Naquela noite, o mundo dormia sem saber.
Não houve aplausos e nem anúncios. Nem festa, nem riqueza.
Houve silêncio, espera e fé.
O Natal não nasceu grande.
Nasceu simples.
Nasceu do ventre de uma mulher, escolhida e assustada,. as forte e confiante ao mesmo tempo, carregando no corpo o Salvador do mundo e no coração a certeza daquela promessa de Deus.
Ela não tinha respostas prontas.
Tinha um esposo, um filho e só.
Mas sentia a certeza que aquela noite seria o recomeço para a humanidade.
O Natal não pede luxo.
Pede abrigo.
Não pede presentes.
Pede presença.
Não pede fartura e roupa nova.
Pede amor no gesto pequeno e entrega no cuidado diário que ninguém vê.
Se hoje o mundo anda duro, raivoso, cansado e dividido, lembrem-se: foi numa noite simples, num lugar esquecido, que a esperança decidiu nascer.
Que cada família seja um presépio.
Que cada casa seja manjedoura.
E que o Natal não termine na mesa do almoço de amanhã, mas que continue em cada coração e em cada escolha feita com fé, sabedoria, humildade, esperança e amor.
À todos, um feliz Natal!
À Jesus, Feliz Aniversário, meu irmão!
