Deus, nosso Pai, CAMINHE pela minha casa e leve embora todas as minhas preocupações e doenças, e POR FAVOR, vigia e cura a minha família em nome de Jesus ... AMÉM

sábado, 4 de fevereiro de 2012

BATUÍRA

BIOGRAFIA DE BATUÍRA

Antônio Gonçalves da Silva (Batuíra).

Nascido em 19 de março de 1839, em Portugal, na Freguesia de Águas Santas, hoje integrada no Conselho da Maia.

Completada a sua instrução primária, veio para o Brasil, com apenas onze anos de idade, aportando no Rio de Janeiro, a 03 de janeiro de 1850.
Devido a ser um moço muito ativo, correndo daqui para acolá, a gente da rua o apelidara "o batuíra", o nome que se dava à narceja, ave pernalta, muito ligeira, de vôo rápido, que freqüentava os charcos na várzea formada, no atual Parque D. Pedro II, na cidade de São Paulo, pelos transbordamentos do rio Tamanduateí. Desde então o cognome "Batuíra" foi incorporado ao seu nome.
Batuíra desempenhou uma série de atividades que não cabe registrar nesta concisa biografia, entretanto, podemos afirmar que defendeu calorosamente a idéia da abolição da escravatura no Brasil, quer seja abrigando escravos em sua casa e conseguindo-lhes a carta de alforria, ou fundando um jornal a fim de colaborar na campanha encetada pelos grandes abolicionistas Luiz Gama, José do Patrocínio, Raul Pompéia, Paulo Ney, Antônio Bento, Rui Barbosa e tantos outros grandes paladinos das idéias liberais.

Homem de costumes simples, alimentando-se apenas de hortaliças, legumes e frutas, plantava no quintal de sua casa tudo aquilo de que necessitava para o seu sustento. Com as economias, adquiriu os então desvalorizados terrenos do Lavapés, em São Paulo, edificando ali boa residência e, ao lado dela, uma rua particular com pequenas casas que alugava a pessoas necessitadas. O tempo contribuiu para que tudo ali se valorizasse, propiciando a Batuíra apreciáveis recursos financeiros. A rua particular levaria, posteriormente, nome de Rua espírita, a qual existe até hoje.

Tomando conhecimento das altamente consoladoras verdades do Espiritismo, integrou-se resolutamente nessa causa, procurando pautar seus atos nos moldes dos preceitos evangélicos. Identificou-se de tal maneira com os postulados espíritas e evangélicos que, ao contrário do "moço rico" da narrativa evangélica, como que procurando dar uma demonstração eloqüente da sua comunhão com os preceitos legados por Jesus Cristo, desprendeu-se de tudo quanto tinha e pôs-se a seguir as suas pegadas. Distribuiu o seu tesouro na Terra, para entrar de posse daquele outro tesouro dos Céus.

Tornou-se um dos pioneiros do Espiritismo no Brasil e fundou o "Grupo Espírita Verdade e Luz", onde, no dia 6 de abril de 1890, diante de enorme assembléia, dava início a uma série de explanações sobre "O Evangelho Segundo o Espiritismo".

Nessa oportunidade deixara de circular a única publicação espírita da época, intitulada "Espiritualismo Experimental" redigida desde setembro de 1886, por Santos Cruz Junior. Sentindo a lacuna deixada por essa interrupção, Batuíra adquiriu uma pequena tipografia, a que denominou "Tipografia Espírita", iniciando a 20 de maio de 1890, a publicação de um quinzenário de quatro páginas com o nome "Verdade e Luz", posteriormente transformado em revista e do qual foi o diretor- responsável até a data de sua desencarnação. A tiragem desse periódico era das mais elevadas, pois de 02 ou 03 mil exemplares, conseguiu chegar até 15 mil, quantidade fabulosa para aquela época, quando nem os jornais diários ultrapassavam a casa dos 03 mil exemplares. Nessa tarefa gloriosa e ingente, Batuíra despendeu sua velhice. Era de vê-lo, trôpego, de grandes óculos, debruçado nos cavaletes da pequena tipografia, catando, com os dedos trêmulos, letras no fundo dos caixotins.

Para a manutenção dessa publicação, Batuíra despendeu somas respeitáveis, já que as assinaturas somavam quantia irrisória. Por volta de 1902 foi levado a vender uma série de casas situadas na Rua Espírita e na Rua dos Lavapés, a fim de equilibrar suas finanças.

