Deus, nosso Pai, CAMINHE pela minha casa e leve embora todas as minhas preocupações e doenças, e POR FAVOR, vigia e cura a minha família em nome de Jesus ... AMÉM

sábado, 30 de agosto de 2014

BEZERRA DE MENEZES

ADOLFO BEZERRA DE MENEZES

Adolfo Bezerra de Menezes Cavalcanti nasceu em 29 de agosto de 1831 na fazenda Santa Bárbara, no lugar chamado Riacho das Pedras, município cearense de Riacho do Sangue, hoje Jaguaretama, estado do Ceará. 
Descendia Bezerra de Menezes de antiga família, das primeiras que vieram ao território cearense. Seu avô paterno, o coronel Antônio Bezerra de Souza e Menezes tomou parte da Confederação do Equador, e foi condenado à morte, pena comutada em degredo perpétuo para o interior do Maranhão, e que não foi cumprida porque o coronel faleceu a caminho do desterro, sendo seu corpo sepultado em Riacho do Sangue. Seus pais, Antônio Bezerra de Menezes, capitão das antigas milícias e tenente-coronel da Guarda Nacional, desencarnou em Maranguape, no dia 29 de setembro de 1851, de febre amarela; a mãe, Fabiana Cavalcanti de Alburquerque, nascida em 29 de setembro de 1791, desencarnou em Fortaleza, aos 91 anos de idade, perfeitamente lúcida, em 5 de agosto de 1882.
Desde estudante, o itinerário de Bezerra de Menezes foi muito significativo. Em 1838, no interior do Ceará, conheceu as primeiras letras, em escola da Vila do Frade, estando à altura do saber de seu mestre em 10 meses.
Já na Serra dos Martins, no Rio Grande do Norte, para onde se transferiu em 1842 com a família, por motivo de perseguições políticas, aprendeu latim em dois anos, a ponto de substituir o professor.
Em 1846, já em Fortaleza, sob as vistas do irmão mais velho, o Dr. Manoel Soares da Silva Bezerra, conceituado intelectual e líder católico, efetuou os estudos preparatórios, destacando-se entre os primeiros alunos do tradicional Liceu do Ceará.
Bezerra queria tornar-se médico, mas o pai, que enfrentava dificuldades financeiras, não podia custear-lhe os estudos. Em 1851, aos 19 anos, tomou ele a iniciativa de ir para o Rio de Janeiro, a então capital do Império, a fim de cursar medicina, levando consigo a importância de 400 mil réis, que os parentes lhe deram para ajudar na viagem.
No Rio de Janeiro, ingressou, em 1852, como praticante interno no Hospital da Santa Casa de Misericórdia.
Para poder estudar, dava aula de filosofia e matemática. Doutorou-se em 1856 pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro.
Em março de 1857, solicitou sua admissão no Corpo de Saúde do Exército, sentando praça em 20 de fevereiro de 1858, como cirurgião tenente.
Ainda em 1857, candidatou-se ao quadro dos membros titulares da Academia Imperial de Medicina com a memória "Algumas considerações sobre o cancro, encarado pelo lado do seu tratamento", sendo empossado em sessão de 1º de junho. Nesse mesmo ano, passou a colaborar na "Revista da Sociedade Físico-Química". 

Em 6 de novembro de 1858, casou-se com a Sra. Maria Cândida de Lacerda, que desencarnou no início de 1863, deixando-lhe um casal de filhos.
Em 1859 passou a atuar como redator dos "Anais Brasilienses de Medicina", da Academia Imperial de Medicina, atividade que exerceu até 1861.
Em 21 de janeiro de 1865, casou-se, em segunda núpcias com Dona Cândida Augusta de Lacerda Machado, irmã materna de sua primeira esposa, com quem teve sete filhos.
Já em franca atividade médica, Bezerra de Menezes demonstrava o grande coração que iria semear, até o fim do século, sobretudo entre os menos favorecidos da fortuna, o carinho, a dedicação e o alto valor profissional. 
Foi justamente o respeito e o reconhecimento de numerosos amigos que o levaram à política, que ele, em mensagem ao deputado Freitas Nobre, seu conterrâneo e admirador, definiu como “a ciência de criar o bem de todos”. 
Elegeu-se vereador para Câmara Municipal do Rio de Janeiro em 1860, pelo Partido Liberal.
Quando tentaram impugnar sua candidatura, sob a alegação de ser médico militar, demitiu-se do Corpo de Saúde do Exército. Na Câmara Municipal, desenvolveu grande trabalho em favor do “Município Neutro” e na defesa dos humildes e necessitados.
Foi reeleito com simpatia geral para o período de 1864-1868. Não se candidatou ao exercício de 1869 a 1872.


