizeram tudo o que podiam.
Dia desses, ouvimos de uma senhora que os idosos precisam de quietude e repouso, que não podem sair da rotina para não ficarem atrapalhados, confusos.
Que eles necessitam estar sozinhos, que a presença da família os prejudica.
Mas colocando-nos no lugar deles, será que almejaríamos ficar assim, em um quarto a sós, sem quem nos falasse, incentivasse, visitasse?
Será que o fato de envelhecermos faz com que o coração esqueça os afetos e desejemos a solidão?
Por isso é que os que entram na velhice e avançam no tempo, vivem de recordações. Nós não lhes alimentamos as horas com as nossas presenças.
Por que não permitir que as crianças lhes façam companhia, brinquem com eles, os agradem?
Agindo assim, permitiremos ao idoso a convivência com a alegria, a música, a vivacidade dos pequenos, suas mil peripécias, tanto quanto estaremos dando às crianças lições de vida.
Afinal, se chegarmos à idade dos nossos avós, como gostaríamos de ser tratados? Desejaríamos ser isolados do restante da família, simplesmente porque já não seguramos com tanta firmeza o talher, ou derramamos o alimento?
Lembremos de como nos trataram nossos pais, quando criança. Jamais fomos isolados num canto da casa, pelo simples fato de não sabermos sustentar a colher ou nos lambuzarmos, no aprendizado de levar o alimento à boca.
Se rodeamos a infância de cuidados e atenções, não nos esqueçamos dos nossos idosos, que envelheceram no labor e com seu suor nos forneceram bases para o que hoje somos.
Não afirmemos simplesmente: Idoso é assim mesmo. Porque cada um deles é um ser único, com sua individualidade, sua gama de sonhos e carências.
Ornemos a vida dos nossos queridos velhos com nossa presença amiga, alegre, otimista. Afinal, se não morrermos antes, também chegaremos lá.
* * *
Ante os que te precederam nos anos e galgaram mais cedo os degraus da idade, tem paciência.
Cerca-os com o teu carinho e ampara-os nas suas necessidades.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

DEUS DISSE NÃO

Nas horas difíceis, quando lembramos de rogar a Deus por Seu socorro, nem sempre sabemos interpretar a Sua resposta.

No entanto, a resposta sempre chega de conformidade com as nossas necessidades e merecimentos.

Um homem que costumava fazer pedidos específicos a Deus, um dia conseguiu entender a Sua resposta e escreveu o seguinte:

Eu pedi a Deus para tirar a minha dor. Deus disse não. "Não cabe a Mim tirá-la, mas cabe a você desistir dela."

Eu pedi a Deus para fazer com que meu filho deficiente físico fosse perfeito. Deus disse não. "Seu Espírito é perfeito e seu corpo é apenas provisório."

Eu pedi a Deus para me dar paciência. Deus disse não. "A paciência nasce nas tribulações. Não é doada, é conquistada."

Eu pedi a Deus para me dar felicidade. Deus disse não. "Eu lhe dou bênçãos. A felicidade depende de você."

Eu pedi a Deus para me proteger da dor. Deus disse não. "O sofrimento o separa dos apelos do Mundo e o traz para mais perto de Mim."

Eu pedi a Deus para me fazer crescer em Espírito. Deus disse não. "Você tem que crescer sozinho, mas Eu o podarei para que você possa dar frutos."

Eu pedi a Deus todas as coisas para que eu pudesse gostar da vida. Deus disse não. "Eu lhe dou vida para que você possa gostar de todas as coisas."

E, por fim, quando pedi a Deus para me ajudar a amar os outros, tanto quanto Ele me ama, Deus disse:

"Finalmente você captou a idéia!"

* * *

Se, porventura, você está se sentindo triste por não ter recebido do Pai Criador a resposta que desejava, volte a sorrir.

O sol beija o botão da flor e ela sorri.

A chuva beija a terra e ela, reverdecida, sorri.

O fogo funde os metais e esses, depurando-se, expressam formas para sorrir.

Vai a dor, volta a esperança.

Foge a tristeza, volta a alegria.

* * *

Certa vez um discípulo rogou, emocionado, a seu mestre:

Senhor, quando identificarei a plenitude da paz e da felicidade, vivendo neste Mundo atribulado de enfermidades e violências?

O mestre, compassivo, respondeu:

Quando puder ver com a suavidade do meu olhar as mais graves ocorrências, sem julgamento precipitado;

Quando lograr ouvir com a paciência da minha compreensão generosa;

Quando puder falar auxiliando, sem acusação nem desculpismo;

Quando agir com misericórdia, mesmo sob as mais árduas penas e prosseguir sem cansaço no caminho do bem entre espinhos pontiagudos, confiando nos objetivos superiores, você se identificará comigo e gozará de felicidade e paz.

O aprendiz ouviu, meditou, e, levantando-se, partiu pela estrada do serviço ao próximo, disposto a conjugar o verbo amar, sem cansaço, sem ansiedade e sem receio.

* * *

Se, porventura, você está triste por não ter recebido a resposta que desejava do Pai Criador, volte a amar e a sorrir.

Só assim vai a dor e volta a esperança.

Foge a tristeza e volta a alegria.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011