Não era apenas esse periódico que pesava nas finanças de Batuíra. Espírito animado de grande bondade, coração aberto a todas as desventuras, dividia também com os necessitados o fruto de suas economias. Na sua casa a caridade se manifestava em tudo: jamais o socorro foi negado a alguém, jamais uma pessoa saiu dali sem ser devidamente amparada, havendo mesmo muitas afirmativas de que "um bando de aleijados vivia com ele". Quem ali chegasse, tinha cama, mesa e um cobertor.

Certa vez um desses homens que viviam sob o seu amparo, furtou-lhe um relógio de ouro e corrente do mesmo metal. Houve uma denúncia e ameaças de prisão. A esposa de Batuíra lamentou- se, dizendo: "é o único objeto bom que lhe resta". Batuíra, porém, impediu que se tomasse qualquer medida, afirmando: "Deixai-o, quem sabe precisa mais do que eu".

Batuíra casou-se em primeiras núpcias com Da. Brandina Maria de Jesus, de quem teve um filho, Joaquim Gonçalves Batuíra, que veio a desencarnar depois de homem feito e casado. Em segundas núpcias, casou-se com Da. Maria das Dores Coutinho e Silva; desse casamento teve um filho, que desencarnou repentinamente com doze anos de idade. Posteriormente adotou uma criança retardada mental e paralítica, a qual conviveu em sua companhia desde 1888.
Figura bastante popular na cidade de São Paulo, Batuíra tornou-se querido de todos, tendo vários órgãos da imprensa leiga registrado a sua desencarnação e apologiado a sua figura exponencial de homem caridoso e dedicado aos sofredores. Desencarnou em 22 de janeiro de 1909 em São Paulo.

Fonte:
Grandes Vultos do Espiritismo, de Paulo Alves Godoy, Edições FEESP.


IDEAL DO BEM

Ideal do Bem
Paiva Netto

No próximo dia 30/1, completam-se 64 anos do assassinato do líder pacifista indiano Mohandas Karamchand Gandhi (1869-1948). Num mundo marcado pela violência, é sempre bom recordar o exemplo vitorioso do Mahatma (“grande alma”) ao alcançar, por meio da filosofia da não violência, a independência da Índia.
Em 1891, Gandhi formou-se em Direito na Inglaterra e depois voltou à Índia, onde exerceu a profissão. Dois anos depois, iniciou um movimento na África do Sul — àquela altura colônia britânica —, no qual objetivava lutar contra o racismo e pelos direitos dos hindus.
Em 1914, voltou a seu país e difundiu seu movimento, cujo método preponderante era a resistência passiva, pregando a não violência como forma de luta. Em 1922, foi detido após organizar uma greve contra o aumento de impostos, sendo condenado a seis anos de detenção. Porém, foi libertado em 1924. Em 1930, liderou a marcha para o mar, uma caminhada de 320 quilômetros para protestar contra o valor dos tributos britânicos e a proibição aos indianos de fabricar sal (...). Finalmente, em 1947, foi proclamada a independência da Índia. Gandhi trabalhou também para evitar o embate entre hindus e muçulmanos, que estabeleceram um Estado separado, o Paquistão, dividido em duas frações, uma das quais, anos depois, se tornou Bangladesh. Acusado pela divisão territorial da Índia, atraiu o ódio dos nacionalistas hindus. Um deles o assassina a tiros no ano seguinte, quando Gandhi tinha 78 anos. Na época, foi cremado, e mais de um milhão de indianos compareceram ao seu funeral. Parte de suas cinzas foi jogada nas águas sagradas do rio Jumna. Passados 49 anos de sua morte, outra parte de suas cinzas foi lançada, numa cerimônia especial, no rio Ganges, na cidade de Allahabad, local sagrado para os hinduístas.