Em 1867, foi eleito deputado-geral (correspondente hoje a deputado federal) pelo Rio de Janeiro. Dissolvida a Câmara dos Deputados em 1868, com a subida dos conservadores ao poder, Bezerra dirigiu suas atividades para outras realizações que beneficiassem a cidade.
Em 1873, após quatro anos afastados da política, retomou suas atividades, novamente como vereador.
Em 1878, com a volta dos liberais ao poder, foi novamente eleito à Câmara dos Deputados, representando o Rio de Janeiro, cargo que exerceu até 1885.
Neste período, criou a Companhia de Estrada de Ferro Macaé a Campos, que veio proporcionar-lhe pequena fortuna, mas que, por sua vez, foi também o sorvedouro dos seus bens, deixando-o completamente arruinado.
Em 1885, atingiu o fim de suas atividades políticas. Bezerra de Menezes atuou 30 anos na vida parlamentar. Outra missão o aguardava, esta mais nobre ainda, aquela de que o incumbira Ismael, não para o coroar de glórias, que perecem, mas para trazer sua mensagem à imortalidade.

O Espiritismo, qual novo maná celeste, já vinha atraindo multidões de crentes, a todos saciando na sua missão de consolador. Logo que apareceu a primeira tradução brasileira de “O Livro dos Espíritos”, em 1875, foi oferecido a Bezerra de Menezes um exemplar da obra pelo tradutor, Dr. Joaquim Carlos Travassos, que se ocultou sob o pseudônimo de Fortúnio.
Foram palavras do próprio Bezerra de Menezes, ao proceder a leitura de monumental obra: “Lia, mas não encontrava nada que fosse novo para meu espírito, entretanto tudo aquilo era novo para mim [...]. Eu já tinha lido ou ouvido tudo o que se achava no Livro dos Espíritos [...]. Preocupei-me seriamente com este fato maravilhoso e a mim mesmo dizia: parece que eu era espírita inconsciente, ou mesmo, como se diz vulgarmente, de nascença”.
Contribuíram também, para torná-lo um adepto consciente, as extraordinárias curas que ele conseguiu, em 1882, do famoso médium receitista João Gonçalves do Nascimento.
Mais que um adepto, Bezerra de Menezes foi um defensor e um divulgador da Doutrina Espírita. Em 1883, recrudescia, de súbito, um movimento contrário ao Espiritismo e, naquele mesmo ano, fora lançado por Augusto Elias da Silva o “Reformador”, órgão oficial da Federação Espírita Brasileira e o periódico mais antigo do Brasil, ainda em circulação. Elias da Silva consultava Bezerra de Menezes sobre as melhores diretrizes a seguir em defesa dos ideais espíritas. O venerável médico aconselhava-o a contrapor-se
ao ódio, o amor, e a agir com discrição, paciência e harmonia. 
Bezerra não ficou, porém, no conselho teórico. Com as iniciais A. M., principiou a colaborar com o “Reformador”, emitindo comentários judiciosos sobre o Catolicismo.
Fundada a Federação Espírita Brasileira em 1884, Bezerra de Menezes não quis inscrever-se entre os fundadores, embora fosse amigo de todos os diretores e sobremaneira, admirado por eles.
Embora sua participação tivesse sido marcante até então, somente em 16 de agosto de 1886, aos 55 anos de idade, Bezerra de Menezes, perante grande público, em torno de 1.500 a 2.000 pessoas, no salão de Conferência da Guarda Velha, em longa alocução, justificou a sua opção definitiva de abraçar os princípios da consoladora doutrina.
Daí por diante Bezerra de Menezes foi o catalisador de todo o movimento espírita na Pátria do Cruzeiro, exatamente como preconizara Ismael. Com sua cultura privilegiada, aliada ao descortino de homem público e ao inexcedível amor ao próximo, conduziu o barco de nossa doutrina por sobre as águas atribuladas pelo iluminismo fátuo, pelo cientificismo presunçoso, que pretendia deslustrar o grande significado da Codificação Kardequiana.
Presidente da FEB em 1889, ao espinhoso cargo foi reconduzido em 1895, quando mais se agigantava a maré da discórdia e das radicalizações no meio espírita, nele permanecendo até 1900, quando desencarnou. 
O Dr. Bezerra de Menezes foi membro da Sociedade de Geografia de Lisboa, da Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional, da Sociedade Físico-química, sócio e benfeitor da Sociedade Propagadora das Belas-Artes, membro do Conselho do Liceu de Artes e presidente da Sociedade Beneficente Cearense. 