CIVILIZAÇÃO CIVILIZADA? SÓ COM DIÁLOGO!
Numa entrevista que concedi à jornalista portuguesa Ana Serra, ressalto que Religião, Filosofia e Política não rimam com intolerância. A Ciência, idem. Observem a reflexão de Voltaire (1694-1778): “A tolerância é tão necessária na política como na religião; só o orgulho é intolerante”.
E outra coisa: jamais se deve pregar um Criador que apavore as criaturas, porém que as deixe mais responsáveis e fraternas.
Dias desses, li — na obra “Farmácia de Pensamentos”, da pesquisadora Sonia de Aguiar, com a qual fui presenteado pelo veterano jornalista gaúcho Luiz Carlos Lourenço — a seguinte sentença do dinâmico cantor, compositor e ex-ministro brasileiro da Cultura Gilberto Gil: “A arte, a religião e a ciência são maneiras diferentes para atingir os mesmos fins. Mas, no fundo, todas elas procuram respostas para as mesmas perguntas”.
Indagações que apenas serão elucidadas quando a Fraternidade se tornar o fundamento do diálogo religioso, político, filosófico e científico numa sociedade planetária que se arvora civilizada. Diante disso, cabe aqui esta palavra do velho Goethe (1749-1832): “Aquele que tem vontade firme molda o mundo à sua imagem”.

TRAGÉDIA NO RIO DE JANEIRO
No centro do Rio de Janeiro/RJ, ao lado do Theatro Municipal, três prédios, de 20, 10 e quatro andares vieram abaixo, por volta das 20h30 de quarta-feira, 25/1, causando grande transtorno e sofrimento.
Aos familiares das vítimas desse trágico acontecimento e a todos que padecem de suas consequências, nossa solidariedade e oração. Nunca se soube que Jesus jamais deixasse de responder ao apelo de uma Alma sentida.
A prefeitura do Rio está levantando as causas para que, depois de devidamente apuradas, garantam medidas ainda mais eficazes para evitar casos semelhantes.

José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor.

domingo, 22 de janeiro de 2012

domingo, 1 de janeiro de 2012

sábado, 31 de dezembro de 2011

domingo, 25 de dezembro de 2011

O ANIVERSARIANTE

Numa noite que se perde na poeira do tempo, uma estrela de primeira grandeza brilhou no firmamento.
Possuidor de um conhecimento jamais igualado até os dias atuais, esse sábio dos sábios ficou conhecido por todos os povos como Jesus, o Cristo.
Ninguém até hoje sabe o que ele sabia nem faz o que ele fazia, enquanto os astronomos sondam os espaços procurando provas de vida em outros planetas, ele, profundo conhecedor do universo, há dois mil anos atrás já dizia: “A casa do meu Pai tem muitas moradas”.
Enquanto meteorologistas pesquisam as causas dos fenômenos climáticos, ele como quem conhecia as leis que regem a natureza, ordenou a tempestade que se aquietasse e assim se fez.
Enquanto os modernos fisiologistas sondam as moléculas do corpo humano para conhecer as suas particularidades, ele, utilizando-se da vontade, reconstituiu tecidos carcomidos pela lepra dizendo simplesmente “Quero, Se limpo”.
Excelente físico, desafiou a lei da gravidade andando sobre as águas, proeza que até agora nenhum cientista ousou imitar.
Geneticisa hábil, esclareceu o que nasce da carne é carne, o que nasce do espírito é espírito.
Falou com sabedoria dessa dualidade humana, esclarecendo que o espírito sopra onde quer e ninguém sabe donde ele vem, nem para onde vai.
Psicopedagogo jamais igualado, usou os mais excelentes métodos de educação, ensinando com maestria incomparável.
Psicoterapeuta incomum, atendia com eficiência a intimidade das criaturas balsamizando com ternura os corações dilacerados pela dor.
Falava em língua pátria, e todos, vindo das mais variadas procedências o entendiam. mais importante: falava ao ar livre para centenas de espectadores, e todos o ouviam sem o auxílio de aparelhos de amplificação da voz hoje conhecidos. Não gritava para falar. Falava sempre de modo manso e amoroso.
Poeta divino, fez vibrar as cordas mais sutis da harpa viva do coração humano cantando as bens aventuranças eternas.
Médico incomum, restituiu a visão a cegos, curou paralíticos de corpo e alma, restabeleceu a esperança aos desalentados.
Magnetizador excelente, com um simples gesto, reanimou pessoas dadas como mortas..
Orador incomparável, impressoinou os doutores da lei com suas palavras lúcidas e coerentes despertando temor e admiração ao mesmo tempo.
Anunciado pelos antigos profetas, ele foi o Messias que veio trazer Luz às trevas da ignorância e alento aos sofredores sinceros.
Hoje como ontem, continua ressucitando corações tomados pela morte da indiferença e amolantamento enviando seus prepostos aos círculos de dor e incompreenção.
Jesus é, e continuara sendo o maior de todos os sábios, incansável, ele continua repetindo o sublime convite: “quem quiser vir após Mim, tome a sua cruz , negue-se a si mesmo e siga-me!”
Jesus é o modelo de perfeição moral que o homem pode aspirar na terra, criado muito antes que a humanidade terrestre veio ensinar o caminho que conduz a felicidade por já ter-lo trilhado.
Nesse sentido é que o apóstolo João anotou no capítulo 8, versículo 58, disse o que Jesus mesmo afirmou: “antes mesmo de Abrão existisse, Eu Sou!”