Escreveu em jornais como “O Paiz”, redigiu “Sentinela da Liberdade”, os “Anais Brasilienses de Medicina”, colaborou na “Reforma”, na “Revista da Sociedade Físico-química” e no “Reformador”. Utilizava os pseudônimos de Max e Frei Gil.
O dicionarista J. J. F. Velho Sobrinho alinha extensa bibliografia de Bezerra de Menezes, relacionando para mais de quarenta obras escritas e publicadas.
São teses, romances, biografias, artigos, estudos, relatórios, etc.
Bezerra de Menezes desencarnou em 11 de abril de 1900, às 11h30min., tendo ao lado a dedicada companheira de tantos anos, Cândida Augusta.
Morreu pobre, embora seu consultório estivesse cheio de uma clientela que nenhum médico queria; eram pessoas pobres, sem dinheiro para pagar consultas. Foi preciso constituir-se uma comissão para angariar donativos visando a possibilitar a manutenção da família. A comissão fora presidida por Quintino Bocayuva.
Por ocasião de sua morte, assim se pronunciou Leon Denis, um dos maiores discípulos de Kardec:  “Quando tais homens deixam de existir, enluta-se não somente o Brasil, mas os espíritas de todo o mundo”.


Fonte: Texto incluído nas obras que integram a Coleção Bezerra de Menezes, publicada pela FEB.

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

A NATUREZA DA MATÉRIA

Spinoza, Lao-tsé e natureza da matéria

Paiva Netto

Na página “Ciência e Fé na trilha do equilíbrio”, explanei sobre Baruch Spinoza (1632-1677), autor de amplos sistemas metafísicos que influenciaram e influenciam grandes pensadores. “Ignoro por que a matéria deva ser indigna da natureza divina, já que fora de Deus não pode existir nenhuma substância dotada de natureza divina... Por isso, de forma alguma se pode asseverar que... a substância extensa... é indigna da natureza divina, desde que eterna e infinita”, destacou o famoso filósofo.

Em minha coluna, datada de 29 de abril de 1993, escrevi que, durante muito tempo, a matéria foi considerada obstáculo ao Espírito. Contudo, agora deixará de ser, à medida que percebermos e respeitarmos sua função superior. (...)

O malefício não se encontra na matéria, ou no que dela restou depois da reforma da Ciência Física instituída por Einstein (1879-1955), mas no uso que dela fizermos.

O mal, que ainda dificulta aos cérebros excessivamente céticos vislumbrar os mais extensos horizontes na esfera do Espírito, é querer apenas aceitar os fatos do ponto de vista físico absoluto. Não querem admitir, nem mesmo como argumento, que o “Tudo”, na verdade, está submetido à ação de Sublimes Poderes, que nos colocam em postura distinta da que têm como probabilidade legítima, visto que a perspectiva restrita à matéria, no entanto, não passa de enorme delírio, ao contrário do que alguns pensam da visão espiritual da Ciência. O que se compreende como inexistente é o real. (...) A respeito do assunto, comenta o físico Juliano Carvalho Bento, que me honra com a sua leitura e audição: “A Ciência hoje prova que podemos observar no ‘nada’ físico, ou seja, no vácuo absoluto (que por si só já não é possível detectar na Natureza por somente existir em condições ideais), a existência de um resíduo de energia que, pela física clássica ou newtoniana, não pode ocorrer. Isso só foi possível verificar com o advento da Mecânica Quântica, pois, se esse vácuo total existisse, estaria contrariando o Princípio da Incerteza de Heisenberg (um dos pilares da física dos quanta), que evidencia que sempre deve existir uma energia mínima no cosmos. Uma comprovação desse fato se deu com o chamado efeito Casimir, no qual se detectou que duas placas metálicas paralelas neutras no vácuo se atraem pelo fato de surgir uma força proveniente desta energia do vazio. O suposto ‘nada’ esconde muita coisa. Como assegura Jesus, o Cristo Ecumênico, o Divino Estadista, em Seu Evangelho, segundo Mateus, 10:26: ‘(...) nada há encoberto, que não venha a ser revelado; nem oculto, que não venha a ser conhecido’”.

ATUAÇÃO DO INVISÍVEL NO VISÍVEL

No “Tao Te Ching”, também chamado de “O Livro do Caminho e da sua Virtude”, o filósofo chinês Lao-tsé (570-490 a.C.) ensinou:

“Trinta raios convergentes no centro,/ Tem uma roda,/ Mas somente os vácuos entre os raios/ É que facultam seu movimento./ O oleiro faz um vaso, manipulando a argila,/ Mas é o oco do vaso que lhe dá utilidade./ Paredes são massas com portas e janelas,/ Mas somente o vácuo entre as massas/ Lhes dá utilidade –/ Assim são as coisas físicas,/ Que parecem ser o principal,/ Mas o seu valor está no metafísico”.

O tema é realmente instigante e nos leva a exalçadas reflexões sobre a existência humana e o papel que desempenhamos na contextura do Universo.

José de Paiva Netto — Jornalista, radialista e escritor.

domingo, 10 de agosto de 2014

MATÉRIA E ESPÍRITO

Saiba o verdadeiro significado destas duas palavras.
A matéria é passageira, efêmera.
O espírito é eterno, é Divino!

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

CULTURARTEEN 136 - agosto 2014

CULTURARTEEN 136 - agosto de 2014

- Camilla Rodrigues, Garota da Capa 2014
- Abertas as inscrições para o Miss Maricá Plus Size 2014
- Veja as ofertas do SuperMIx
- Unhas: inglesinha ou francesinha?
- A orquestra da Viação Nossa Senhora do Amparo
- Marcelo Delaroli é candidato a Deputado Federal
- Jovens não usam camisinha
- Aumenta o número de casos de AIDS entre jovens
- Mundo Plus Size: Dicas de Moda e Liquidações
- A mulher de 40
- A história de Nossa Senhora do Amparo
- Nudez de jovens em festa gera polêmica
- Abertas as inscrições para o Miss Maricá Embelleze 2014
Tudo isso e muito mais na edição de agosto do seu CulturarTEEN, já circulando nas versões impressa e on line.





















domingo, 20 de julho de 2014

ESTRADA NOVA - Oswaldo Montenegro


Uma belíssima canção de Oswaldo Montenegro, com uma grande mensagem espírita!
ESTRADA NOVA



sexta-feira, 18 de julho de 2014

VOCÊ TEM PROBLEMAS? VOCÊ SÓ VAI RESOLVER SE ENCARÁ-LOS

Hoje é o seu dia


Você se preparou para viver o dia de hoje?
As coisas mais importantes da vida somente são valorizadas depois que passam ou se as perdem.
A saúde, o sono, a razão, os fenômenos digestivos, os órgãos dos sentidos, os movimentos, são tesouros colocados por Deus a seu serviço.
Portanto, cuidado com esses tesouros.
Está disposto a recomeçar hoje aquele projeto que fracassou ontem?
O aparente fracasso é a forma pela qual a divindade ensina você a corrigir a sua maneira de atuar, facultando-lhe repetir a experiência com mais sabedoria.
A vida é constituída de lições que se repetem até se fixarem corretamente.
Hoje você tem problemas para resolver que parecem insolúveis?
Considere o seguinte:
Primeiro: ninguém vai resolvê-los por você.
Segundo: você só vai resolvê-los se se dispuser a enfrentá-los.
Terceiro: é preciso equacionar os seus problemas, um de cada vez, até resolvê-los todos.
Quarto: não sobrecarregue os outros com as suas queixas, reclamações e problemas.
Você sentiu uma ponta de mau humor hoje?
Lembre-se: a irritação é o "espinho" cravado nas "carnes" da emoção, que deve ser retirado.
Quanto mais permanece, mais piora o estado de quem o conduz, gerando "infecções" duradouras e perniciosas.
Está na iminência de se desesperar?
Lembre-se, ainda:
O homem deve treinar coragem e resignação. Sem esses valores ele permanece criança espiritual.
Deixe-se conduzir pelas ocorrências que não pode mudar, e altere com amor aquelas que irão lhe beneficiar.
Deus é Pai misericordioso e vela por você.
Você se exercitou para o perdoar hoje?
O perdão real é sempre acompanhado pelo esquecimento do mal recebido. Quem guarda rancor, coleciona lixo moral.
Você já abraçou seu filho hoje, dizendo-lhe o quanto o ama?
Eles necessitam de oportunidade e de amor para alcançar o triunfo. Abençoa o seu filho com as suas palavras e conduta, fazendo-se amigo dele em todas as situações.
Você já orou hoje?
Não desconsidere o valor da oração. O corpo necessita de alimento adequado para manter-se. Assim também o espírito, que é a fonte de vitalização da matéria.
Na prática, você é o senhor da sua cabeça e do seu dia. Você decide como gostaria que hoje fosse.
Decida e trabalhe por isso. Quem quer faz, não manda fazer.
A água não ocupa mais espaço do que realmente necessita. Por isso equivale à moderação.
Nesses dias agitados, a angústia caminha com o homem disfarçada de medo, de ansiedade, de sentimento de culpa.
Naturalmente, as pressões a que todos estamos sujeitos respondem por tal situação.
A ansiedade pelo prazer exorbitante frustra; os fatores agressivos amedrontam, e a timidez encontra uma forma de levar ao complexo de autopunição.
Afaste da mente esses fantasmas responsáveis por males inumeráveis.
Você é filho de Deus, por ele amado, protegido e abençoado.
Não se afaste de suas leis e se se enganar em alguma ocasião, ao invés de se entregar a conflitos desnecessários, retorna ao caminho do dever, sem receio algum.
Lembre-se sempre da afirmativa de Jesus: "eu sou o caminho, a verdade e a vida."
Lembre-se, ainda: hoje é o dia! O seu dia!
Pense nisso!
Muitas enfermidades do corpo procedem do espírito danificado pelos conflitos da emoção ou pelo ácido das imperfeições morais.
Não bastará dormir, dar descanso ao corpo, se você permanecer emocionalmente inquieto, ansioso!
Pense nisso e aproveite bem o dia de hoje, que é o seu dia.