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

NATAL DE JESUS - O ANIVERSARIANTE

Natal de Jesus!
Paiva Netto

Duas datas significativas preparam o espírito dos povos para as comemorações de mais um Natal de Jesus, o Cristo Ecumênico. Refiro-me ao Dia Internacional da Solidariedade (20/12) e ao dedicado, no Brasil, aos órfãos (24/12).
Quando de Sua primeira vinda visível ao planeta, o Provedor Celeste exemplificou com a própria vida o valor da solidariedade sem fronteiras, sejam elas de idioma, cor da pele, opinião política etc. É Dele também uma postura ecumênica de amparo aos desfavorecidos da Terra.
Refletindo sobre o amplo e irrestrito significado do Natal de Jesus para a LBV e para os que com ela cerram fileiras na construção “de um Brasil melhor e de uma Humanidade mais feliz”, recordo trecho de circular que escrevi em Brasília/DF, datada de 4 de junho de 1997. Faz parte da minha obra “Liderar sob a proteção de Deus”, em preparação. Dedico a todos os corações de Boa Vontade:
(...) Elevemos uma fervorosa Prece ao Cristo, nosso Senhor, porquanto este é o caminho seguro que nos conduzirá à vitória. No Cristo, venceremos!
Que queremos nós senão oferecer aos deserdados do mundo uma Ceia Especial que nutra, para todo o sempre, os seus Espíritos sequiosos de um alimento que vem do Alto: Jesus, o Pão que desceu do Céu?
E esse Pão que desceu do céu igualmente é Educação e Cultura, Alimentação, Segurança, Saúde e Trabalho com Espiritualidade Ecumênica!
Um sonho que nos vem do Cristo de Deus, de forma que o tornemos uma instituição em toda a Terra, para o que precisamos desenvolver um sentido realista, a fim de infalivelmente conduzir multidões pelas estradas da Alma. Isso porque nestes tempos de avançada tecnologia, é urgente que a Humanidade seja mais sensível aos sentimentos generosos, que impulsionam a Fraternidade e a Solidariedade Social, que andam fazendo bastante falta nos dias que correm. (...)

ILUSTRES DA CULTURA NO CÉU
No último sábado, 17/12, três ícones da cultura retornaram ao nosso plano de origem, o Mundo Espiritual: o carnavalesco, artista plástico, cenógrafo e bailarino Joãosinho Trinta; o veterano ator, diretor, apresentador de TV e roteirista Sérgio Britto; e a lendária cantora cabo-verdiana Cesária Évora, a “diva dos pés descalços”.
Certa vez, ao conhecer o Templo da Boa Vontade, Joãosinho Trinta declarou: “É uma grande emoção, porque a LBV plasmou fisicamente a potência que ela tem no Plano Espiritual. Aqui é um pequeno reflexo dessa potência, dessa capacidade de saber as diretrizes a serem tomadas na Terra. A LBV tem a plena visão de que é na Terra que devem ser objetivados os ideais do homem. Os ideais de conhecimento, de fraternidade, de alegria. Tudo isso se sente ao visitar a LBV. Tanto o Templo como essas salas todas [ambientes do TBV] nos enchem de emoção, de grandeza, nos entusiasma, e a palavra entusiasmo quer dizer ter Deus dentro de si”.
Pegando da palavra de nosso amigo, podemos afirmar que ele mesmo, Joãosinho Trinta, mais Sérgio Britto e Cesária Évora souberam, com maestria, cumprir na Terra seus ideais de conhecimento, de fraternidade, de alegria.
Que Deus os abençoe agora na Pátria Espiritual e ampare os familiares e amigos aos quais deixam grande saudade!
José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.