Texto da Equipe de Redação do Momento Espírita

PRECE DE ALGUÉM QUE SOFRE

Prece de alguém que sofre

Senhor, meu Deus.
Pai bondoso, busco-O com esperança de que o seu amor seja capaz de acalmar-me agora.
Busco o colo e o aconchego de quem me conhece desde sempre e sabe bem os motivos das minhas dores e do meu desespero.
Pai de justiça e de amor envolva meu coração dolorido em Seu afeto infinito, para que meu desânimo arrefeça e que eu não desista da luta.
Ampare-me em seus braços, dando-me a certeza de que jamais estarei sozinho, mesmo quando o silêncio for meu único companheiro e a estrada da vida me parecer deserta.
Dá-me forças e coragem para seguir meu caminho, por mais duras que sejam as provas e por mais distantes que meus amores possam estar de meus olhos.
Peço, Senhor, que suas palavras ecoem em minha intimidade, guiando meus passos e curando as feridas que sangram em minha alma.
Feridas causadas por minha incúria, por meu egoísmo e pela minha falta de capacidade de perdoar.
Envolva-me em um abraço afetuoso, capaz de estancar essas lágrimas que insistem em rolar de meus olhos e de molhar minha face.
Não pretendo que o sofrimento que ora vivo seja simplesmente arrancado de meus dias.
Se ele está presente em mim hoje é porque o semeei no passado, bem sei.
Peço apenas humildemente, Senhor, para suportá-lo com dignidade.
Peço que me auxilie a me manter em pé, nesses momentos tão duros, em que sinto os joelhos cedendo ao peso do cansaço e do desalento.
Não permita, pai, que a tristeza tome, de vez, conta de meu pensamento, impedindo-me de ver com clareza e de acreditar no amanhã.
Não deixe, Senhor, que o remorso e o arrependimento pelos meus erros sejam desculpa para novos deslizes e maiores enganos.
Fortaleça meu desejo de suportar as dificuldades que me possibilitarão ser uma criatura melhor, um dia.
Que a paixão seja alavanca de progresso e não mais motivação para novos equívocos.
Ajude-me, Senhor, a trilhar o caminho do bem, por mais estreita que seja a sua porta, por mais pesado que seja o meu fardo.

Que a revolta e o desespero não preencham meus dias e nem povoem minhas noites.
Ilumine, com a sua verdade, Senhor, meus atos e minhas palavras.
Pois, sinto-me tão só e tão perdido, nesse mundo de desterro e de exílio, onde a felicidade é fugaz e passageira.
Somente a certeza da sua presença constante em minha existência pode me trazer a paz e o conforto que meu espírito infeliz tanto almeja.
Abra meus olhos para as verdades eternas da vida e conceda-me a graça de confiar sempre, sem hesitação e sem esmorecimento.
Auxilia-me, Pai bondoso, para que eu possa seguir em frente, de uma vez por todas, deixando para trás meu passado equivocado, construindo, a partir de hoje, bases de amor e de felicidade para o futuro.
Pense nisso!
Quando as duras provas da vida trouxerem para o seu coração amargura e dor, lembre-se que a prece é o meio mais eficaz que nos liga a Deus.
Lembre-se de que nada, nem ninguém, pode trazer maior alívio para nossos sofrimentos do que a presença divina em nossas vidas.
Deus, Pai bondoso e justo, jamais nos abandona ou desampara.
Confie e persista, sempre.


Texto da Equipe de Redação do Momento Espírita